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ATUALIDADES
Cresce o consumo do óleo de xisto no Brasil Há uma tendência de utilização do óleo de xisto como combustível líquido. Embora ainda tenha uma participação pequena no mercado, em relação ao consumo do óleo combustível, o óleo de xisto apresenta perspectivas de uso industrial amplamente favoráveis, principalmente quando se busca eliminar problemas de contaminação no meio ambiente, além de reduzir custos. Calcula-se que a economia final no processo varia de 12% a 20%, em comparação ao óleo combustível.
Atualmente, na refinaria de São Mateus do Sul (Six),
no Paraná, a única do país, a Petrobrás produz 16 mil t/mês. Nos últimos quatro anos, a estatal aumentou a
oferta em 35% e acredita-se que é possível produzir mais, com a introdução de melhorias no processo industrial. Reduz a corrosão de dutos, chaminés e bicos e as intervenções para manutenção e/ou desentupimento de
linhas, bombas, válvulas, bicos e maçaricos, eliminando os procedimentos de desobstrução e limpeza de
Como possui baixo teor de enxofre (1% em média em peso), reduz a emissão de poluentes e a formação de chuvas ácidas. E por ser mais leve que os óleos derivados de petróleo, reduz a emissão de particulados pesados, que causam fumaça e fuligem. É importante também destacar que seu uso não implica em investimento na troca de equipamentos. Há três óleos combustíveis derivados do xisto que estão sendo comercializados: o OTE, que substitui o OC-1A, e o OTL e o OTW, que servem para aplicações específicas. As diferenças entre eles são de viscosidade e ponto de fulgor. O OTL é muito leve e fluido. Tem sido procurado para substituir o diesel industrial, onde proporciona significativa economia (75% do preço do diesel). O OTW é francamente fluido em qualquer condição ambiental, dispensando integralmente o pré-aquecimento para uso. Tem sido utilizado por indústrias onde baixo teor de enxofre é um requisito técnico de processo como cerâmicas e cristaleiras, e por indústrias com restrições ambientais. O OTE é mais viscoso que o OTW, porém bastante fluido em relação aos óleos tipo BPF. As vantagens operacionais, as facilidades de manuseio do produto e as perspectivas de redução de custos operacionais são os seus pontos fortes. O processo de transformação do xisto, por pirólise, recebeu o nome de Petrosix. Em sua unidade industrial, a Petrobrás/Six desenvolveu também um processo de reciclagem de pneus e borrachas via co-processamento com o xisto, que permite a adição de 5% em peso de pneus picados. Com essa tecnologia é possível reciclar 140 mil toneladas/ano ou o equivalente a 27 milhões de pneus. Uma tonelada de pneus rende, aproximadamente, 530 kg de óleo, 40 kg de gás, 300 kg de carbon black e 100 kg de aço. Apesar da lista de vantagens, a introdução do xisto no mercado exige esforço, paciência e competência
técnica. O gerente de vendas Freitas narra que a substituição do tradicional óleo combustível “é um processo demorado”. Um projeto pode levar quatro meses para amadurecer. Inicialmente, esbarra-se em resistências
culturais. Depois, vem a fase de testes. A questão, diz ele, “é vender a solução técnica”. De qualquer maneira,
as perspectivas a curto prazo para a BetunelKoch “são favoráveis”. E para o xisto, “muito favoráveis”. Isto
significa que a Petrobrás continuará sendo pressionada a aumentar a produção. |
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