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“Também importamos a tecnologia de produção”, acrescenta. Se ainda assim alguns clientes preferirem comprar pipetas originais, não há problema: os dois produtos específicos com a marca Schott, o nacional e o importado, são oferecidos pela empresa. |
Cuca Jorge |
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| Itens fabricados no Brasil sob licença da
Schott |
Um dos maiores fabricantes nacionais de vidraria para laboratório, a Laborglas tem-se caracterizado por ser um distribuidor exclusivo no Brasil, há 10 anos, de produtos da Schott. Em sua unidade fabril, no bairro do Belenzinho, em São Paulo, também se faz a elaboração final de uma série de produtos importados semi-acabados. Fundada em 1974 e hoje com 55 funcionários, a empresa tem 100% de capital nacional.
Teixeira estima ter investido por volta de R$ 350 mil em máquinas para se adequar à nova posição. Ele calcula também que, em termos de produção, os novos produtos representarão um incremento de 30% na linha de fabricação. O objetivo, evidentemente, é conquistar parcelas de mercado da concorrência, sem deixar de acompanhar a evolução da demanda.
Em tempos de recessão no mercado brasileiro, o segmento de vidraria para laboratório vem sofrendo um aumento da concorrência, principalmente de produtos importados da China, com preços mais baixos e, geralmente, de qualidade inferior. “O intuito é reforçar a marca Schott no mercado brasileiro”, observa o gerente de vendas da multinacional no Brasil e Argentina, Gilmar de Barros, ao explicar o sentido da parceria.
Tanto Teixeira como Barros trabalham com a expectativa de aumento de demanda em 2004. “Com a queda nas taxas de juros, o mercado deve reagir”, comenta o sócio da Laborglas. “A Schott espera alcançar, no próximo ano, 80% do nível de negócios de 2001, ano em que a taxa de câmbio esteve relativamente favorável. O termômetro principal do setor é o campo de reagentes. O mercado de reagentes caiu 40% em 2002 e não se recuperou em 2003”, afirma Barros.
| Cuca Jorge |
Figueiredo, gerente da Corning, avalia que o mercado brasileiro de vidraria para laboratório já atingiu o estágio de amadurecimento e não tende a crescer e nem a inovar em termos de qualidade de produto. “Daqui para a frente, crescimento só vegetativo, em função do comportamento da indústria.” Ele acredita que o volume de vidraria encolheu nos últimos anos por uma razão principal: as indústrias passaram a trabalhar mais com instrumentação analítica. Além disso, a maior concorrência e a taxa cambial arrastaram os preços médios dos produtos para baixo. |
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| Figueiredo: mercado analítico pede mais
serviços e qualidade |
Na opinião de Bodra, da Astra, a retração é mundial e se deve, basicamente, pela substituição de vidro por equipamentos de plástico. A tendência, argumenta, é continuar decrescendo, mas vale a máxima: “O mercado de vidro tem 2 mil anos e vai durar 2 mil anos mais.” No caso brasileiro, a redução é maior que no resto do mundo porque a partir dos anos 90 os órgãos públicos restringiram suas compras.
Foi justamente por causa dos volumes consumidos no mercado brasileiro que a Corning decidiu, em 1993, parar a fabricação em Suzano-SP de vidraria para laboratório. Naquela época, a empresa detinha um market share de 55%. Hoje os produtos que comercializa são provenientes das suas unidades nos Estados Unidos, México, Inglaterra e Alemanha, e a presença local não passa de 30%. A América Latina responde por 5% das vendas globais da empresa. O México sedia o centro de distribuição para toda a região.
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A Corning traz para o Brasil cerca de 300 itens. Béquer, erlenmeyer e cadinhos são os carros-chefes em vendas. Uma novidade em termos tecnológicos é a caixa de gaps e ultragaps para microarray. São lâminas de vidro (7740) com camada de silicone especial, com tecnologia de impressão das cerâmicas de catalisador automotivo, que permitem fixar dez mil pontos de DNA para comparação. A empresa também comercializa uma linha de vidro de quartzo para altas temperaturas (de 900° a 1.200° C), a Vycor. |
Cuca Jorge |
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| Ultragaps para análises de DNA |
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