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Uma opção de pré-tratamento oferecida pela ProMinent é a de seus geradores de ozônio, altamente oxidantes, com a vantagem de não gerar residual de cloro. Também possui geradores de dióxido de cloro, mais indicados, para água potável por manter cloro residual. A outra opção, com sistemas de custos reduzidos, vem da Perenne, de São Paulo, uma das pioneiras no uso da tecnologia de osmose reversa no País ao passar a vender unidades de dessalinização no Nordeste no início da década de 90. Cansada de depender das poucas opções do mercado de membranas de 4 polegadas, utilizadas em dessalinização e algumas vezes em “desmi”, a Perenne firmou acordo com empresa americana produtora de elementos com exclusividade para ela.
Procurar custos menores faz parte da política da Perenne, cujo mercado de dessalinização do Nordeste é seu grande nicho, no qual responde por volta de 80% das cerca de 1.500 unidades existentes. A empresa opera ainda com um antiincrustante próprio, formulado por terceiros, e também encomenda no mercado nacional seus vasos de pressão de 4 polegadas. Essas atitudes fizeram os valores de suas unidades completas caírem desde 15% até 20%. Mas essas reduções de custo visam também atender o crescimento na área industrial, responsável por 30% de seus negócios. Desde 1996 (a empresa foi fundada em 1991), a Perenne vem intensificando suas vendas para desmineralização, resultando em instalações suas na Nestlé, Coca-Cola, Belgo Mineira, CBA, entre outras. De acordo com Guanaes, hoje a Perenne possui unidades de 200 l/dia até 100 m³/h. Com fábrica em Feira de Santana-BA, em processo de ampliação, sua capacidade de produção atinge a marca de 50 máquinas por mês. A partir de 1994, afirma Guanaes, a Perenne passou a crescer em média de 20% a 30% ao ano. Com representantes técnicos em todo o País, sobretudo no Nordeste, a Perenne deve manter o ritmo de crescimento com dessalinização (há um projeto federal,o Água Boa, de instalar estações em escolas nordestinas), mas também vendendo no Sudeste para o meio industrial. “Queremos atacar onde há negócios para a osmose reversa, não importando o segmento”, avisa o diretor. Para ele, aliás, o mercado total de osmose no Brasil já acumulou vendas de R$ 50 milhões, sendo R$ 30 milhões para desmineralização e R$ 20 milhões para dessalinização. Em metros cúbicos, esse montante significa o tratamento com osmose de 3.200 m³/h em “desmi” e de 3.000 m³/h em dessalinização.
TROCA IÔNICA EVOLUI COM LEITO COMPACTO E TERCEIRIZAÇÃO Apesar da ascensão da osmose reversa, as colunas com resinas de troca iônica também continuam a fazer negócios, suas aplicações evoluem e até começam a fazer parte de propostas de terceirização no campo da desmineralização. Os mais modernos leitos compactos (ver QD-379, pág.10), tecnologia divulgada pelas principais produtoras de resina (Rohm and Haas, Bayer e Dow), timidamente vão se tornando conhecidos dos clientes. E o melhor: não só as grandes companhias aderem aos sistemas, caso da Replan ou da produtora de celulose Cenibra, cujos sistemas Amberpack, da Rohm and Haas, há alguns anos foram instalados. Empresas de médio porte também começam a se interessar por esse sistema com lavagem contra-corrente cuja troca iônica torna-se mais eficiente e econômica.
Para Ferreira, a aceitação tem se ampliado em razão das reduções de custo com os projetos, os quais tornam o investimento com o leito compacto parelhos com os da osmose reversa. E isso com a vantagem de não possuir os rejeitos salinos de até 30% das membranas, mas só 2,5%. “Com consumo 50% menor de produtos químicos e efluente equivalente a um terço em comparação aos leitos convencionais, o investimento se paga rapidamente”, diz. Outras vantagens apontadas por Valdemar Ferreira são a redução do tempo de parada para regeneração de 4 para 2 horas, a não necessidade de se utilizar leito misto para polimento, e a simplificação no aspecto construtivo da unidade, com menos válvulas e ocupando menor área por ter vasos com diâmetros reduzidos.
Essas características convenceram várias indústrias a adotar o leito compacto. Além das grandes unidades, como a instalada na Cenibra, de Belo Oriente-MG, com vazão total de 360 m³/h e em operação desde 2000, há vários exemplos de unidades médias. A última delas, com start-up em 2001, foi para a Akzo Nobel, de Itupeva-SP, na qual foram instaladas duas unidades com vazão total de 10 m³/h com a tecnologia UpCore da Dow. Mas ainda há unidades na Synteko (6 m³/h), do Rio de Janeiro, e na Monsanto (7 m³/h), de São José dos Campos-SP, entre outras. Ao todo, são 18 instalações com a tecnologia Amberpack e apenas uma com a UpCore, da Dow. |
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