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atualidades MANUTENÇÃO Parada parcial de Camaçari A
parada de manutenção das unidades de Olefinas II e Aromáticos
II da Braskem ocorrida no pólo petroquímico de Camaçari foi marcada por
uma inovação: a recuperação do estoque de óleos e correntes de
nafta que estava no processo e em parada anterior teria sido posto na
conta de resíduo. Seria, conseqüentemente, queimado no flare, ou
conduzido para tratamento na empresa ambiental que trata os resíduos do
II Pólo Petroquímico, a Cetrel. “Instalamos uma rede provisória para
coletar este material”, revela o líder da equipe de manutenção,
engenheiro eletricista Luiz Alberto Pereira. A recuperação incluiu a adoção de procedimentos para
baixar a geração de resíduo na entrega das unidades às turmas de
manutenção. Um dos procedimentos foi o uso de solventes para proceder
a limpeza de equipamentos estáticos, antes da abertura. “O procedimento
tradicional é abrir a torre, vaso de pressão ou outro equipamento e
fazer logo a limpeza, mecânica ou com hidrojato, gerando enorme
quantidade de resíduos e efluentes”.
O único serviço de grande porte “fora do escopo de
manutenção” foi a troca de 15
mil m2 de isolamento a frio de equipamentos e tubulações, utilizando
novos materiais e nova tecnologia de aplicação. “Propiciará ganhos de
energia e aumento na estabilidade e confiabilidade operacional”. Ressalta Luiz Alberto que nas empresas dotadas de serviço próprio
de inspeção de equipamentos (SPIE) certificado pelo IBP/INMETRO, o
limite legal para a inspeção interna de fornos, torres, vasos de pressão,
trocadores de calor, válvulas, tubulações, tanques, esferas e outros
equipamentos estáticos é de seis anos, prazo estabelecido pela NR 13
do Ministério do Trabalho. “Se a Braskem não fosse uma das 20
empresas já certificadas, o prazo seria de três anos”. Para
certificar-se, a Braskem formou equipe permanente de seis engenheiros e 27
inspetores de equipamentos. A norma NR-13 prevê, excepcionalmente, que o prazo possa ser
dilatado por um ano, desde que a
dilatação seja fundamentada em avaliação técnica e haja acordo com o
sindicato dos trabalhadores, o Sindiquímica. Valendo-se desta
possibilidade, a campanha que antecedeu a parada de manutenção durou
sete anos. “Não ofendemos as normas, nos valemos da excepcionalidade”,
assegura Luiz Alberto. A parada anterior, a primeira ocorrida nas unidades
Olefinas II e Aromáticos II, foi em 1997. Foram realizados serviços nas tubovias que fazem a
interligação com empresas supridas pela Braskem. Conseqüentemente,
cinco destas empresas também pararam: Isopol e Estireno, ambas da Dow Química,
Politeno, Oxiteno e Deten . Pararam também três unidades que passaram da
condição de empresas com razão social própria para unidades da Braskem:
PE 1 (OPP), PE 2 (Polialden), PVC (Trikem) e CPL (Nitrocarbono). A
parada, ocorrida entre 15 de janeiro e 19 de fevereiro, mobilizou 4.500
pessoas na fase de pico e requereu investimento de mais de R$ 50 milhões,
arredondamento estimado por Luis Alberto. Mais de 40 empresas foram
convocadas, duas do exterior: a Siemens, que respondeu por compressores e
turbinas, e a japonesa Kobesteel, especializada em caixa fria, como são
chamados os trocadores de calor que operam a menos de 170° C. Duas circunstâncias retardaram os serviços em uma semana: a chuva constante que caiu na primeira semana, “emperrando a atividade”; e uma ação do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, que congrega algumas categorias terceirizadas, a dos montadores de andaimes e dos serviços de caldeiraria, isolamento e pintura. “Por isso, na fase de pico houve mais gente do que o previsto”. José
Valverde |
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