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CALDEIRAS
PREVISÕES OTIMISTAS CONTAM
COM VÁRIAS JUSTIFICATIVAS
NECESSIDADE DE RENOVAÇÃO DAS LINHAS
ANTIGAS, TERMOELÉTRICAS E AMPLIAÇÕES
EM PAPEL E CELULOSE FAZEM CRESCER O
VOLUME DE PEDIDOS NAS CALDEIRARIAS
MARCELO RABINOVITCH
Se depender das expectativas dos empresários brasileiros do setor de caldeiraria, 2002 será um ano promissor, compensando a queda de 5% nas vendas de geradores de vapor registrada em 2001. No ano passado, foram vendidas 60 caldeiras, divididas em cinco de recuperação química, 21 compactas (acima de 35 toneladas/hora), 16 de força e 18 de recuperação de calor. Os motivos para o mau desempenho foram a retração do mercado por causa da crise cambial, a oscilação político-econômica na Argentina, os atentados terroristas contra os Estados Unidos e a crise energética no Brasil. Além desses problemas, o País não colocou em prática todos os investimentos prometidos em termoelétricas.
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Divulgação |
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| Gerador de vapor por recuperação térmica da
Mitsubishi, instalado no Japão |
Os geradores de vapor representam aproximadamente 9% do faturamento de toda a indústria nacional de máquinas e equipamentos, segundo estimativa do vice-presidente da Câmara Setorial de Projetos e Equipamentos Pesados e Infra-estrutura, da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Bosco Cabral.
| Como as vendas setoriais foram de R$ 30,1 bilhões em 2001, as caldeiras sozinhas representariam quase R$ 900 milhões.
No ranking brasileiro das indústrias que mais venderam caldeiras do tipo aquatubulares compactas acima de 35 toneladas ficaram a CBC, com 58%; Confab, com 10,5%; Aalborg, com 15,5%; H. Brummer, com 0,5%; e os 15,5% restantes entre empresas menores. |
Cuca Jorge |
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| Cabral: tarifas incertas adiam conversões para
gás |
A Aalborg foi responsável por 70% das vendas das flamotubulares e a americana Foster Wheeler, que opera atualmente no Brasil, comandou o mercado com a venda de caldeiras de força. Ela ganhou o projeto da planta da Alunorte, no Pará. Vendeu uma Power Boiler de 250 toneladas, para queima de orimulsion (óleo de natureza pobre, com muita sujeira, borra e água). Outro projeto conquistado pela Foster Wheeler foi uma caldeira de energia de 80 toneladas para termoelétrica vendida à VCP.
Atualmente, o tipo de caldeira mais procurada no País é a de recuperação de calor em processos de geração termoelétrica, devido ao alto custo de implantar novas hidroelétricas e a prioridade de geração de energia usando o gás da Bolívia.
Pontos negativos – Pesquisa realizada pela Abimaq, sobre os efeitos do racionamento de energia no País, mostrou que a partir do primeiro semestre o setor passou a enfrentar alguns problemas, como a queda nas encomendas e contratos, solicitação de adiamento na entrega de pedidos em carteira, aumento nos custos de insumos, componentes e outros materiais e, finalmente, a diminuição da atividade no segundo semestre, invertendo a tradicional sazonalidade do setor.
Ainda assim, de acordo com João Bosco Cabral, também gerente comercial da Aumund Ltda., o Brasil tem um índice de produção razoável diante do mercado internacional. “Na América do Sul nosso País está em primeiro lugar e ganhamos competitividade no mercado externo”, garante Cabral.
| Cuca Jorge |
Desde a década de 70, depois de inúmeros altos e baixos, 1999 foi o ano da virada. O aquecimento do mercado, na opinião de Cabral, foi significativo. Surgiram investimentos na siderurgia, petróleo e gás, papel e celulose, este com crescimento de mais de 100% e no qual a expectativa é bastante positiva. Se levar em conta que a matriz energética de um país industrial é um dos itens mais importantes e, no momento em que o risco de faltar energia é iminente, o uso do gás natural simboliza um novo tempo, tanto para quem vai utilizá-lo, como para as indústrias de caldeiras.
Na opinião de Cabral, muitas empresas não se sentem seguras para trocar sua fonte de energia tradicional, óleo ou outro combustível, como o carvão, por gás. |
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| Rodrigues quer maior oferta de gás nacional |
Para ele, o entrave ainda está na questão da tarifação. Concorda com o vice-presidente da Abimaq o assistente comercial e de marketing da CBC Indústrias Pesadas Rodolfo Rodrigues.
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