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Dinamismo na região atrai novas fábricas
A dinâmica indústria de tintas do sul catarinense vê nascer novos empreendedores da noite para o dia. Um exemplo disso é a Alpa Química, fundada há sete meses, em Morro da Fumaça. A empresa detém as marcas comerciais Supratelha para revestimentos de telhados e impermeabilizantes. Além disso, lançou há poucos meses a Supralith para tintas imobiliárias acrílicas com distribuição restrita a Santa Catarina. "É umas das mais conceituadas e com maior brilho do mercado", garante o diretor comercial e sócio no negócio, Alex Teixeira Veneranto.
Diferente dos pesos pesados da região, que estão investindo no desenvolvimento dos esmaltes sintéticos, ele aposta na tinta a óleo, produzida com resina, também derivada de óleo de soja, porém mais barata. No entender do empresário, existe espaço no mercado porque o produto suporta melhor a dilatação da madeira, além de pesar menos no bolso do consumidor final. Veneranto tem uma explicação para a profusão de fábricas de tintas em Santa Catarina.
Conforme ele, os próprios fornecedores de matérias-primas estimularam o fenômeno para forçar o crescimento do consumo de resinas, pigmentos, aditivos, catalisadores, solventes diluentes, corantes, entre outros produtos. "Hoje, se você quiser fabricar tinta, a formulação vem por telefone", revela Veneranto. Com tudo isso, acrescenta, nesses 20 anos, a região de Criciúma já produziu profissionais em nível técnico e superior suficiente para abastecer a indústria com mão-de-obra qualificada. "Não é só aqui. No restante do Estado estão surgindo pequenas empresas", assegura.
O empresário credita o crescimento do consumo de tintas, sobretudo as prediais, a uma mudança de mentalidade porque o acabamento deixou de ser visto pelo consumidor final de baixa renda como material voltado apenas à estética dos imóveis. "A tinta fabricada atualmente não define apenas a cor da parede. Está associada à conservação e valorização do imóvel e à auto-estima de seus moradores", aposta Veneranto.
A indústria de tintas, vernizes e solventes do sul catarinense de fato tem espaço para todos. Se numa ponta está sua elite com as marcas Anjo, Resicolor e Farben, na outra surgem empreendedores ao sabor da aventura. É o caso da Santíner, também de Morro da Fumaça. A empresa é tocada por seis pessoas de uma mesma família e mais meia dúzia de empregados. Opera na fabricação de esmaltes sintéticos industriais, tíners e solventes. Flávio Humberto Salvan, um dos donos do pequeno negócio, conta como tudo começou. Segundo ele, há três anos, um fornecedor de agentes químicos prometeu ajudá-los a encontrar compradores, se eles se dispusessem a produzir tíners e esmaltes sintéticos.
A família que havia se retirado dos negócios com olaria vinha fabricando material de limpeza e aceitou o desafio. Atualmente, processa 45 mil litros de esmaltes industriais em 40 cores diferentes a cada mês. Salvan não vê segredo em formular tintas para o mercado no qual a Santíner pretende crescer. Tanto é que ele apesar de não ter curso superior de química manipula as fórmulas com a ajuda de um técnico do ramo com curso profissionalizante.
"O produto é barato. Serve muito mais para proteger da corrosão e como fundo. Tem gente que não faz questão de aparência em máquinas industriais ou em implementos agrícolas", apregoa. A Santíner vem encontrando compradores em Mato Grosso7, Mato Grosso do Sul, Rondônia e no norte do Rio Grande do Sul. "Minha família não está muito interessada em transformar a fábrica em uma grande empresa. Queremos o suficiente para viver bem e poder pescar no final de semana", simplifica Salvan.
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Empresas investem em formação profissional |
Com 40 funcionários, a Cristal Color só contrata mão-de-obra para chão de fábrica com segundo grau completo e os técnicos precisam ter curso universitário. No ano passado, a firma recebeu o prêmio Talentos Empreendedores na modalidade gestão. É oferecido pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
(Fiesc) a quem se destaca em favor do desenvolvimento industrial do Estado.
Já a Farben, tem por hábito enviar seus principais técnicos em desenvolvimento ao exterior, principalmente à Europa, onde participam de cursos, seminários e feiras do setor. O objetivo é fazer com que as tecnologias desenvolvidas nos principais centros industriais sejam rapidamente absorvidas pela empresa e repassadas aos produtos.
A Anjo Tintas e Solventes tem atenção especial para o lazer dos funcionários. Em 5 de março último inaugurou as novas dependências do Centro de Convivência Anjo
(CCA), localizado em Rio Maina - Criciúma - SC. O local é destinado ao lazer dos colaboradores. A estrutura conta com cancha de bocha oficial acarpetada, uma academia de ginástica, sauna e um novo bar. Além disso, conta com campo de futebol suíço, churrasqueira e salão de festas. Há também um auditório para 180 pessoas, aberto à comunidade da região de Criciúma. |
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