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O Vital ET, um ativo biofuncional substantivo à pele, figurou entre os lançamentos do estande da
ISP, de São Paulo. Entre os benefícios do ingrediente, a empresa enfocou a ação anti-eritema (reduz vermelhidão) e sua eficácia no combate à acne. A matéria-prima também se destacou por ser um ativo antiidade. Para a gerente de vendas personal care Brasil da
ISP, Liliana Calore Brenner, a principal vantagem, no entanto, é a possibilidade de poder ser usado de forma preventiva, pois o Vital ET reforça a barreira da pele contra os danos causados pelo ambiente, além de servir como tratamento reparador, por conta de sua ação calmante. "Ele oferece uma sensação de bem-estar", comentou. Para ela, sobretudo por conta das altas temperaturas brasileiras, o produto vem atender à necessidade cada vez mais solicitada pelo consumidor de proteção contra os efeitos do sol.
Pelo segundo ano consecutivo, os homopolímeros aniônicos e pré-neutralizados Rapithix A-60 e A-100 também estiveram no estande da
ISP. Desenvolvidos para fabricação de emulsões com processo a frio, os produtos, de acordo com Liliana, apresentam performance superior, quando comparados a espessantes e estabilizantes comuns, daí o relançamento. Apesar de não se tratar de um produto de primeira necessidade, para Liliana o cosmético trata-se de um setor em evolução. "Um pequeno sinal de recuperação da economia já é suficiente para o mercado reagir de forma positiva", comentou. Uma das maneiras da indústria nacional se manter em épocas de retração econômica, conforme apontou Liliana, é por meio da diversidade do portfólio de matérias-primas.
| Assim como os produtos devem ser multifuncionais, as empresas não podem se limitar a linhas restritas de ingredientes."A indústria hoje tem de ter um catálogo o mais completo possível", avaliou. A área de personal care responde por 45% do negócio
ISP; a empresa também atende os mercados farmacêutico, alimentício e químico. |
Cuca Jorge |
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| Liliana: ativo para reforçar barreira da pele |
A Ipiranga Química, de São Paulo, também se mostrou confiante na evolução do setor. Há apenas dois anos no mercado cosmético, o segmento de personal care da Ipiranga Química, em 2003, cresceu 30%, em relação ao ano anterior. Outro dado promissor dá conta do consumo médio do brasileiro com produtos cosméticos. De acordo com a distribuidora, este é de US$ 41,50, ao ano.
| Cuca Jorge |
Para o gerente de unidade de negócios Almir Ribeiro, dentro da empresa, a área está em fase de amadurecimento e tem muito a evoluir. Prova da aposta da companhia nesse setor está na inauguração de novo centro de distribuição, prevista para este ano. No local, o laboratório cosmético terá espaço cinco vezes maior ante ao atual. |
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| Ribeiro: brasileiro consome US$ 41,50 ao ano |
De momento, a Ipiranga Química apresentou na HBA sua nova representada: a
Oxiteno. Na tentativa de ampliar o leque de produtos, a Ipiranga passou a distribuir toda a linha de tensoativos da empresa, para as regiões do Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Também inovou com o lançamento de pré-dispersões de filtros físicos à base de titânio e zinco, acopladas a conjuntos de tensoativos emolientes, da Granula. Outra novidade ficou por conta dos sistemas antimicrobianos, da israelense Sharon, e dos ativos da
CPN, indústria da República Tcheca. Esses ingredientes agem de forma intensiva, pois contam com propriedade capaz de transportá-los para além da superfície da pele.
Preferência nacional - Nos últimos cinco anos, o ramo de produtos para cabelos teve média de crescimento anual de 22%, em faturamento líquido, segundo dados da
Abihpec, consolidando-o no terceiro segmento mais lucrativo no mercado mundial de produtos personal
care, segundo o Euromonitor. Esses números refletem a crescente oferta de produtos destinados para o tratamento capilar, de uso doméstico. Hoje o consumidor não precisa freqüentar salões especializados, para cuidar dos cabelos. Porém, a praticidade e a economia têm outro lado: os fios estão mais suscetíveis a agressões químicas.
Por conta desse quadro, a indústria tem se movimentado para oferecer formulações capazes de atenuar esses efeitos danosos causados nos fios. Em função dessa oportunidade de mercado, a Dow Corning do Brasil, de São Paulo, optou por destacar na feira os produtos voltados para proteção do cabelo contra o calor. A empresa oferece mais de 60 produtos de silicone. De acordo com levantamento da Dow
Corning, cerca de 50% das novas formulações lançadas nos Estados Unidos no mercado de personal care contêm algum tipo de silicone.
De comprovada estabilidade térmica, os silicones da marca, de acordo com o fabricante, formam uma película protetora no fio, evitando, dessa forma, a perda de água e melhorando o aspecto sensorial. Um dos lançamentos ficou por conta de auxiliador de modelagem, voltado para o cabelo liso ou para o cacheado. "O produto mantém o cabelo liso por mais tempo e o protege dos danos causados pelo aquecimento", exemplificou a analista de mercado Maria Claudia Ramos. Para ela, outra vantagem refere-se ao fato do produto já estar pronto. "Apresentamos a solução ao cliente", comentou.
Destinada para a fabricação de xampus, a matéria-prima Genapol 23 2S esteve em destaque no estande da
Clariant. Nas versões 70% e 25% e de origem sintética, o novo surfactante substitui os sulfatados de álcoois graxos C12/C14, de origem vegetal. De acordo com o fabricante, a eficiência entre as duas matérias-primas é similar, o ganho da substituição está no preço mais baixo do ingrediente sintético. A empresa também focou a divulgação da base auto-emulsionável Genamim
CTAC-CP. Trata-se de mistura de surfactante catiônico, emulsionante e doador de viscosidade para preparação de condicionadores capilares. A principal vantagem está na possibilidade de ser aplicado a baixas temperaturas, ou seja, não requer aquecimento para sua utilização.
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