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Presente em nove países da América do Sul (Chile, Venezuela, Peru, Colômbia, Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil) e líder no mercado nacional, com 62% do market-share, a White Martins apresentou também como novidade parceria com a Comercial Gerdau, uma das maiores distribuidoras de aço do País. A transação envolveu a instalação de 11 unidades on site, para a realização de serviços de corte e solda de chapas metálicas. Como prova de seu dinamismo, a companhia comprou ainda empresa de soluções ambientais para o tratamento de água e efluentes.
Divulgação

Carreta SMB 15 mil, usada para serviços em tubulações e dutos
Para Melo, a White Martins centra-se em seu espírito empreendedor, proposto desde o início de suas operações no Brasil, em 1912. “Acreditamos no País e por isso, estamos sempre buscando novas oportunidades”, explicou. A empresa, historicamente, tem investido na América do Sul US$ 100 milhões ao ano. Desse total, 85% destinam-se ao País. “Prevemos investir neste ano cerca de US$ 80 milhões para o negócio-base da empresa”, afirmou. O montante volta-se, sobretudo, para o aumento da capacidade produtiva, modernização tecnológica e incremento da carteira de clientes, entre outros. “Nunca deixamos de investir em tecnologia. Mesmo neste ano, em que o mercado esteve morno”, concluiu.
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Em ascensão – A partir do mesmo princípio, a francesa Air Liquide anunciou três novos projetos. Em compasso de espera, por conta da estagnação do mercado de gases, as transações estão programadas para 2004. De acordo com o diretor comercial da Air Liquide Walter Pilão, o principal foco da empresa é o segmento siderúrgico.“Essa área está muito aquecida. É a bola da vez, do ponto de vista de investimento e demanda”, afirmou Pilão. Por isso, a companhia, que segundo seu executivo detém de 18% a 20% do market-share do setor de gases industriais, prevê para os próximos dois anos a instalação de uma planta de grande capacidade (não revelada por motivos estratégicos), em Minas Gerais, voltada para atender ao mercado siderúrgico. “Só posso adiantar que é bem maior do que as já instaladas hoje no País”, disse. Apesar do mistério, é possível ter uma idéia do tamanho do negócio, a partir do montante destinado ao projeto. |
Cuca Jorge |
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| Pilão: segmento siderúrgico mantém mercado
do gás aquecido |
A Air Liquide prevê investir na nova planta US$ 60 milhões. Para fazer jus à aplicação, no entender de Pilão, a siderurgia tem dado fôlego para o mercado de gases industriais, sobretudo, por conta dos altos índices de exportação. “Esse segmento no Brasil é muito bem aparelhado. Tem apresentado crescimento de dois dígitos ao ano”, comentou.
Outra novidade da Air Liquide fica por conta da implantação de nova unidade de enchimento, na região do ABC paulista. Com investimento de US$ 3 milhões, a planta estava prevista para ter partida neste ano, porém em função da conjuntura econômica, teve a inauguração adiada para 2004. Para finalizar o cronograma da companhia, está prevista para o mesmo ano, a instalação de uma unidade de produção de gases do ar na região do Nordeste. “Vamos produzir localmente, para estarmos mais próximos do consumidor”, afirmou. Essa proposta reforça o posicionamento da companhia de manter sua operação centrada no consumidor.
A fim de colocar em prática essa estratégia, a Air Liquide transferiu o poder de decisão da companhia para as unidades de negócio. “São elas que detêm as variáveis ligadas ao cliente”, informou Pilão. Para ele, a empresa ganhou agilidade nas transações comerciais.
Outro avanço da Air Liquide se deu no aspecto geográfico, por causa da compra das operações do grupo alemão Messer Griesheim GmbH. Apesar de ter sido no final de 2001, a transação tem reflexo hoje em participação de mercado e alcance territorial. Foram incorporadas três unidades de fabricação de gás carbônico e de hidrogênio. “O investimento veio somar aos nossos recursos de produção”, comentou Pilão. O negócio assegurou aumento de 30% na capacidade produtiva da Air Liquide. No entanto, o principal incremento se deu no âmbito geográfico. “Ganhamos em logística”, disse Pilão. A companhia passou a ter unidade de produção no Rio de Janeiro. Na avaliação dele, o mercado brasileiro de gases industriais conta com o constante desafio de encurtar as distâncias entre o fornecedor e o cliente, além de aumentar a velocidade de entrega do gás. Depois do gasto energético, a logística é o fator mais determinante na composição do custo do produto, no ponto de vista de Pilão.
“A diferenciação dos fornecedores de gás tem de se dar pelo serviço e pelas tecnologias que são desenvolvidas, de forma a fornecer mais produtividade ao cliente”, explicou Pilão. Por isso, a Air Liquide não interrompe as aplicações em novos desenvolvimentos, nem mesmo em época de crise. “Nós retardamos investimentos neste ano, mas já estamos abrindo as gavetas”, informou. O grupo possui oito centros de pesquisa no mundo, a partir dos quais busca trazer inovações para o setor. Prova recente dessa proposta se deu com o sistema Aqua Freed. Desenvolvido para conquistar o nicho de poços artesianos, trata-se de método exclusivo de aplicação de gás carbônico, para desobstruir poços tubulares, indo ao encontro das necessidades dos municípios e indústrias de bebidas. O princípio se baseia na injeção do gás carbônico liquefeito a –17°C. O líquido gelado absorve o calor da formação e se expande, removendo as incrustações minerais e impurezas biológicas. A injeção contínua de gás carbônico líquido reduz a pressão e congela a água em volta do poço, garantindo ainda a desinfecção.
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