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Tinta em pasta - Arlene do Amaral é a diretora-executiva da Cristal Color, empresa focada na produção de tintas imobiliárias e especialidades para a linha industrial, com a produção anual de aproximadamente 5,4 milhões de litros em 2003 e com perspectiva de processar 7,5 milhões em 2004. A empresa fabrica três linhas básicas em poliuretano, epóxi e os vernizes. O carro-chefe são as tintas acrílicas e os impermeabilizantes de nome comercial Pró-telha.
Em 2003, a Cristal Color apresentou uma nova versão de tinta em pasta em diversas cores fosca ou semibrilho. Dispensa selador e com no máximo duas demãos a operação de pintura é finalizada. Sua qualidade é garantida pela forte presença de titânio e resinas. "Mudamos o paradigma da pintura que normalmente levava quatro demãos. Trata-se de uma tinta de alta performance.
A grande indústria a cada ano coloca mais água na tinta. Água o consumidor tem em casa", provoca a diretora-executiva. Arlene garante: a novidade vem encontrando boa aceitação em todo o país, principalmente nos mercados de São Paulo e da Bahia. O preço da tinta em pasta é o mesmo da líquida. Mas com 16 litros do produto - quantidade da lata grande da marca Cristal Color - é possível obter 22,5 litros quando a água é adicionada, contra os 18 litros do galão da tinta convencional.
A Cristal Color produz ainda vernizes de alta resistência às substâncias químicas e abrasivas. No ano passado, atendeu a um pedido de 272 mil litros, desse produto, encomendados para a cobertura dos equipamentos e pisos da usina hidrelétrica de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, no Paraná.
| Fernando de Castro |
Segundo a diretora-executiva, esse verniz é
impermeabilizante e resiste ao tráfego de tratores e caminhões. A empresa atua com força em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Vem ocupando espaço também na área de exportação com vendas a diversos países da América Latina. Começou a prospectar o mercado africano. |
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| Arlene: pioneirismo na região foi da Untergen |
Trocando farpas - A emergente indústria de tintas, vernizes e solventes aromáticos do sul catarinense é motivo de disputas paroquiais e troca de farpas entre seus principais representantes. No entender do presidente da Anjo, sua iniciativa em fabricar tintas foi pioneira na região: "No Brasil nada se cria tudo se copia", dispara. "O Beto Colombo fala muito. Ninguém gosta dele em Criciúma e até as árvores por aqui sabem que a Untergen foi a primeira fabricante de tintas da região", devolve o químico José Moreno, da Resicolor. Arlene do Amaral também contesta o big boss da Anjo: "A primeira fábrica de tintas da região foi a Untergen, nos anos 80, sendo reaberta com o nome de Cristal Color em 1998. Os primeiros químicos formados para atender a indústria foram formados aqui. O químico da Resicolor saiu daqui, os da Anjo também, assim como os da Farben. Tudo começou aqui", assegura a executiva.
O relacionamento dos papas da tinta no sul catarinense já foi melhor, mas deteriorou com a quebra de um acordo comercial no qual a Anjo se comprometia a permanecer restrita à produção de esmaltes e produtos para repintura automotiva. A Farben ficaria com sua linha moveleira e a Resicolor jamais fabricaria produtos que saíssem do mercado imobiliário. O acerto de cavalheiros parece ter se rompido com a iniciativa da Farben, em 2002, ao entrar no terreno da Anjo. Com isso, Beto Colombo passou a fabricar tintas imobiliárias, alegando que havia sido prejudicado. Os sócios da Resicolor reagiram e passaram a oferecer produtos para a linha automotiva e direcionadas ao mercado de móveis.
A despeito de suas rusgas, os empresários do sul catarinense estão bem equipados com relação às tecnologias para desenvolvimento de tintas, vernizes e aromáticos. Laboratórios montados com a gama completa de aparelhos para medir a temperatura das cores, viscosidade, testes forçados em estufas, espectofotometria e testes de blocking são corriqueiros. A Farben sofisticou a área de desenvolvimento ao instalar uma cabine de pintura similar às de seus clientes para testar os produtos nas condições reais da pintura de móveis. O alto nível de automação industrial é outra característica importante. Nesse aspecto, a Anjo parece estar à frente, embora a Resicolor tenha reservado R$ 1,5 milhão em 2004 para ampliar sua produção com tecnologia de ponta. Com tudo isso, o sul de Santa Catarina ocupa lugar de destaque no concorrido mercado brasileiro de tintas e complementos, disputado a tapa por mais de 500 empresas.
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