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Economia instável atrasa projetos 

Fabricantes nacionais de fibras químicas deixam planos ambiciosos de expansão nas gavetas à espera de melhores dias  

José Paulo Sant'anna

Transformar o Brasil de importador a exportador é o desafio dos fabricantes  nacionais de fibras químicas voltadas à indústria de tecidos. A tarefa não é nada fácil, uma vez que atualmente cerca de 30% do total consumido por aqui vem do exterior. Não são poucos, no entanto, os projetos de empresas do setor destinados a elevar de maneira significativa a atual capacidade de produção do País. De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas (Abrafas), a fabricação nacional de fibras químicas em 2002 ficou na casa das 366 mil toneladas, contra um consumo no mesmo período de 464 mil toneladas - números não muito diferentes dos estimados para 2003.

O descompasso entre demanda e oferta poderia ser um pouco mais favorável, caso a indústria reduzisse seu índice de capacidade ociosa - hoje na casa dos 24%. O setor, no entanto, desde a abertura de mercado ocorrida na década de 90, sofre com a concorrência dos países asiáticos, que nos últimos anos se transformaram em grandes produtores mundiais de fibras químicas para tecidos - em especial a China. “As fibras chegam aqui a preços desleais”, reclama José Eduardo Cintra de Oliveira, diretor executivo da Abrafas. 

 

 

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