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Alternativas - Em 2002, a Dow Chemical Co., o maior fornecedor mundial, anunciou que descontinuaria a produção de etilenoglicol etil éter (etil celosolve ou EE) e de acetato de etilenogligol etil éter (acetato de etil celosolve ou EE acetato). A saída da Dow precipitou a procura por alternativas. A tabela 3 mostra uma comparação entre as propriedades de EE e EE acetato, e os solventes disponíveis com propriedades similares. O etilenoglicol propil éter (EP) é uma excelente alternativa para o EE, pois tem parâmetros de solubilidade e uma taxa de evaporação muito parecidos. Por outro lado, o EP não apresenta os problemas de toxicidade do EE. Contudo, ambos os solventes são éteres de etilenoglicol e aparecem na lista de contaminantes perigosos de algumas regiões. Para evitar essas restrições, é possível usar propilenoglicol metil éter (PM), porém as propriedades do PM não se aproximam tanto às do EE como no EP. É mais difícil encontrar uma alternativa ao acetato de EE. Os parâmetros de solubilidade do acetato PM são muito similares aos do acetato EE. Contudo, a taxa de evaporação do acetato PM é o dobro do acetato EE. O EEP tem uma taxa de evaporação mais baixa que o acetato EE, e há diferenças entre os parâmetros dos acetatos EEP e EE, porém, em estudos realizados o EEP demonstrou ser a melhor alternativa. É certo que o acetato PM tem uma taxa de evaporação maior que a do EEP, no entanto, sua estrutura linear provoca liberação da película da tinta mais rápida, em comparação ao acetato PM. Além do mais, o EEP produz, em geral, um acabamento com mais brilho, se comparado com o acetato EE ou com o acetato PM. Além disso, a tensão superficial do EEP é menor, o que aumenta o espalhamento e a nivelação. É difícil substituir um solvente, devido à quantidade de propriedades que são afetadas. No caso do EE e o acetato EE, as melhores alternativas provavelmente são EP, em lugar de EE, e EEP, em lugar do acetato EE. Regras ambientais - Até agora, a legislação ambiental na América Latina tem sido escassa e, infelizmente, não são vislumbradas mudanças importantes para o futuro. Fatores externos como a globalização, os requisitos de clientes multinacionais e a implementação do padrão internacional ISO 14000 tornam impossível ignorar as regras ambientais de outras regiões. Neste espaço não é possível tratar definitivamente todas as regras existentes, porém há algumas tendências e desenvolvimentos importantes que devem ser considerados. O conceito básico em todas as regras ambientais é a definição de volatilidade. É importante notar que não existe qualquer acordo entre as diversas regiões. Nos EUA, por exemplo, a definição de um VOC é a quantidade de material que se evapora em uma hora, a 100ºC, enquanto que na Europa representa qualquer material que tem um ponto de ebulição menor que 250ºC. Nessa situação, há produtos como o texanol éster-álcool, classificado como 100% volátil nos EUA e como não volátil na Europa. Outro ponto a ser considerado são as pressões políticas, que tornam ainda mais variável a definição de volatilidade. Recentemente houve na Europa proposta para mudar o limite de volatilidade para 280ºC, sem sucesso. Desconsiderando os detalhes, qualquer definição de volatilidade regional torna necessário considerar quase todos os solventes no cálculo de VOC. Com as definições mais amplas, não é possível alcançar as reduções em VOC que as regras exigem, porém há uma maneira de excluir alguns solventes do cálculo de VOC. Um dos princípios básicos na implementação de regras ambientais é a redução de nível de formação de ozônio na atmosfera. Atualmente, é tendência em controle ambiental considerar todos os solventes diferentes entre si, e portanto, com fotorreatividades variáveis. Nos EUA, são excluídos do cálculo de VOC os materiais cuja fotorreatividade seja menor que a do etano. Por esse parâmetro, a acetona, o acetato de metila, o cloreto de metileno, o l,l,l-ticloroetileno e o p-clorobenzotrifluoreto não são computados no cálculo feito naquele país, e, por isso, são utilizados em tintas. Com o uso de solventes isentos é possível formular produtos adequados aos níveis permitidos de VOC. Esses solventes produzem menos que 0,22 gramas de ozônio no ar por grama de material, em condições ideais para a formação de ozônio. Esta propriedade é conhecida como reatividade incremental máxima (RIM) de um composto orgânico. As últimas tendências em regulamentação ambiental apontam para a implementação de limites à RIM em determinados produtos. Com tal regulamentação, um formulador poderá utilizar qualquer mistura de solventes desejada em qualquer nível de sólidos, sempre e quando a RIM não ultrapassar esse limite. Nos EUA, somente o estado da Califórnia adotou a medida, contudo o governo americano já estuda a possibilidade de que a RIM seja a próxima evolução em regulamentação ambiental. Em suma, o uso dos solventes é tão antigo como o das tintas. Há uma
forte tendência a limitar ou eliminar o seu uso, com o intuito de maior
eficiência de aplicação, controle de custos, considerações de higiene
industrial e redução do impacto ambiental. Apesar das pressões para a
redução do uso de solventes industriais, ele continua, e continuará no
futuro. Portanto, os fornecedores de tintas que desejam participar do
mercado mundial, com clientes multinacionais, terão que informar-se sobre
as regulamentações mais recentes no uso de solventes se quiserem ser
competitivos. |
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