Não elimina – Apesar de algumas empresas menores começarem vender biocidas a esmo como solução para os males da Legionella, Ricardo Fernandes, da Betz, alerta para o fato de o cloro ser a base do tratamento. “O principal é uma superdosagem de O,5 ppm até 2 ppm de cloro livre na torre”, diz. Essa quantidade é bastante elevada, perto do normalmente aplicado em torres (0,2 a 0,3 ppm) para controle biológico. Além disso, a cada seis meses a ação contempla assepsias das torres com cargas de até 10 ppm de cloro livre.

Até mesmo quando o tratamento segue o estado-da-arte do controle dessas bactérias, nada garante a total imunização dos locais. As entidades orientadores das ações, como a Cooling Institute Technology (CTI) e a American Society for Heating, Refrigerating and Air Conditioning Engineers (ASHRE), são claras em afirmar que as medidas apenas minimizam os riscos. “Quem apregoa acabar definitivamente com a Legionella está mentindo”, afirma Gustavo Villaça.
Essa aparente incerteza no controle não prejudica o futuro desse mercado. Aliás, o combate à Legionella já foi até regulamentado pela Portaria 3523/98 do Ministério da Saúde, que disciplina a limpeza e manutenção dos sistemas de ar condicionado. 

Cuca Jorge

Villaça: só é possível minimizar o risco de contrair legionelose


A BetzDearborn já fechou bons negócios com o Banco Itaú, visando a aplicação da tecnologia em todas as suas agências bancárias, medida também adotada no sistema de resfriamento do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e na rede de hotéis Tropical. Mesmo com maior ênfase no mercado institucional, a perspectiva, tanto para a Betz como para a Ondeo Nalco, é introduzir esses programas também nas torres de resfriamento das indústrias.

Cuca Jorge
Para a Kurita, aliás, esse mercado já existe desde 1983. Segundo as afirmações do seu superintendente de operações, José Aguiar Jr., a Legionella desde aquele período faz parte das preocupações dos técnicos responsáveis pelo controle microbiológico das torres de seus clientes. 
Aguiar: campanha de seis anos na Copesul é a próxima meta da Kurita.

“Essa bactéria é um dos microrganismos que analisamos em testes de matéria orgânica atmosférica”, diz. “Mas a desestabilização microbacteriológica só vai ocorrer se não se adotar boas práticas no tratamento convencional da água.”

 
 

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