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Jaraguá volta à disputa – Comprada em fevereiro de 2000 pelo grupo Garcia, fornecedor de equipamentos com destaque para sistemas de transporte pneumático, a Jaraguá Equipamentos Industriais volta a freqüentar as disputas por grandes pedidos industriais. O faturamento do grupo em 1999 somou US$ 40 milhões, com previsão de dobrar nos próximos anos, dependendo do comportamento do mercado. “Só em agosto os compradores voltaram à atividade, tirando projetos da gaveta”, comentou o diretor comercial Sylvio Fonseca. Os trocadores de calor representam aproximadamente 25% das vendas da Jaraguá.
“O mercado desses equipamentos ainda se limita a substituições e reformas”, disse Fonseca. Ele aponta várias dificuldades para o setor, a começar pelo preço do aço. “Deve haver uma acomodação no valor cobrado pelas siderúrgicas, que subiu muito acima da inflação”, criticou. Enquanto o aço sobe, o preço dos equipamentos não pode ser reajustado como era feito na década passada. Atualmente, os fabricantes de bens de capital só podem mudar suas tabelas de preços uma vez por ano, validade conferida também aos orçamentos. “É difícil renegociar um contrato”, disse. Além disso, a concorrência está apertada, mantendo baixas as cotações desses produtos.
As vendas para linhas produtivas inteiramente novas já se beneficiarão das atualizações de normas construtivas internacionais.
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“Houve mudanças tanto no cálculo térmico quanto no mecânico”, explicou José da Conceição Jubileu, gerente de engenharia da Jaraguá. A empresa é certificada nas categorias U e U2 da American Society of Mechanical Engineering (Asme), tendo seus vasos de pressão auditados pela companhia internacional Loyds para permitir a estampagem dos selos no corpo, além de contar com certificação ISO 9002 e ser membro fundador do Heat Transfer Research Institute (HTRI), ao qual se vinculou em 1972. |
| Jubileu mostra trocador
"DEU" para 300 kgf nos tubos |
Jubileu explica que a Asme passou a admitir maior tensão aplicada aos materiais construtivos, como resultado de muitos testes. “Isso permite fabricar equipamentos mais leves e mais econômicos, sem comprometer a segurança”, disse. Ao mesmo tempo os coeficientes de segurança adotados para o dimensionamento dos trocadores foram atualizados no âmbito do HTRI. “O fator de deposição de sólidos no trocador hoje é muito mais conhecido e estudado, o que embasou a redução do coeficiente, implicando a redução do tamanho do trocador”, comentou. Os programas novos de computador para dimensionamento desses equipamentos desenvolvidos pelo HTRI já usam os novos coeficientes.
Segundo comentou o gerente, as empresas de projetos fazem o desenho básico dos trocadores de calor, que são detalhados pelos fabricantes. “Fazemos nossos projetos em estações de CAD, que oferecem mais qualidade, permitindo alterações e correções com facilidade”, explicou. As pesquisas internacionais continuam a ser desenvolvidas para aumentar a área de transferência térmica e a eficiência operacional dos trocadores, movimentos nem sempre acompanhados pelo mercado. “Há muita resistência contra a introdução de novos conceitos”, disse Jubileu. A preferência das refinarias de petróleo recai no tipo “S”da Asme, enquanto a indústria química tenta enquadrar seus processos nos tipos mais econômicos, como o “B”e o “M”, de espelhos fixos.
Na operação de um trocador de calor, Jubileu recomenda atenção para evitar desperdícios provocados pela perda de carga. “A tendência do operador é aumentar a pressão de bombeamento, mas isso significa gastar mais dinheiro em energia”, disse.
Os principais modelos fabricados pela Jaraguá são o casco e tubos, resfriadores a ar (air coolers) e duplo tubos, estes usados para vazões reduzidas, com pequena área de troca, mas capazes de suportar altas pressões, sendo usados, por exemplo, nas fábricas de polietileno de baixa densidade. |
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| Feixe de tubos sem costura
montados para permitir dupla passagem |
Os air coolers contam com licença da Hudson (EUA) e se beneficiam das fortes restrições ao uso intensivo de água que incentivam a adoção de circuitos fechados nas indústrias.
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Os grandes galpões da empresa em Sorocaba-SP, dotados de estrutura para tratamento térmico e radiografia de soldas em equipamentos grandes, abrigam encomendas de air coolers e casco e tubos complexos, como o modelo “DEU” desenhado para suportar 300 kgf dentro dos tubos. “Não há muitas empresas no Brasil capazes de atender a encomendas de bens de capital de grande porte”, disse Sylvio Fonseca, relacionando o fechamento de concorrentes ao longo dos últimos dez anos. |
| Fonseca: poucos grandes
fabricantes sobreviveram |
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Placas mantêm ritmo – As vendas da divisão Thermal da Alfa Laval brasileira crescem à razão de 10% ao ano, segundo informou a gerente de divisão Cibele David. Apenas em 1999, por causa da desvalorização cambial, o índice em moeda forte não foi alcançado. “Calculando a evolução em reais, até conseguimos crescer”, comentou. O efeito cambial provocou retração imediata do mercado e encareceu os trocadores a placas, uma vez que estas são estampadas no exterior. A situação favoreceu os trocadores casco e tubos, de maior índice de nacionalização. Já em 2000, ela verificou quadro econômico estável, no qual os projetos reapareceram. “O ano 2001 deverá ser muito bom”, afirmou. |
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| Cibele: placas querem entrar nas
refinarias de petróleo |
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