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Silicones de efeitos ópticos - A germânica Wacker esteve presente à ICE 2003 com a divisão de silicones (poliorganossiloxanos), expondo, entre outras, as linhas Helicone e Heliplus de pigmentos de efeito óptico variável (iridescente), composta por cristais líquidos colestéricos. As moléculas deste tipo de substância se rearranjam em finas camadas quando sujeitas a forças de cisalhamento durante o processo de fabricação.
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Cada camada é diferente da predecessora, pois as moléculas em forma de haste se orientam em direções algo diferentes, formando uma estrutura helicoidal composta por planos empilhados. Cada camada reflete determinada porção da luz incidente: dependendo do comprimento de onda e do caminho óptico realizado, a reflexão de luz pode ser aumentada ou diminuída. Ao olho do observador, o fenômeno é percebido como uma transição de cores, semelhante à que ocorre nos exoesqueletos de alguns coleópteros.
A empresa também expôs a linha de emulsões de resina de silicone para revestimentos de substratos. Segundo o líder da área de construções e revestimentos Scott Borst, o produto deixa livres os poros do substrato, permitindo a evaporação de água combinada à baixa absorção, o que torna o produto ideal para a pintura de fachadas. |
| Borst: poros livres para evaporação |
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Outra européia, a Imerys, oriunda da França, é uma das maiores produtoras de minerais usados como pigmentos
inorgânicos, como o caulim e o carbonato de cálcio. A empresa apresentou a nova geração de pigmentos estruturados NeoGen (de new
generation, ou nova geração) 2000 e NeoGen FTE, caulins calcinados finamente divididos utilizados como pigmentos secundários em formulações contendo dióxido de titânio, particularmente no mercado de tintas arquitetônicas para interiores, o maior para a aplicação. Segundo o gerente de serviços técnicos David Skelhorn, esses produtos possuem estrutura de microporos (relacionada ao nível de aglomeração) que otimiza a capacidade de espalhamento da luz visível, o que não acontece com argilas calcinadas tradicionais. |
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| Skelhorn: Mais CaCO3 e menos TiO2 |
O processo de calcinação foi modificado para aumentar o número de sítios ativos na difração da luz, o que praticamente duplicou a eficiência do produto, em comparação aos usuais. Embora esses caulins calcinados tenham alta absorção de óleo, característica normalmente indesejada, porque o pigmento acaba retirando o aglomerante do sistema, eles são mais eficientes, já que a absorção de óleo é, a grosso modo, inversamente proporcional à cPVC, ou PVC crítica, a concentração de pigmentos a partir da qual há grande alteração das propriedades ópticas da formulação. Ou seja, os pigmentos estruturados podem ser incorporados em quantidades menores que os caulins comuns, mantendo-se o nível de propriedades desejadas. Segundo Skelhorn, esses valores de cPVC situam-se tipicamente próximos a 23%, no caso dos pigmentos estruturados, e entre 40% e 45%, no caso dos caulins calcinados tradicionais.
“Essa propriedade do NeoGen 2000 pode ser utilizada para criar uma formulação com pequena quantidade de pigmento estruturado, menor quantidade de dióxido de titânio e quantidade de extensor, resultando em grande impacto no custo da tinta”, disse. O extensor normalmente usado é carbonato de cálcio, com o objetivo de controlar o custo da formulação. Além disso, a tamanho das partículas do NeOGen 2000 é menor que o dos caulins calcinados disponíveis, o que em grande parte das formulações eleva o brilho do filme.
“Nós encorajamos o cliente a encarar o carbonato de cálcio como principal agente de controle do brilho, pois a correção pode ser feita utilizando-se um grade de carbonato de cálcio com maior tamanho de partícula, o que inevitavelmente também resulta em diminuição do custo”. Outra vantagem menos óbvia é o impacto logístico: o carbonato de cálcio é um mineral de larga ocorrência na superfície terrestre e, no caso do formulador que importa os pigmentos secundários, diminui-se a quantidade de caulim importada e aumenta-se a quantidade de carbonato, obtido em muitas vezes localmente.
Se o problema de correção do brilho persiste e não se atinge o resultado esperado, diz Skelhorn, pode-se empregar um agente fosqueante – aplicação para a qual foi desenvolvido o NeoGen FTE (de flatting titanium extender ou extensor fosqueante de titânio), que também possui alta eficiência de
espalhamento da luz, e serve à substituição dos caulins calcinados tradicionais em formulações de médio PVC (entre 45% e 60%).
Instrumentos - Apesar do predomínio dos produtores de aditivos e resinas, muitas empresas fabricantes de máquinas marcaram presença na feira, entre elas a americana Brookfield, uma das líderes mundiais na produção de viscosímetros rotacionais para laboratórios e linhas de produção, que apresentou dois novos instrumentos aos visitantes. O viscosímetro CAP 2000+, baseado no instrumento conhecido como viscosímetro cone/prato ICI, foi desenvolvido em resposta à demanda do mercado.
“A Brookfield havia desenvolvido um aparelho semelhante ao viscosímetro ICI em 1995, o CAP 1000, mas muitos clientes estavam interessados em instrumentos capazes de fazer medições em velocidades diversas, e por isso desenvolvemos este produto”, disse Robert McGregor, gerente de marketing e de vendas no mercado americano.
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O instrumento opera em larga faixa de velocidades (de 5 rpm a 1.000 rpm) e o controle de temperatura da amostra é feito pelo prato com grande precisão.
“Este viscosímetro opera com pequena quantidade de amostra e a troca do cabeçote é bastante simples. Os testes podem ser feitos segundo regras criadas em computador, e essa é uma característica importante quando se pensa em automação”, completou McGregor. Segundo o gerente, outros viscosímetros permitem o controle por
microcomputadores, mas aparelhos robustos que podem ser utilizados no chão da fábrica, em modo stand alone, em laboratórios de desenvolvimento e pesquisa ou em controle de qualidade, não são comuns. “É uma combinação muito poderosa”, enfatizou. |
| Viscosímetro é mais barato, avisa McGregor |
A Brookfield também apresentou os cabeçotes (spindles) do tipo vane V-74, adequados para a medição em materiais com alta viscosidade, como pastas e graxas. Segundo McGregor, a empresa desenvolveu um reômetro, o YR-1, que utiliza o novos modelos de
cabeçotes e é capaz de medir o esforço de cisalhamento (tensão de cisalhamento a partir da qual o material passa a fluir). “A vantagem é a possibilidade de inserir o cabeçote no material com mínimo dano à amostra. Utilizando-se um microcomputador e o programa desenvolvido pela Brookfield, é possível criar um teste em que o cabeçote gira vagarosamente, gerando uma curva cujo ponto de máximo torque corresponde ao esforço de cisalhamento”, explicou McGregor. Ele afirma ser esta uma habilidade nova, e que os clientes necessitavam de aparelhos muito caros para obter semelhante informação. “Esses aparelhos custavam no mínimo US$ 15 mil a US$ 20 mil, mas o preço podia chegar a US$ 40 mil. O custo do YR-1 gira em torno de US$ 3 mil. Há uma grande diferença, muito atrativa”, concluiu.
Além dos dois instrumentos lançados na feira, a empresa também expôs produtos recentemente produzidos, entre eles cabeçotes do tipo quick connect (conexão rápida), os viscosímetros in line AST-100 (instalados diretamente nas linhas de processo) e os
analisadores de textura LFRA TA e QTS 25. A Brookfield adquiriu, em janeiro de 2003, a divisão de medidores de textura da inglesa CNS Farnell, responsável pela fabricação do instrumento LFRA TA, conhecido há cerca de dez anos como Stevens Texture Analyser. O aparelho utiliza uma sonda que pressiona o material à taxa constante de penetração (ao redor de alguns milímetros por segundo) em distâncias conhecidas, medindo a resistência à pressão. A varredura da superfície gera um perfil, conhecido como perfil de textura, que permite
quantificar a grandeza.
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