Cuca Jorge Conceitos – Independente da conscientização empresarial, é unânime entre as empresas consultadas a idéia de que mobiliário para laboratório tem de ser versátil. O Grupo Vidy, por exemplo, em sintonia com essa tendência de mercado, busca oferecer soluções ergonômicas aos clientes. Ou seja, mecanismos de regulagem que tornam as peças do mobiliário adaptáveis ao biotipo do usuário e ao design dos equipamentos. “O laboratório deve ter vida útil de no mínimo 15 anos”, explicou o diretor técnico do grupo, Sérgio Stauffenegger. Hoje, é fundamental que o mobiliário, com o passar do tempo, possa ser apenas complementado e não substituído, em decorrência das novas necessidades das empresas. 
Stauffenegger: lançamentos usam estrutura de alumínio e epóxi

Outra forma de estender a vida útil do mobiliário é utilizar materiais duráveis na fabricação das peças. De acordo com Stauffenegger, um dos principais lançamentos da empresa é a linha com estrutura de alumínio e revestimento de epóxi. O objetivo, segundo o diretor, é evitar a corrosão, provocada pela ação do tempo.
“Apostar na durabilidade das peças é uma forte tendência, pois a maioria das empresas não tem verba para investir no laboratório”, comentou o gerente de produto da Movlab, Wagner Ubeda Perez. Ele explicou também ser de extrema importância otimizar o espaço. “Os projetos seguem o que o mercado pede, por isso, o mobiliário está clean e funcional”, afirmou.

Novidades - Um dos grandes destaques do setor mobiliário refere-se ao uso de novos materiais para o revestimento de tampos de bancadas e capelas. Com o objetivo de suprir as exigências de cada tipo de atividade, diversidade é palavra de ordem. 
Os materiais tradicionais, como laminado melamínico (mais conhecido como fórmica) e granito, somam-se a outras opções, como polipropileno; aço inoxidável e quartzo natural. 
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Epóxi resiste a altas temperaturas e sem porosidade

No entanto, à medida que as empresas incorporam novas tecnologias à rotina do laboratório, materiais mais resistentes e versáteis tornam-se produtos substitutos. Um exemplo é o corian, metilmetacrilato com alto conteúdo mineral, homogêneo e duradouro. Desenvolvido pela DuPont, ele é termomoldável, com porosidade nula e sem emendas perceptíveis entre as placas e cubas, além de possuir alta resistência a produtos químicos, impactos e temperaturas. 

Cuca Jorge Muito utilizado nos Estados Unidos e na Europa, o epóxi também se sobressai. As placas de resina epóxi moldadas em bloco monolítico resistem a altas temperaturas e sem porosidade. “O custo do corian e do epóxi é cerca de duas vezes mais caro que o da fórmica e o do granito, porém o investimento compensa”, comentou o diretor técnico da Promolab, Marcelo de Andrade.
Andrade: investimento compensa o custo mais alto do corian e do epóxi

Fabricadas na maioria dos casos em madeira compensada do tipo naval e revestida com laminado melamínico e verniz, as capelas também trazem inovações. Além dos tipos de tampos mais usuais, como a cerâmica antiácida, o aço inoxidável e o polipropileno, há a cerâmica sem emendas. São placas inteiriças que, devido a essa característica, reforçam a proteção contra contaminações e garantem a higiene da capela, por não acumular sujeira nem tão pouco oferecer perigo de falhas no ajuntamento.

No quesito segurança também há novidades. As capelas trazem como componente um monitor que informa ao usuário se o sistema de exaustão está funcionando adequadamente. Ou seja, por meio de um marcador, averigua-se a velocidade frontal (do ar que entra na capela), demonstrando se esta está dentro do limite recomendado pelas normas técnicas internacionais (entre 0,4 m/s e 0,6m/s). Caso a velocidade esteja acima ou abaixo do índice indicado, um alarme sonoro e visual é acionado, alertando o usuário sobre a existência de produto químico na zona de respiração. 

Outro lançamento consiste na cabine de segurança para balanças e microscópios. Em acrílico, a peça garante o isolamento do aparelho, evitando a absorção de produtos nocivos à saúde. Seguindo o mesmo conceito do monitor de capela, a cabine pode ser conectada a um sistema de exaustão com filtros que retêm as partículas tóxicas, antes que o ar seja jogado à atmosfera.


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