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SUL FAZ ENCONTRO SOBRE GÁS |
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Atraídos pelo crescimento da indústria de transformação do Rio Grande do Sul, de 9,2%, em 2000, pela perspectiva da chegada do gás natural e o possível crescimento das exportações, os fabricantes de válvulas industriais filiados à Abimaq e a ISA do Rio Grande do Sul – Sociedade Internacional para Medição e Controle promovem o 2º Encontro Nacional de Tecnologia de Válvulas, Controles Industriais e Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas, de 21 a 23 de novembro, no Centro de Convenções da Fiergs. O evento contará com a apresentação de trabalhos e debates sobre as novas concepções de instalações elétricas em atmosferas explosivas, legislação vigente, divulgação dos avanços tecnológicos e a variedade de aplicações das válvulas e controles industriais. |
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CÂMBIO LIVRE ATRAI VENDAS |
O mercado nacional de válvulas começou a reagir desde a liberação das taxas de câmbio, a partir da qual as empresas exportadoras ampliaram sua produção e as voltadas ao mercado local ganharam uma trégua contra a concorrência dos importados. Com custos estáveis em reais, os valores necessários para novos investimentos caíram em relação aos internacionais. Segundo Gilson Y. Mabuchi, gerente de engenharia de aplicação de vendas da Fisher Controls Valv Division, foram esses os principais motivos que tiraram o setor do marasmo em 2000.
Nem mesmo a crise energética brasileira fez retrair o mercado. Pelo contrário. Aqueceu o segmento industrial e o de bens de capital que produzem caldeiras, turbinas à gás, turbo-geradores, skids de redução e medição de gás natural. Até a alta do dólar, na opinião de Mabuchi, tem ajudado a indústria de válvulas de controle, pois deixa os preços cerca de 50% mais baixos que os das empresas do exterior.
Entretanto, para ele, a qualidade é um problema que atravanca o setor. A maioria das indústrias não possui tecnologia própria, por isso muitos concorrentes estrangeiros conseguem ganhar projetos no Brasil.
Empresas 100% nacionais, diz o gerente de engenharia, estão ainda fora de grandes concorrências. Outro problema vivido pela indústria nacional seria o fato de fabricar somente válvulas, apenas um dos elementos das malhas de controle que somado aos transmissores, controladores, medidores e do sistema digital formará o pacote completo de instrumentação. “Normalmente, o cliente final procura uma solução única de produtos, para comprar de um só fabricante e conseguir vantagens técnicas e comerciais”, opina.
Dependência – Apesar de a Petrobrás ser o maior comprador do Brasil, na opinião de Mabuchi, não é o melhor cliente. “Todos os que tinham sua carteira de vendas baseados nela fecharam ou estão em péssima situação. Dependem 100% do governo e ainda estão vinculados à Lei de Compras das Estatais, que não trouxe vantagem nenhuma, pois permite somente a compra pelo menor preço em detrimento das vantagens técnicas e da diferenciação de cada produto”, afirma. Para ele, porém, ainda é muito importante vender para a Petrobrás, pelo seu porte e por ser referência técnica mundial.
A Sabesp compra por meio de empreiteiras e, na maior parte, válvulas manuais ou de bloqueio, nas quais o requisito principal é o menor preço; há uma pequena quantidade de válvulas de controle.
Inovações – Hoje a empresa comercializa as válvulas de controle com controlador digital, disponível com protocolo de comunicação Hart ou FieldBus Foundation, que, junto com software de gerenciamento de ativos MAS, proporciona monitoramento de todos instrumentos de campo que estejam no mesmo protocolo, oferecendo visão completa, cuidando da saúde e da disponibilidade da malha de controle. A Fisher, segundo o gerente, encerrou o ano fiscal de 2001 com um crescimento superior a 20%. “Nossa meta, para 2002, no segmento de válvulas de controle, é de 25%”, afirma. |
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