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Nos
últimos anos, o grupo gaúcho reforçou suas vendas no mercado externo,
com ênfase no Mercosul, Europa e África. Com isso, as exportações
passaram de 35% para 45% do faturamento e poderão aumentar ainda mais se,
em algum momento, a demanda nacional por resinas arrefecer. "Quem tem
capacidade para exportar está exportando, mas o mercado interno tem de
ser a âncora porque as vendas ao exterior apresentam baixa margem de
lucro e desencorajam investimentos em modernização", adverte Markus. O problema foi resolvido no âmbito do Mercosul. A Petrobrás Energia, subsidiária argentina da estatal brasileira que absorveu a petroleira Pérez Companc (antiga dona da Innova), reativou um cracker no país vizinho, onde possui também uma unidade com capacidade de 250 mil toneladas de etilbenzeno. Como a empresa no país vizinho pode produzir apenas 110 mil toneladas/ano de estireno, a Innova receberá de lá as 60 mil toneladas/ano do intermediário que faltam para ocupar totalmente a fábrica gaúcha de estireno. Nas contas do gerente de vendas Luciano Nunes Rolla, a empresa é a maior fabricante do produto dentro do mercado nacional e quando passar a produzir a plena carga irá reduzir para 30 mil toneladas/ano as importações do produto, que atualmente estão em 90 mil. "O mercado de estireno é cativo e cresce sem parar, há vários anos", informa Luciano Nunes, referindo-se à produção própria de poliestireno.
"Neste momento, existe uma recuperação da massa salarial do
trabalhador e a expansão do crédito por conta da queda dos juros nas
compras de longo prazo. Com isso, ele prevê o reaquecimento do mercado
consumidor do país que deverá absorver em 2004 300 mil toneladas , 30
mil a mais na comparação com o ano passado, considerado fraco, e só De
qualquer forma, é um período de vendas altas com margens em baixa, por
culpa do benzeno, a matéria-prima básica na obtenção do poliestireno.
O aromático ficou caro, pois escalou a planilha de custos, sem dó nem
piedade, dos US$ 300 a tonelada para US$ 900 nos últimos 12 meses e, no
fechamento desta edição, encontrava-se estabilizado em inflados US$ 750.
"Neste segundo semestre crescemos em cima de três fatores:
reaquecimento do consumo interno, alta das exportações e formação de
estoques reguladores pela indústria de transformação", resume o
executivo.
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