Mensalmente é procedida uma limpeza na drenagem através de carro a vácuo de alta pressão. A camada de drenagem é em brita e os drenos são em tubos de PVC, com diâmetro médio de 300 mm. Em nome da segurança ambiental há também poços de monitoramento ao redor do aterro na direção preferencial do fluxo do lençol freático, com profundidade variando desde 14 a 20 metros, a depender das variações do perfil hidrogeológico. A determinação da Cetrel é proceder o monitoramento por 30 anos após a conclusão do aterro. São quatro os aterros verticais: um de 50 m3 já concluído, ou “envelopado”; outro, com a mesma capacidade, em construção, e dois em operação – um para 100 mil m³ e outro para 300 mil m³. Envelopar o aterro significa revestir todo o volume acumulado com a mesma manta de PEAD de 2 mm e sobrepor à manta uma camada de argila compactada e outra de terra vegetal. A terra vegetal é o suporte do gramado. Envelopado e gramado, o aterro enquadra-se na paisagem, passa a ser visto como uma colina, visualmente
semelhante a outras colinas da topografia, estas outras esculpidas pela própria natureza e com altura entre 15 a 20 metros. Justamente para não destoar da paisagem, a altura máxima prevista nos aterros verticais é limitada a 20 metros. A estabilidade do aterro vertical depende fundamentalmente das características físicas dos resíduos (peso específico e umidade in situ) e dos parâmetros de resistência (coesão e ângulo de atrito). Os parâmetros estão relacionados diretamente com a forma de disposição dos resíduos no aterro. Para construir seus aterros, a Cetrel dispõe dos 80 hectares da área de resíduos especiais, dos quais 23 são destinados a futuras ampliações. Podem ser acumulados apenas resíduos classe 2, segundo a classificação NBR 10.004/87 da ABNT, ou adequados aos condicionantes adotados pela autoridade ambiental local para disposição em aterro industrial (Resolução Cepram 620/92). Todo resíduo inicialmente é cadastrado e posteriormente avaliado e classificado segundo a NBT 10004 de ABNT para definição do destino final. De acordo com a classificação, quantidade, propriedades físicas e outras condições o cliente paga, de uma só vez, entre R$ 130 e R$ 214, por metro cúbico do resíduo classe 2. Lemos Passos anuncia que em função da cogitada disposição final de resíduos sólidos da classe 1, está em fase de conclusão estudo de viabilidade técnica e econômica, prevendo a implantação de uma unidade de encapsulamento. Encapsular é misturar o resíduo classe 1 com cimento, cal e substâncias argilo-mineral, transformar tudo em uma substância estável, capaz de ser reduzida à classe 2. Nessa condição, pode ser disposta em aterro industrial. “A bancada piloto já está pronta”. (Colaborou José Valverde, de Salvador-BA)
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