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A formação do espectro - As fontes utilizadas em equipamentos comerciais emitem radiações com comprimentos de onda variando entre 2,5x10-4 cm até 1,5x10-3 cm, ou seja, com número de onda desde 4.000 cm-1 a 200 cm-1. Suponhamos que uma amostra possa absorver energias correspondentes aos números de onda 3.100 cm-1, 1.550 cm-1, 1.080 cm-1 e 610 cm-1. A amostra, após o preparo, é colocada na posição adequada e inicia-se a análise. A fonte começa a irradiar a amostra e a referência, simultaneamente, com fótons de 4.000 a 200 cm-1. Porém, nem todos esses números de onda chegam simultaneamente ao detector, pois caso isso ocorresse, a análise ficaria prejudicada. Essa é justamente a função da rede de difração.
Por meio de um movimento circular, a rede de difração focaliza no detector, um a um, todos os comprimentos de onda separadamente (4.000 cm-1, 3.999 cm-1, 3.998 cm-1, 3.997 cm-1), e assim sucessivamente até completar a varredura.
No detector, só incidem os fótons de 4.000 cm-1 vindos da referência e da amostra. Como estas não absorvem nenhum fóton em 4.000 cm-1 – aliás, a referência não absorve nenhum fóton na faixa 4.000 cm-1 - 200 cm-1 –, não ocorrerá diferença de potencial no detector, nem tampouco movimento no servomecanismo que aciona a pena do registrador. Assim, tem-se um ponto que corresponde a 0 de absorbância, ou 100% de transmitância. A amostra nada absorve, transmitindo toda a radiação, como se vê na figura 4.
As redes de difração movimentam-se continuamente. O mesmo fenômeno descrito anteriormente acontece nos números de onda 3.999 cm-1, 3.998 cm-1,..., 3.101 cm-1, porém, quando as redes de difração focalizam no detector 3.100 cm-1, por exemplo, algo diferente acontece, pois a amostra absorveu parte dos fótons deste número de onda.
Pode-se ver que 80% da energia com número de onda igual a 3.100 cm-1 foi absorvida. Com a continuação do movimento de rotação das redes de difração, chega-se novamente em números de onda que não puderam ser absorvidos pela amostra. Neste ponto, a corrente no detector volta a ser nula, e retorna-se à linha base do aparelho (0% de absorção). Isto se dá abaixo de 3.100 cm-1. No espectrograma da figura 6, o fenômeno é retratado como um pico em 3.100 cm-1, pois a amostra absorve este número de onda.
Continuando o movimento de rotação das redes de difração até o número de onda 200 cm-1, o espectro final da molécula será semelhante ao da figura 7. Picos aparecem nos valores 1.550 cm-1, 1.080 cm-1 e 610 cm-1, onde a molécula absorve a radiação.
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