|
 |
A idéia da Bayer é manter as resinas convencionais (cuja linha foi reforçada depois da compra em 2000 da produtora americana Sybron) até a época em que os leitos compactos deslancharem de vez. E, segundo Klaus Axthelm, há motivos para acreditar na proximidade desse dia. “Hoje temos condições de fazer o cálculo para tomada de preço das unidades muito mais rapidamente, e aqui mesmo, no Brasil; antigamente precisávamos enviar o pedido para a matriz”, diz. |
| Klaus: resinas monodispersas mais indicadas em
novos sistemas |
O outro motivo animador para o futuro dos novos leitos é saber que as resinas uniformes já possuem o mesmo preço das heterodispersas. “Não foi possível praticar preços superiores”, afirma.
| Já a Rohm and Haas, desde 1999 só comercializa suas resinas uniformes Amberjet, não importando o projeto do leito. Até porque, de acordo com o gerente comercial, André Belarmino, colunas de troca iônica muito pequenas, de até 10 m³/h, ainda não justificam projetos de leito compacto. “Quem possui pequenas estações dificilmente se interessa em investir em tecnologias mais avançadas”, pondera. Mas, com a futura “commoditização” do sistema Amberpack, Belarmino acredita em breve os pequenos e médios passarem a usar “gasolina premium em um carro mais moderno”, conforme a analogia de Klaus Axthelm, da Bayer. |
 |
|
André: pequenos não aderem muito aos leitos
compactos |
Troca iônica terceirizada – Afora as tecnologias, uma nova tendência na troca iônica começa a se desenvolver no Brasil. Até o fim do primeiro semestre de 2001, a US Filter/OTV, empresa de engenharia e equipamentos do grupo francês Vivendi, vai colocar em funcionamento em Cotia-SP uma central de regeneração de cilindros de troca iônica. Denominada SDI, serviço de deionização integral, a unidade em construção visa atender a necessidade de clientes com unidades terceirizadas de abrandamento e desmineralização da US Filter, já em fase de primeiros contratos.
 |
Nos moldes de centrais da US Filter no México, Europa e Ásia, a SDI de Cotia vai regenerar cilindros desde 7 litros de resina até 1.500 litros, com capacidade de vazão de 50 l/h até 30 m³/h. De acordo com o gerente da divisão de produtos e serviços, Francisco Faus, a necessidade de regeneração é comunicada por um alarme luminoso. “Quando ele acende, nós somos chamados”, diz. |
| Faus: central de regeneração será em Cotia -
SP |
O procedimento aí será trocar os cilindros por outros já regenerados, em um sistema de mangueiras de engate rápido, e levar os usados para limpeza na central. Em média, o gerente acredita que esse serviço será realizado uma vez por semana.
A forma de pagamento será por aluguel dos equipamentos. Parte deles, aliás, será fabricada no Brasil. Até 100 litros por hora, o cilindro será de plástico reforçado com fibra de vidro; acima disso, com aço carbono reforçado. Para operar com agilidade nas trocas, a central foi instalada ao lado do Rodoanel em construção em São Paulo, sistema interligador das principais rodovias estaduais. “Atenderemos um raio de 400 km, com caminhões próprios e subcontratados”, diz.
Além da troca iônica, há também cilindros de carvão ativado. “Queremos possibilitar ao cliente ter uma unidade de desmineralização completa no dia seguinte ao do pedido, evitando a dor de cabeça e o tempo necessário para contruir uma nova”, explica Faus. A idéia é conseguir cerca de 200 clientes em um ano (já possuem três), sobretudo nas indústrias farmacêutica, de microeletrônica, de autopeças, galvanoplastia, química e de bebidas. |
 |
| Cilindros US Filter: terceirização mediante
aluguel do equipamento |
Esse tipo de serviço terceirizado da US Filter (empresa até o final do ano com o nome mudado para Vivendi Water) também é disponível há cerca de dois anos pela americana Ecolochem, com escritório em São Bernardo do Campo-SP. Mas há entre as duas experiências algumas diferenças. Para começar, a Ecolochem oferece mais a tecnologia concorrente, ou seja, osmose reversa. Depois, atende demandas maiores, apenas acima de 20 m³/h, ao contrário da SDI da US Filter, concentrada em médias e pequenas vazões.
 |
Essas diferenças devem se refletir também no futuro. Por se concentrar num mercado de grandes vazões, onde os clientes normalmente no Brasil ainda preferem ter suas próprias unidades, a Ecolochem ainda tem apenas dois clientes no Brasil, em usinas termoelétricas (ver QD-379, pág. 25) cujas partidas precisaram ser antecipadas. “Estamos em compasso de espera, principalmente pelo setor de energia, tradicional no uso de sistemas terceirizados no exterior”, explica o gerente geral da Ecolochem, Rolando Piaia Jr. |
| Piaia: em compasso de espera sobretudo pelas
termoelétricas |
Já o tipo de cliente da Us Filter, na opinião de Francisco Faus, tem resposta mais imediata. “Vamos atingir um mercado médio e pequeno sem condições de investir muito em unidades mais sofisticadas, mas que deseja ter uma água de qualidade com o mínimo de esforço”, completa. A capacidade mensal de regeneração da central de Cotia-SP será de 50 m³/mês de resinas. Outro serviço possível de ser realizado na SDI será a venda de água desmineralizada a granel, pois haverá uma unidade de osmose reversa no local com polimento misto de troca iônica. “Precisamos gerar água desmi para lavagem das resinas junto com os ácidos e a soda”, diz.
|
|