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Innova verde-amarela – Instalada há dois anos no Pólo Petroquímico de Triunfo, a fabricante de poliestireno Innova atravessa um período atípico. Chegou como empresa argentina, mas agora fala português como qualquer corporação verde- amarela, já que seu grupo controlador (Perez Companc) foi adquirido pela Petrobrás. Os números da Innova são animadores. Segundo Luciano Nunes Rolla, gerente de marketing da empresa, as vendas de PS da empresa no mercado local no primeiro semestre de 2002 cresceram 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Esse expressivo crescimento não foi acompanhado por todo o mercado, mas justifica-se, pois em 2001 estávamos apenas iniciando nossas vendas no mercado local. O volume alcançado em 2002 representa algo próximo a 28% de participação no mercado”, explica o diretor.
“Os preços oscilaram bastante no mercado interno durante o ano, sofrendo forte influência dos preços da resina no mercado internacional e da desvalorização do Real”. De maneira geral, assinala, o setor petroquímico atravessa um ano de baixas margens já que está muito pressionado tanto pelo lado da demanda, que se mostra resistente ao repasse de preços, quanto pelo lado da oferta, já que as principais matérias-primas são cotadas em dólar. De qualquer forma, para o executivo da Innova o setor petroquímico tem importante participação no PIB da Região Sul. Piovesan elogia a estrutura do Pólo Petroquímico e das empresas de 3ª geração da região que “têm crescido historicamente acima do PIB”. Para Rolla, a existência de uma refinaria, do pólo e das indústrias de 2a e 3ª gerações, garantem uma facilidade logística e permitem que o setor tenha resultados satisfatórios, inclusive com boas perspectivas para o futuro.
O cenário da Innova para 2003 é otimista. “No âmbito político, a consolidação da democracia é muito importante para estabilidade e para a imagem do País no exterior; já na esfera econômica o acordo com o FMI e o elevado superávit primário contribuirão para formar uma sólida âncora”, afirma Rolla. Com base nesta situação mais estável, ele espera um ano positivo, com crescimento ainda modesto (1,5%), porém suportado por bases sólidas.
O segmento de PS no Brasil atravessará um ano no qual a oferta será muito superior à demanda. Com isso, e persistindo a pressão de custos das matérias-primas, mais a resistência do mercado em absorver reajustes, a expectativa é de que ainda seja um ano de margens apertadas. A mudança de controle não alterará o posicionamento da empresa. “Seguimos com o mesmo foco de negócio agora apoiado pela maior empresa brasileira de energia”, elogia Rolla, ao referir-se à Petrobrás.
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BRASKEM CONSOLIDA P&D EM TRIUNFO |
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Maior conglomerado petroquímico da América Latina, com R$ 7 bilhões de faturamento, a Braskem integrou seus principais recursos e competências voltados à pesquisa de polímeros em espaço físico comum, mediante investimento de R$ 300 milhões. Somente na etapa de integração dos ativos, agora concentrados no Pólo Petroquímico de Triunfo-RS, foram consumidos recursos da ordem de R$ 8 milhões, alocados em 11 laboratórios diferentes, nos quais é possível determinar resistência, durabilidade, elasticidade, composição e outros atributos das resinas plásticas. Um laboratório foi capacitado para transformar 800 toneladas/mês, de modo a reproduzir o funcionamento de uma indústria de terceira geração de médio porte. Isso permite aos especialistas da Braskem conhecer a fundo as dificuldades industriais dos clientes e propor-lhes as soluções mais indicadas.
Carlos A. Silva

Sardenberg (2° a partir da esq.) saudou investimento em
tecnologia
Na inauguração oficial do complexo, no dia 3 de dezembro, o presidente do Grupo Braskem, José Carlos Grubisich, adiantou que a empresa tem como objetivo consolidar a liderança regional. Ele destacou a contratação de uma equipe de cientistas altamente qualificados, composta por PhDs, doutores, mestres e profissionais de nível técnico, capazes de desenvolver bem os projetos. O grupo de profissionais formou-se a partir do forte relacionamento da Braskem com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, universidades européias e norte-americanas, USP, Unicamp, Universidade de São Carlos, Universidade Federal de Alagoas, Universidade Luterana do Brasil, de Canoas-RS, e da Universidade de Campina Grande, na Paraíba. Esses cientistas pilotam os laboratórios de reações, ensaios físicos, laboratórios químicos, de catálise, transformação, caracterização e polimerização para polipropileno, polietileno e PVC. Para se ter uma idéia do nível de desenvolvimento na área de resinas, a Braskem detém hoje 140 variações de polietileno.
Atualmente, a área de tecnologia da Brakem desenvolve 30 produtos por ano, mas recebe 300 solicitações por mês. “Prestamos também apoio financeiro e logístico, porque um supermercado nos Estados Unidos, para importar um lote de produtos brasileiros, exige a entrega da encomenda em seu depósito no interior daquele país”, explicou Grubisich. Informou que a empresa conta com uma carteira de 800 clientes ativos. Eles não são tarifados, porém há uma triagem a partir de projetos considerados economicamente viáveis. “O interesse é vender as resinas”, disse Grubisich. Ele explicou que entre os diversos objetivos, tornar a Braskem auto-suficiente na fabricação de catalisadores é um dos principais. “Nós importamos o produto que, com a alta do dólar, ficou mito caro”, explicou.
O ministro da Ciência e Tecnologia Ronaldo Mota Sardenberg, presente à inauguração, elogiou a iniciativa da Braskem. “Esse Centro Tecnológico de Inovação é a maior instalação tecnológica brasileira controlada pela iniciativa privada, mas foi criada dentro da política do governo Fernando Henrique Cardoso de substituir as importações, tendo como ponto de partida justamente o desenvolvimento tecnológico e a inovação”. Para Sardenberg, essa é a maneira importante de agregar valor à economia. Ele adiantou que existem incentivos fiscais previstos na minirreforma tributária para facilitar os investimentos privados em pesquisa, com descontos no imposto de renda e na contribuição cobrada sobre o lucro líquido das empresas. Esses incentivos serão dirigidos às companhias que realizarem investimentos efetivos, em desenvolvimento tecnológico e pesquisa científica. “Esse é o segredo dos países desenvolvidos, a coalizão de esforços entre governo e iniciativa privada mais o terceiro setor”, assinalou Sardenberg. “O importante é que a Braskem pratica política de substituição de importações, o que se comprova pelo pedido de 70 patentes em apenas 100 dias de operação da empresa”, finalizou o ministro. |
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