QUÍMICA                               

SETOR PROPÕE UMA POLÍTICA INDUSTRIAL AO NOVO GOVERNO

EMPRESÁRIOS QUEREM APROVEITAR ÍMPETO NACIONALISTA DA NOVA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL PARA CRIAR INSTRUMENTOS FISCAIS, FINANCEIROS E DE FOMENTO E AMPLIAR A COMPETITIVIDADE DA QUÍMICA NACIONAL


MARCELO FURTADO

Uma bandeira antiga do empresariado nacional volta a ser hasteada e torna-se a principal esperança da indústria para enfrentar os próximos anos de modo mais competitivo. Aproveitando o discurso nacionalista do governo eleito e movida por um certo temor com a provável adesão do Brasil à Alca, em 2005, submetendo as empresas nacionais a uma competição agressiva vinda do Hemisfério Norte, a expressão “política industrial” (PI) retorna ao vocabulário das principais associações de classe. A nova onda tem gerado estudos e seminários, cujos resultados serão entregues aos implementadores da política de desenvolvimento do governo petista.

“Tudo indica que o PT deve adotar uma política industrial ampla para o País”, afirmou José de Freitas Mascarenhas, diretor da Odebrecht e da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). E se assim o fizer, na visão do executivo, o governo estará acertando. “Todos os países desenvolvidos possuem uma ação harmonizada para desenvolver e manter a indústria, que não envolve apenas subsídios e barreiras comerciais”, diz. Cuca Jorge
Mascarenhas: preferência para setores dinâmicos

Segundo ele, essa política industrial, porém, não pode ser autárquica e indiscriminada, como a da época do “Brasil Grande”. Deve privilegiar os setores dinâmicos e importantes para o desenvolvimento em cascata da indústria nacional. Afinal de contas, uma PI inteligente tem como objetivo promover benefícios na ponta, ou seja, gerar empregos e desenvolver o País, e não apenas enriquecer um grupo de empresários, como no período do mercado fechado.



 
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