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O setor automobilístico é a grande mola propulsora das vendas e dos
trabalhos de pesquisas de novos produtos. Na opinião de Pereira, “o
desempenho do segmento, neste momento, é sofrível e nosso mercado
sentiu as conseqüências naturais”. Além deste problema, as peças
cromadas cederam seu lugar para as de plástico ou pintadas. “A
reversão dessa situação me parece muito difícil no momento”,
afirma.
Quanto aos acabamentos galvânicos, Alfredo Levy diz que as ligas
zinco-cobre, zinco-níquel e zinco-ferro são de caráter protetivo. De
acordo com Pereira, o zinco tem uma boa resistência à corrosão e suas
ligas de ferro, níquel e cobalto, em especial as duas primeiras, têm
uma ótima proteção. O zinco co-depositado com os metais mencionados e
corretamente passivados podem atingir 800 a 1000 h de névoa salina
antes de haver corrosão vermelha, como a do ferro. Por isso, as
montadoras dão preferência a esse tipo de acabamento nas peças mais
críticas.
O setor de telecomunicações, na opinião de Pereira, “também
encolheu e criou problemas, em especial, para os fabricantes de
circuitos impressos e para os fornecedores de produtos químicos
formulados”, observa.
Ecologia – Na indústria de galvanoplastia, o grande foco de
preocupação é a preservação do meio ambiente. Os desengraxantes
biológicos – como o Uniclean Bio, comercializado pela Atotech –
diminuem a quantidade de resíduos. “Nossa grande meta é produzir
sistemas fechados para a minimização máxima de efluentes”, afirma
Pedrini. Uma das razões desta iniciativa é o fato de gerar uma grande
quantidade de lodo. Os efluentes que contêm cianetos, depois de
tratados, geram também um lodo de classe 1 (são os mais perigosos e
apresentam periculosidade, inflamabilidade, corrosividade, reatividade,
toxicidade e patogenicidade. Como exemplos, existem as lâmpadas de
mercúrio e pilha de bateria que contém chumbo) e o seu destino ainda
é um problema. Para o presidente da ABTS, “ainda não há um local
para adequação final deste resíduo”. A recuperação é cara e a
incineração é custosa e poluente, além de os aterros sanitários
estarem esgotados e a empresa ter se tornado responsável pelo destino
dos resíduos por um período de 99 anos. “A questão é o que fazer
com esses rejeitos?”, pergunta Silveira.
| Cuca Jorge |
As alternativas são incineração, co-processamento, reciclagem e
aterro. Hoje, segundo Fatmi Nassif, responsável pelo processo e
controle ambiental da Atotech, há aterros cadastrados, muito embora
eles não existam à vontade. “Não conheço nenhuma indústria que
não consiga mandar seus resíduos para algum lugar. A Centralsuper, por
exemplo, reúne os resíduos de várias empresas, mantém armazenados e,
enquanto isto, investe em pesquisas para descobrir novas alternativas
para destinar esses rejeitos”, revela. |
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| Matéria orgânica para aproveitar resíduos |
O projeto do forno de plasma térmico feito entre a Centralsuper e o
IPT, há cerca de três anos, de acordo com Fatmi, ficou inviável pelo
alto custo. (O forno de reator a plasma térmico foi viabilizado pela
Ecochamas, empresa constituída em parceria com o Sindisuper – Ver QD
– 387/outubro de 2000, página 16) O objetivo era reutilizar os
resíduos, como matéria-prima, para outra finalidade. O
co-processamento aproveita esses rejeitos para fabricação de tijolos.
“Para ser útil é preciso que haja um mínimo de matéria orgânica
que possa ser queimada”, explica Fatmi. É uma alternativa viável e
ecologicamente correta, mas nem todo tipo de resíduo é apropriado para
esse fim.
| Cuca Jorge |
Tratamento anticorrosivo – Comercializado pela Atotech, o
Corrosil tem sido, segundo o gerente de marketing, aprovado por
grande parte da indústria automotiva. É um selante que cobre a
camada de zinco sob a de cromato, que já trincou. O Corrosil
cobre, preenche o cromato e diminui a corrosão. A indústria
automotiva pede muito isso, porque no compartimento interno do
motor a temperatura é muito alta. “Esse produto trabalha no
sentido de aumentar a resistência à corrosão, em quatro
vezes, em locais muito quentes”, explica Pedrini. Se a
especificação for de 48 horas, a peça vai passar a uma
resistência de cerca de 200 horas. Empresas como a General
Motors, Renault, Peugeot e Citröen já adotaram essa
iniciativa. A Fiat ainda está em conversações.
Outras, como a Mercedes-Benz ou a Volkswagen, destinam esse tipo
de desenvolvimento para outro caminho. |
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| Aplicação do Corrosil suporta temperaturas
muito elevadas |
Usam muito zinco-níquel e zinco-ferro, acabamentos zincados com
grande resistência à corrosão. “O Corrosil, uma linha de selantes
organominerais, é mais simples para trabalhar e menos custosa. Esta é
a grande vantagem”, conclui Pedrini.
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