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Dentro do plano de investimentos da Petrobrás até 2011,
consta a instalação de unidades de dessulfurização de derivados de
petróleo na faixa de destilação do óleo diesel. Cada uma das
refinarias da estatal seria equipada com pelo menos uma unidade dessas,
muitas das quais dotadas de unidades recuperadoras de enxofre (URE), que
poderão atenuar a situação (vide QD-420,
pág. 72).
Na década de 1960, contando com incentivos governamentais, vários
empreendimentos tomaram vulto, entre eles a exploração de rocha fosfática
de Araxá-MG, que permitiu a introdução dos termofosfatos, além de
ampliar a oferta de matéria-pirma para as nascentes Ferticap (1964),
Copebrás (1966) e Policarbono (1968), respectivamente em Santo André-SP,
Cubatão-SP (onde já fabricava negro-de-fumo), e Ipatinga-MG. Na década,
os nitrogenados ganharam impulso, com a entrada da Cosipa e da Usiminas no
sulfato de amônio, em 1967 e 1963. Apenas em meados de 1970, com o apogeu da mentalidade de
substituição de importações, a atividade tomou impulso, com o
deslanche de vários projetos industriais nas linhas N e P. Em 1974, o
governo lançou o Profertil, visando a auto-suficiência a ser atingida em
1980, o que quase foi conseguido nas linhas N e P. Um problema desse
programa foi ter incentivado a construção de várias unidades de baixa
escala produtiva, ou seja, pouco econômicas. O potássio continuou
dependente de importações, embora tenham sido iniciados investimentos em
Sergipe, a cargo da Petromisa. A partir de 1985, os planos oficiais passaram a buscar
incrementos constantes na produção agropecuária, ampliando o consumo de
fertilizantes, cujas indústrias, agora com pesada participação oficial,
estavam com capacidade produtiva lotada e sem previsão de investimentos.
Para atender às metas de safra cada vez maiores, a importação de
fertilizantes foi apontada como saída mais rápida, em detrimento de
investimentos industriais. Os vários planos econômicos da década
desestimularam investimentos no setor, pela fixação oficial de preços
de venda quase sempre corroídos pela inflação (alta) do período, além
de não apresentarem garantia de desenvolvimento do mercado, pois os preços
dos produtos agrícolas também eram igualmente tabelados e contidos. A chegada do governo Collor de Mello trouxe fortes mudanças
no setor. O Plano Nacional de Desestatização incluiu entre os ativos a
privatizar grande parte da indústria de fertilizantes. A maior parcela
dos ativos da Petrobrás na produção de nitrogenados (em nome da
Petrofertil) foi alienada mediante leilão, em 1992, para um consórcio
formado por onze empresas produtoras de insumos fertilizantes e
formuladores, denominado Fertifos. Movimentos de fusões e aquisições
levaram à consolidação dos acionistas, hoje em número de sete. O grupo
de origem holandesa Bunge possui 52,31% do capital acionário da
Fertifos, seguido pela norte-americana Cargill, com 33,07%, pela nacional
Fertibrás, com 12,76%, e pela Fertipar, com 1,37%. Menos de 1% é
dividido entre as companhias Campos Gerais, Heringer e Adubos Triângulo. O consórcio harmoniza os interesses dos grupos concorrentes,
sem haver hegemonia do sócio majoritário. Por força dos estatutos do
consórcio, as decisões relevantes só podem ser tomadas com aprovação
mínima de dois terços do capital, obrigando a compor interesses. O consórcio Fertifos detém 79,86% do capital da Fosfértil
que, por sua vez, possui 99,99% do capital da Ultrafértil, ambas
produtoras de insumos nitrogenados e fosfatados, atuando de forma
consolidada e sendo o player mais expressivo do mercado nacional,
atendendo a 30,1% do fornecimento de nutrientes fosfatados e 23,3% dos
nitrogenados para as formuladoras das regiões Sudeste e Centro-Oeste. A
Fosfertil Ultrafertil produziu 1,4 milhão de toneladas de nutrientes,
sendo 869,1 mil t de P2O5 e 570,4 mil t de N.
O conselho de administração da Fosfertil Ultrafertil
aprovou, no final do ano passado, um plano para investir R$ 280 milhões
na atividade mineradora de Tapira-MG, no complexo mineroquímico de
Catalão-GO e no complexo de industrial de Uberaba-MG, de modo a ampliar a
oferta de fertilizantes fosfatados para 1,77 milhão de t/ano a partir
de 2005. O plano prevê adicionar 330 mil t/ano de concentrado fosfático
em Tapira, e mais 143 mil t/ano em Catalão,
perfazendo uma capacidade total de 3,2 milhões de t de concentrado. |
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