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De acordo com Koyama, o problema de energia no País fez deslanchar os investimentos nacionais na geração termoelétrica e cogeracão. Outro ponto positivo é que as exportações de bombas na alimentação de caldeiras, para plantas de ciclo combinado, especialmente para o mercado norte-americano, foram maiores em 2001. Para ele, “esses dois fatores combinados trouxeram um aumento significativo nas encomendas”. O câmbio também contribuiu para um resultado favorável nas exportações, que cresceram 50%.
A Sulzer atua na linha de bombas de processo API 610 de um e múltiplos estágios, bombas de alta pressão na alimentação de caldeiras para cogeração e termoelétricas de ciclo combinado, bombas de extração de condensado, as verticais de grande vazão para aplicação em saneamento, irrigação, resfriamento, bombas bipartidas de médio e grande porte para saneamento e indústria. Koyama conta que as encomendas cresceram 30%, por causa dos investimentos realizados pela Petrobrás, tanto em produção, como em refino.
O setor petrolífero tem merecido destaque e atenção especial. Tanto assim que o Grupo Netzsch resolveu separar as atividades da área em uma nova empresa. Com sede na Alemanha, tem como presidente o também gerente-geral da Netzsch do Brasil Silvio Beneduzzi Filho. O primeiro aniversário da nova empresa foi comemorado em agosto de 2001 e, segundo seu presidente, já atingiu o ponto de equilíbrio. Conta que tem 48 bombas vendidas para os Estados Unidos e Canadá, com entrega marcada entre março e maio de 2002. “Nosso produto pode ser encontrado a uma temperatura de – 45ºC, na Sibéria, ou permanentemente, a +45ºC, em Omã ou Catar”, disse. Para ter essa flexibilidade é preciso fazer adaptações, adotando óleos específicos para lubrificação. Motor e gaxeta também devem ser ajustados para atender uma ou outra opção climática. “É um produto brasileiro colocado no exterior por meio de uma empresa centrada na Alemanha”, explicou.
Beneduzzi comentou que a Netzsch iniciou parceria com a Petrobrás há 20 anos. Comercializaram bombas horizontais, oleodutos e até as atuais bombas de exploração nas quais o acionamento fica na superfície e pode extrair petróleo até mil metros de profundidade. A novidade está por conta da linha NM...L, bomba com vazão de até 500 m³/h e pressão de 4 ou 6 bar, capaz de atuar em temperaturas de –40°C até 200ºC. Essa bomba helicoidal de cavidade progressiva apresenta fluxo contínuo, sem pulsação, é compatível com alta viscosidade e alto teor de sólidos, tem bom desempenho no transporte de meios abrasivos, alto rendimento mesmo em baixas velocidades, boa capacidade de aspiração, e não necessita de válvulas. Além disso, deve ter flexibilidade na montagem e baixo valor NPSH requerido. Só na Petrobrás, afirma Beneduzzi, têm mais de mil unidades.
Além da helicoidal, a Netzsch produz as bombas centrífugas sanitárias, de lóbulos, de fusos e dosadoras. As de fusos são usadas nas hidroelétricas, em lubrificação de turbinas, mercado animado com a crise energética no País. Beneduzzi conta que há tempo a empresa operava nesse setor. As usinas iniciadas a partir do racionamento vão demorar para entrar em funcionamento. Ele explica que uma turbina leva de 24 a 36 meses para ser produzida, além de todo sistema de lubrificação, limpeza e balanceamento. “Muitos clientes nossos fecharam contrato de geração de energia com a Petrobrás e certamente vão precisar de bombas, mas só de 2003 para frente”, conta.
A tecnologia avançada nas bombas para extração de petróleo requer estudos, pesquisa e desenvolvimento. Um novo produto exige experiência de seis meses a um ano, para depois ser usado e aprovado. O gerente geral da Netzsch do Brasil explica que a ligação entre a bomba e o acionamento é feito através de hastes de 20 a 30 pés. Depois de enroscadas, elas podem descer até atingir a profundidade necessária. Cada interferência que ela sofre chega a custar cinco vezes mais que o seu preço. Recentemente a Netszch fechou um contrato de 16 bombas horizontais para óleo sujo e pesado, no valor de US$ 1 milhão, por meio de um fornecedor americano, para uma nova plataforma da Petrobrás, em Campos-Rj.
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A Tetralon, representante das norte-americanas Wilden e Viking, traz uma novidade: a bomba de lóbulo industrial da alemã Börger. Ela serve para bombeamento de produtos abrasivos, carregados de sólidos. Tem como característica única as pontas dos lóbulos removíveis. O presidente da empresa Martin Warneke, diz que a vantagem consiste em não comprar novos lóbulos, mas somente as pontas. |
Cuca Jorge
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A Viking já ocupa, na Tetralon, o segundo lugar em faturamento. A Wilden mantém o primeiro, com 40% do total do faturamento, contra 20% da Viking. Suas bombas são de engrenagem interna e tem diversas opções de materiais e de selagem. Isso permite que elas sejam fabricadas e adequadas para cada tipo de aplicação. Ela é indicada para produtos viscosos, resinas e altas temperaturas. “Temos aplicações na petroquímica, na área de tintas, em adesivos e nos produtos alimentícios viscosos, como o chocolate”, explica Warneke.
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