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Renasce com todo
Marcelo Rabinovitch
Se depender da indústria de válvulas, é possível que o Brasil redesenhe seu perfil econômico. Desde o ano passado, o setor vem prometendo melhoras e os fabricantes animados apostam todas as fichas para ganhar esse jogo. No primeiro semestre de 2001, os produtores começaram a realizar o que viram de 1999 a 2000 somente no papel: projetos nas áreas petroquímica, papel e celulose, gás e petróleo e construção de termoelétricas. Ainda assim, há uma pedra no sapato de cada empresário: a dificuldade, ou melhor, a falta de incentivo e empenho do governo no incremento das exportações, as altas taxas de juros e a carga tributária que eles têm de enfrentar. Já a Durcon-Vice persegue outro perfil. Apesar de se dizer 100% nacional, seu presidente, Alejandro Hube, brinca: “Somos metidos a multinacional”. Ele conta que a partir da parceria feita com a Vice, em Michigan, EUA, suas exportações têm crescido constantemente. “Pretendemos, dentro de um prazo de cinco anos, negociar 50% da nossa produção com o mercado externo. Em 2001 deveria ser 20% mas, em função do aquecimento das vendas no Brasil, ficamos em 12% de todo nosso faturamento que foi em torno de 20 milhões de reais”, declara. Para driblar a competitividade do mercado, a Dreifus fez uma parceria com a Weir Valve Group, da Escócia. “O grupo abrange uma grande linha de válvulas, com praticamente todos os tipos e especificações”. Os focos de mercado da Dreifus, conta seu diretor, Eduardo von Dreifus, são as termoelétricas, óleo e gás. Em 2002, pretende atingir as áreas química, papel e celulose, e petroquímica. A empresa, atualmente, comercializa válvulas para aplicação em centrais termoelétricas em instalações de alta pressão e temperatura, válvulas especiais para aplicação na indústria de petróleo, e vávulas borboleta de materiais exóticos e alta performance, incluindo neste tipo as Tricentric.
Para suprir o mercado termoelétrico, a Dreifus também comercializa as dos tipo gaveta, globo e retenção para altas pressões, acima de 900 lb e de grandes diâmetros, além das globo, esfera e gaveta, até classe 4500 lb e 4 polegadas, para uso em especial nas indústrias químicas. As termoelétricas, mercado em expansão depois da crise energética no Brasil, usam os dessuperaquecedores e válvulas de controle e segurança, que também têm competitividade no mercado internacional. |
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