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Ou seja, interferômetros operam de modo que o espectro de referência seja armazenado, possibilitando a
obtenção do espectro da amostra pela dedução do primeiro, ou então que espectros de referência e amostra Outros cuidados precisam ser observados. O divisor de feixe de brometo de potássio com recobrimento de germânio cobre a faixa de 4400 a 450 cm-1. Para evitar efeitos de índice de refração, ambos os meios-feixes no interferômetro devem passar através da mesma espessura de brometo de potássio, além do que um disco compensador é necessário. As diferenças de caminho devem ser as mesmas para todas as partes do feixe, o que significa que qualquer convergência do feixe deve ser limitada. O grau de convergência tolerado depende da resolução requerida. Alta resolução requer baixa
convergência, para evitar variações na diferença de caminho para diferentes partes do feixe. Isto pode ser
conseguido restringindo-se o diâmetro do feixe com uma abertura chamada abertura de Jacquinot. O efeito da
abertura de Jacquinot é similar ao das fendas no espectrofotômetro clássico, onde, para altas resoluções, a
energia utilizável é reduzida. Um aumento na resolução de um fator de dois provoca diminuição da energia
que alcança o detector pela metade. Adicionalmente, os dois meios-feixes que retornam para o divisor de A fonte – Normalmente, a fonte de radiação de IV é constituída Quando alta velocidade ou maior sensibilidade são necessárias, o ideal é utilizar o detector de telureto de
cádmio e mercúrio (DMCT), que tem capacidade fotocondutiva e opera à temperatura do nitrogênio líquido. Duas versões são possíveis para o DMCT em relação à faixa de trabalho, que pode ser a normal, quando
se usa divisores de feixe de Ge/KBr, ou uma faixa menor que 740 cm-1, sendo que esta permite uma Quanto mais rápida for a velocidade do espelho, maior freqüência de áudio para cada freqüência do IV. Assim, os DTGS são mais eficientes a baixas velocidades do espelho (baixa freqüência) e os DMCT trabalham melhor em altas velocidades (alta freqüência no patamar da curva). Há, no entanto, algumas restrições. Com o DTGS, a velocidade não deve ser reduzida
abaixo do ponto onde o conversor AD não registra pelo menos um ponto de ruído (para a
acumulação ser eficiente). Para os DMCT, a velocidade deve ser alta, mais não alta o
suficiente para reduzir a D* (medição da relação sinal/ruído associada ao detector). Com Para se obter valores médios, vários interferogramas têm que ser obtidos com medidas efetuadas exatamente nos mesmos pontos. Isto é possível ao se usar o de hélio-neônio como referência. A radiação monocromática do laser a 632,8 nm atravessa o mesmo caminho óptico do feixe de IV. Um detector próprio mede o interferograma produzido pelo , resultando em um sinal senoidal com máximas separadas por comprimentos de onda do laser. O sinal é usado para disparar a tomada do sinal de infravermelho de maneira reprodutível. Embora o sinal de laser monitore com precisão mudanças na diferença de caminho, ele não identifica o sentido no qual o espelho se move, e assim perde-se informação ao fim de cada deslocamento. A diferença de caminho tem que ser restabelecida para cada deslocamento, para que sucessivos deslocamentos se iniciem no mesmo ponto. Um ponto referencial é obtido utilizando-se luz branca e um detector, produzindo um sinal interferométrico em conjunção com a diferença de caminho zero da radiação de infravermelho. Este sinal é usado então como um ponto de referência para iniciar a contagem do sinal de laser. Recentemente, o sistema foi melhorado com a introdução de dois detectores de laser nos quais a diferença
de caminho pode ser monitorada continuamente, mesmo com mudanças no sentido dos deslocamentos. Isto elimina a necessidade do interferômetro de luz branca, ou de qualquer outro meio para restabelecer a posição
absoluta para cada deslocamento. Adicionalmente, permite a possibilidade de acumular dados nos dois sentidos de deslocamento do espelho móvel do interferômetro. O procedimento normal, até então, era o de
acumular dados em um sentido de deslocamento e então retornar o espelho rapidamente para assim iniciar um
novo ciclo. A varredura, ou scan, na espectroscopia FTIR, corresponde ao deslocamento mecânico do espelho móvel; não é a varredura de freqüências individuais como no sistema com monocromador. Quando a posição do espelho móvel D (figura 1) é tal que a distância entre o divisor de feixes e este espelho (BD) é exatamente a mesma que a distância entre o divisor de feixes e o espelho fixo (BC), os dois feixes refletidos percorrem a mesma distância e, em conseqüência, estão totalmente em fase entre si. Como resultado, os dois feixes interferem construtivamente e o detector observa um máximo de intensidade. Esta posição do espelho móvel é chamada de ponto Zero Path Difference, ou ZPD. Neste caso 2(BD) = 2(BC). À medida que o espelho afasta-se do ZPD, a distância BD aumenta em relação à distância fixa BC. Quando a distância entre o divisor de feixes e o espelho móvel for 1/4 do comprimento de onda da luz observada, a diferença entre os caminhos ópticos dos dois feixes é de 1/2l. Os dois feixes estão agora 180o fora de fase, e neste ponto da varredura a interferência será destrutiva, provocando um mínimo na resposta do detector. Neste caso, 2(BD) - 2(BC) = 1/2l. Continuando a varredura, o espelho atinge uma posição onde a distância BD é 1/2 comprimento de onda maior que BC. Neste ponto, a distância dos percursos entre os dois feixes é um comprimento de onda completo. Os dois feixes estão novamente em fase e a interferência construtiva ocorre novamente. Neste caso 2(BD) - 2(BC) = 2 x 1/2l. A cada 1/4 de comprimento de onda repetem-se a interferência construtiva e a destrutiva. Como a amostragem dos dados é feita continuamente, obtém-se uma co-senóide, como mostrada na figura 5. Neste caso 2(BD) - 2(BC) = n x 1/2l.
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