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Para Maris Tamsons, presidente da Jaakko Pöyry Tecnologia, os maiores investimentos de capital externo
no setor de celulose no Brasil estão hoje sendo implementados para alimentar as fábricas de papel não-
integradas da Europa e Estados Unidos, sendo destinados às empresas que não contam com base florestal
própria. Mas daqui a cinco anos, a celulose produzida no Brasil também deverá ser direcionada às fábricas de
papel da China. |
Cuca Jorge |
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| Tamsons: próximo mercado a abrir é o da China |
Segundo ele analisa, o Brasil está a caminho de completar mais um ciclo de crescimento no setor da
celulose, a considerar as novas capacidades da Veracel e da linha C, da Aracruz, além de outros projetos em estudo, como o da Celulose Nipo-Brasileira, a Cenibra, de Minas Gerais e da Bahia Sul, na Bahia. “Os
investimentos em celulose estão sendo mais atrativos até porque o retorno de capital é muito mais rápido, mas a próxima fase de crescimento setorial brasileiro será marcada por expansões no parque produtivo de papéis e
cartões, envolvendo os três segmentos nos quais o Brasil revela maior competitividade tanto interna, como
externamente, como é o caso dos papéis de imprimir e escrever, fabricados com celulose de fibra curta,
cartões para embalagens, também produzidos com fibra curta e os papéis kraft liner, fabricados com fibra
longa.
Como empresa de consultoria e engenharia contratada para o projeto Veracel, a Jaakko Pöyry tem
promovido a integração entre os vários EPC (Engineering Procurement Construction) que irão atuar no
Brasil, gerenciando projetos semelhantes, voltados à produção de celulose de fibra curta branqueada, em
várias partes do mundo, como na Indonésia e Finlândia, concluídos em 2002, para a produção de l,1 milhão de toneladas/ano e 600 mil toneladas/ano, respectivamente.
Expansão em peróxido – A expansão no parque industrial da celulose reflete-se sobre os atuais e futuros
investimentos das indústrias de especialidades químicas, como se observa na Degussa. Com fábrica local de
peróxido de hidrogênio no município de Aracruz–ES, desde l998, a empresa anunciou na feira aumento de
capacidade de 40 mil toneladas/ano para 60 mil toneladas/ano, visando acompanhar o crescimento na produção de celulose. Empregado pelas indústrias de celulose e de papel reciclado, em substituição ao cloro e
clorados, como agente de branqueamento, o peróxido de hidrogênio vem sendo comercializado pela empresa
desde 1992 no mercado brasileiro.
| Cuca Jorge |
“Estamos nos preparando para atender às demandas da Veracel, Aracruz, Bahia Sul, Cenibra, Votorantim,
entre outras que estão delineando projetos de crescimento”, afirmou o diretor adjunto da Degussa, Marcelo
Schaalmann. |
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| Schaalmann: produção de peróxido cresce no
ES |
Além de expandir a capacidade em peróxido, a empresa também promove investimentos em logística.
Para facilitar o suprimento na Aracruz, da qual é vizinha, construiu uma tubovia com 1,2 km de extensão para
escoar e bombear o produto até a fábrica de celulose.
Ciente de que os investimentos em logística facilitam o acesso aos produtos, tornando as atividades mais
rentáveis, o diretor também informou a construção de um ramal ferroviário que fará a interligação da unidade
de peróxido com a ferrovia Vitória-Minas, agilizando o escoamento da produção até o Porto de Vitória–ES,
pouco mais de l00 km distante da fábrica, e o Estado de Minas Gerais. Para haver maior rapidez no
atendimento de clientes em todo o Estado de São Paulo, a empresa ainda deverá instalar um entreposto na
cidade de Sumaré, na região de Campinas.
RohmNova – A joint-venture realizada entre a Rohm and Haas e a Omnova Solutions também foi alvo de
muitos comentários nesta feira. Firmada mundialmente em maio de 2002, a negociação repercutiu de forma
bastante positiva para o mercado de papel em virtude de se poder contar com uma única fonte para ampla
diversidade de produtos e especialidades para o segmento de papéis revestidos.
Dessa forma, nasceu a RohmNova, como passou a ser denominada a empresa que disponibiliza ao
mercado as linhas tradicionais da Rohm and Haas, em se tratando de pigmentos esféricos ocos, dispersantes,
modificadores de reologia, ligantes estireno-acrílicos, entre outros, acrescentando à oferta as linhas de insolubilizantes, lubrificantes, agentes de tratamento de superfície, ligantes estireno-butadieno, entre outros
fabricados pela Omnova Solutions.
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“Podemos oferecer hoje a maior diversidade de produtos para o mercado de revestimentos de papel,
incluindo desde monômeros até especialidades químicas, fundamentadas em tecnologias acrílicas e em
estireno-butadieno”, informou Maximilian Yoshioka, gerente de conta de
papel, artes gráficas e revestimentos funcionais para o Cone Sul.
Segundo ele, as tecnologias para revestir papéis e cartões evoluiram muito nos últimos anos até para
respaldar as necessidades do próprio mercado, e resultaram em melhorias nas propriedades finais dos
produtos, observadas no brilho, alvura, redução de marmorização na impressão, entre outras. |
Cuca Jorge |
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| Yoshioka: RohmNova une linhas para
revestimentos |
Como novidade na área de coatings, a Clariant destacou a linha de auxiliares para a formulação de
revestimentos para papéis para impressões com qualidade fotográfica. “Formulados à base de sílicas, álcool polivinílico, polímeros e resinas catiônicas e aniônicas, esses produtos propiciarão maior definição nas
imagens e brilho às impressões convencionais”, afirmou Alexandre Baron, gerente da divisão TLP, da Clariant Brasil, responsável pelos negócios nas áreas de couro, têxtil e papel. Em breve, o novo conceito
estará disponível ao mercado brasileiro em papéis A4, que estarão sendo produzidos com qualidade de
impressão fotográfica.
| Cuca Jorge |
Com destacados aditivos estireno-acrílicos, empregados no recobrimento da superfície de papéis de
imprimir e escrever, e que elevam o padrão de acabamento, tornando os produtos finais mais resistentes e
adequados para impressões ink-jet, a Basf destacou nesta feira os produtos fabricados na unidade de
Guaratinguetá–SP, e que começam a conquistar também o segmento de papelão do mercado brasileiro. |
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| Baron: coatings com qualidade fotográfica |
“Os fabricantes de papelão estão valorizando o tratamento de superfície e já buscam melhorias”, informou
Oscar Volpini, engenheiro químico, responsável pela área de papel coating e auxiliares da Basf em Curitiba–PR. “Nosso potencial de crescimento nesse setor é de 85%, pois apenas 15% do papelão fabricado no País é
tratado, enquanto na Europa 90% já recebem esse tipo de tratamento”.
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