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Novos ativos Em sua nona edição, a principal feira do setor farmacêutico foi palco de vários lançamentos de ativos e outros insumos Rose de Moraes Novos
ativos farmacêuticos, aminoácidos, revestimentos, excipientes, além de
uma grande mostra de equipamentos, marcando tecnologias e tendências,
estiveram em evidência durante a 9ª FCE-Pharma, feira internacional de
tecnologia para a indústria farmacêutica, realizada junto com a HBA em
maio no Transamérica Expo Center, em São Paulo, sob a organização e
promoção da VNU Business Media.
Com teor de pureza de
99,8%, o antioxidante na forma de pó cristalino atende às normas
internacionais de saúde e segurança e os regulamentos do FDA (Food
and Drug Administration). Uma das grandes vantagens associadas ao seu
uso é que, além de evitar a oxidação dos medicamentos, esse
ativo também auxilia na estabilização da vitamina E e aumenta a
estabilidade da vitamina A e de seus derivados, trazendo benefícios para
a saúde humana. Sob o aspecto farmacológico, o BHT Ionol também produz
efeitos sinérgicos com vários outros antioxidantes, inclusive com
tocoferóis, e apresenta resultados efetivos em baixas concentrações,
como em dosagens de 0,03% a 0,1% em óleos e gorduras e de 0,01% a 0,02%
em óleos essenciais. Por ocasião da feira, a
Degussa também destacou os efeitos positivos do agente esfoliante à base
de peróxido de benzoíla. Com produção local, na fábrica de
Santo André-SP, trata-se de fármaco originário da Laporte, com
potente ação queratolítica e antibacteriana para tratar acne, em
formulações de cremes, loções e sabonetes, inclusive sem contra-indicação
em tratamentos que fazem uso de antibióticos, ácidos retinóico e salicílico,
e enxofre. Bastante ampla, a linha da
Degussa envolve aminoácidos utilizados em medicamentos, suplementos
alimentares, intermediários, catalisadores químicos para sínteses de fármacos,
sais de clorexidina para degermantes e sabonetes de uso hospitalar, sílicas
para cremes dentais, excipientes para comprimidos, cápsulas, pomadas, géis,
suspensões, supositórios e aerossóis, cabendo destaque especial para o
dióxido de silício coloidal, matéria-prima que confere à empresa
liderança mundial. Além de apresentar ao público suas próprias formulações,
a empresa divulgou substâncias
ativas para medicamentos, produzidas pela Boehringer Ingelheim, BK-Giulini,
Buchler e Kronos Titan, parceiras alemãs, há duas décadas por ela
representadas. Da Boehringer Ingelheim,
divisão química, todos os anos chegam ao mercado brasileiro fitoquímicos,
polímeros bioabsorvíveis utilizados em implantes dentários e próteses
ósseas, além de minerais orgânicos e substâncias ativas farmacêuticas.
Da BK-Giulini, maior fabricante mundial de substâncias antiácidas,
utilizadas no tratamento de problemas gástricos, o mercado local é
suprido com hidróxidos de alumínio e magnésio. Da Buchler, fabricante
de derivados de quinina, fitoquímicos extraídos da casca da árvore
quina, muito utilizados como agentes amargantes de águas, vêm os
sulfatos e os cloridratos de quinina, empregados principalmente no
tratamento da malária. Nova fábrica – Depois de firmar-se
como distribuidora de mais de mil diferentes insumos químicos importados
que abastecem o setor farmacêutico, e produzir matérias-primas em sua
sede, em Campinas-SP, a Galena aproveitou a repercussão da feira para
anunciar a construção de nova fábrica junto ao pólo farmacêutico de
Anápolis-GO, prevendo substituir até o final deste ano importações no
montante de US$ 5 milhões, somados a mais de US$ 10 milhões que serão
revertidos ao longo de 2005. Numa primeira fase, cerca
de 40 fármacos deverão compor o primeiro lote a entrar em produção
local. Algumas das substâncias, conforme antecipado pela gerente de
marketing
da empresa Sílvia de Castro Andrade, terão ação antiinflamatória.
Mas além de
divulgar ativos e matérias-primas provenientes de empresas parceiras com
renome mundial, como Wolff Cellulosics/Bayer e Symrise, da Alemanha;
Interchemical, da China; Biotron, dos Estados Unidos; e Vevy, da Itália;
a Galena destacou a linha de fitoterápicos, como uma das mais fortes tendências
em princípios ativos para a produção de medicamentos. No rol dos fitocêuticos,
os destaques ficaram por conta de ativos na forma de extratos que atendem
à resolução da Anvisa RDC 48/04. Esse é o caso da Ginkgo biloba,
de efeito vasodilatador; bem como do Hypericum perforatum, com
efeitos antidepressivos comprovados; Tanacetum parthenium, para a
profilaxia de enxaquecas; Panax ginseng, antiestresse e
anti-radicais livres; Serenoa repens, utilizado no tratamento de
hiperplasia benigna da próstata; e Valeriana officinalis,
substância de efeitos terapêuticos calmante, sedativo, ansiolítico,
espasmolítico e relaxante. Entre os avanços tecnológicos,
um dos feitos de maior importância da empresa foi desenvolver a
microencapsulação da Aesculus hippocastanum, conhecida como
castanha da Índia, o primeiro fitoterápico a ser microencapsulado no
Brasil, com a finalidade de garantir maior eficácia do seu princípio
ativo, envolvendo a escina. Desenvolvida para liberar
gradualmente as drogas no organismo, a tecnologia de microencapsulação
de princípios ativos da Galena, patenteada sob a marca de Microgranulosix,
até então vinha sendo aplicada em produtos como a vitamina C (Redoxon) e
Voltaren Retard, ambos da Roche. Mas, recentemente, começou a se estender
a outros fármacos e fitocêuticos, como é o caso do diclofenaco sódico,
ativo de ampla utilização por seu efeito antiinflamatório. Outros
produtos que também já têm seus princípios ativos microencapsulados
são o diltiazem HC (antianginoso e anti-hipertensivo), o dinitrato de
isossorbida (antianginoso e vasodilator), o mononitrato de isossorbida
(antianginoso) e a nifedipina (bloqueador do canal de cálcio). |
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