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A tecnologia da informação também se tornou prioridade na ABB (Asea
Brown Boveri). “A idéia é compartilhar uma base de dados única em
toda a empresa, com atualização imediata”, afirmou Wilson Monteiro
Jr., gerente geral da área de petróleo, química e offshore, da
divisão de automação da ABB. Segundo avaliou, atualmente há bons
sistemas disponíveis nas pontas da atividade, ou seja, próximos dos
controles de campo ou perto da alta gerência. “Mas há uma grande
lacuna entre esses extremos”, observou. Para Monteiro, a
sobrevivência dos fornecedores da área de controle e automação de
processos está diretamente ligada à capacidade de permitir a
integração total das atividades dos clientes. |
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| Monteiro: empresas terão uma
só base de dados
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Contando com tecnologia aportada pelas adquiridas Bailey e Hartmann
Braun, a ABB desenvolveu a linha Industrial IT, nova geração de
equipamentos de controle de processos competitiva com os sistemas CLP e
DCS. A novidade gera e permite o fluxo de grande volume de informações
sobre o processo e seu entorno. Usa protocolos abertos de comunicação,
sendo compatível com as linhas Profibus, Foundation Fieldbus e Hart, os
mais demandados. “Os novos produtos são totalmente compatíveis com
nossas linhas anteriores e podem ‘conversar’ com sistemas de ERP,
como BaaN, Oracle ou SAP, por exemplo”, disse Monteiro. Segundo o
executivo, atualmente a troca de informação entre a produção e a
alta gerência ainda é tênue. Um exemplo de mudança possível pela
melhoria do fluxo de informações pode ser visto na área de
manutenção. “É possível planejar melhor as intervenções e
coordenar as ordens de compra de materiais de reposição para que estes
estejam disponíveis na hora certa”, disse. O desenvolvimento de
sistemas para a área de manutenção contou com o conhecimento técnico
da ABB Service, que comprou em 1999 a Central de Manutenção (Ceman) da
Copene.
Em geral, o comprador de sistemas deseja preservar os investimentos
anteriores de IT, impulsionando o desenvolvimento de plataformas
independentes, capazes de suportar programas de qualquer fornecedor.
Isso permite atualizar ou mudar de sistema com grande facilidade. “Os
clientes não querem perder tempo, nem no processo de compra, nem na
operação da sua fábrica, nem nas vendas”, disse. Se dispõem de
sistemas de atualização rápida, eles podem comprar novos itens mais
tarde, perto do momento de instalação. “O fluxo de caixa fica bem
melhor pelo adiamento do desembolso”, explicou Monteiro.
Ao mesmo tempo, os clientes desmontaram as equipes próprias de
engenharia e também cortaram a área de compras. Esse custo foi
transferido para os fornecedores, cujas operações de pré-venda se
tornaram mais complexas, exigindo conhecer profundamente os sistemas e
os processos dos clientes. A tendência, por isso, é buscar sistemas
completos ou mesmo fábricas completas, nas modalidades turn key, BOT
(build, operate and transfer) ou BOO (build, own and operate), EPC
(engineering, procurement and construction) e outros.
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“Estamos vivendo um período de muitas consultas e freqüentes
adiamentos de pedidos”, disse o gerente de contas da Foxboro (grupo
Invensys) Carlos Henrique de Paula. O resultado da demora em contratar a
instrumentação de controle reduz os prazos para a elaboração dos
projetos finais e para a entrega de instrumentos e sistemas. Em 1999 as
vendas da empresa somaram perto de US$ 20 milhões, incluindo
instrumentos, sistemas de controle e automação de processos. Para este
ano, a expectativa da empresa é chegar aos US$ 25 milhões. “Há
alguns projetos de médio a grande porte em fase de decisão, como
Polibrasil, Degussa e Aracruz”, comentou. |
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De Paula: controle avançado exige operador
qualificado
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Atendendo às exigências do mercado, o grupo Invensys comprou
várias empresas, reunindo tecnologia e produtos suficientes para formar
sistemas completos. Segundo o gerente de contas, nos instrumentos de
campo são oferecidos produtos Foxboro, Eckard e Eurotherm, além das
válvulas de controle NAF e Gestra. Nas salas de controle estão
disponíveis o sistema IA (Foxboro), a linha de segurança Triconex
(TMR) e o sistema Intouch. Para os sistemas de gestão empresarial, os
ERP, o grupo confirmou a compra da BaaN, um dos maiores nomes do ramo em
todo o mundo. “Apesar da ligação, nossos sistemas podem conversar
com qualquer programa de ERP”, disse de Paula.
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