ATUALIDADES

 

No segmento de saneamento básico e tratamento de águas, as soluções implementadas pelas empresas do grupo envolvem desde processos tradicionais até alternativas mais modernas e pertinentes ao setor químico relacionadas com “clarificação com densadeg, clarificador com manto de lodos; tratamento de odores; processos biológicos com uso de difusores em 
Gobbi: soluções tradicionais e novas tecnologias no País

tanques profundos de até 8 metros; reuso de águas e de efluentes industriais por processos com membranas – microfiltração, ultrafiltração, nanofiltração e osmose reversa –”, listou José Eduardo Gobbi, responsável pela área de desenvolvimento de negócios da Degrémont.

Outro exemplo de capacitação tecnológica a serviço de políticas ambientais pôde ser conferido pela participação da delegação alemã na feira, trazendo como destaque a presença da Aqua Air Adsorbens, fabricante de sistemas de filtragem para descontaminar águas, efluentes, extremamente valorizados em países de recursos hídricos escassos, e distribuidor de carvão mineral e vegetal à base de cascas de coco, caroços de pessego e de azeitona, fornecidos em pellets e empregados em filtros para tratamento de efluentes industriais, representada pela Texon Representações, de São Paulo. Entre os desenvolvimentos mais recentes, segundo informou o presidente da Aqua Air Adsorbens, Carsten Mangold, está o sistema de filtragem, também provido de células de carvão, que promove a separação do óleo da água, permitindo a reutilização.

Condutas pró-ambientais também podem ser extraídas de operadoras públicas, como a Sabesp, ao fazer uso de produtos de alta tecnologia para tratar efluentes, como é o caso da estação de tratamento de Barueri-SP, que firmou recentemente contrato com a Ciba Especialidades Químicas (também presente na Fitma 2000), para fornecimento de 300 toneladas do 
Martins: legislação rigorosa favorece negócios da Ciba

polímero e agente floculante Zetag, por um período de dois anos. Para Kleber S. Martins, um dos responsáveis pela área de aditivos da divisão Water Treatment da Ciba,

a legislação mais rigorosa e a obrigatoriedade na instalação de sistemas de tratamento antipoluição favorecem o maior emprego das tecnologias ambientais. mas os departamentos de controle e tratamento das empresas, também estão sendo impulsionados a buscar melhores recursos, visando evitar desperdícios, promover reciclagens e diminuir a geração de resíduos.

Em conseqüência, o interesse por produtos como Zetag (poliacrilamida) e Magnafloc, agente coagulante desenvolvido especificamente para purificação de água potável, vem aumentando, segundo ressaltou Martins, pela alta eficiência dada aos tratamentos. Importado dos EUA e da Inglaterra, Zetag tem aplicações em sistemas/processos de decantação, flotação ou desidratação de lodos por centrífuga, filtros-prensa ou prensa de esteira. Na unidade da Sabesp, o emprego do produto estará associado ao sistema de aplicação Polykon, representando, depois do Canadá, o segundo País no continente americano a fazer uso dessa tecnologia.

Com foco de atuação voltado para a área de tratamento de efluentes, a Bio-Brasil Limpeza Biológica, distribuidora da americana Bio-Systems Corporation, destacou o pool de bactérias (micrococos e bacilos), que degradam a matéria orgânica e aumentam a eficiência das estações de tratamento. Na realidade, existem tratamentos pelo sistema Bio-Systems para cada tipo de efluente, envolvendo lodos ativados, lagoas de estabilização e estações instaladas em laticínios, frigoríficos, indústrias de papel e celulose, metalúrgicas, têxteis, cervejarias, petroquímicas, siderúrgicas, alimentos etc. 

Em se tratando de patente nacional, um dos produtos que chamaram a atenção dos visitantes é denominado Poc, de pollution oil control. Fabricado pela BW Empreendimentos Ambientais, empresa sediada em Jacarepaguá-Rio de Janeiro, trata-se de blenda balanceada de resinas epóxi, desenvolvida para controlar a ação poluente de hidrocarbonetos, óleos, tintas, 
Gerador de cloro Hidrogerox: alimentado com sal

silicones, gorduras animais e vegetais por adsorção, ou seja, atua com a fixação das moléculas do produto à superfície do poluente, para neutralizar sua aderência e espalhamento.

Na forma de grânulos, é comercializado em big-bags de 350 litros e 100 litros, tendo como características não saturar em água, e nem alterar seu pH, além de contar com a possibilidade de reutilização. 

Projetando aumento nas vendas dos equipametos geradores de ozônio, os quais, além de aplicados em sistemas de desinfecção de água, têm utilidade nas estações de tratamento de efluentes, a ProMinent Brasil, empresa do grupo alemão ProMinent, especializado em equipamentos para dosagem de fluidos e tratamento de água e efluentes, destacou os geradores industriais da linha Bono Zon, com capacidade para gerar até 720 g/hora de O3 a partir do ar, agregando outras qualidades de microprocessamento e controle residual on-line do ozônio aplicado, segundo informou o gerente de vendas da empresa, Gilmar Avelino Pires.

Desenvolvidos a partir de parcerias tecnológicas firmadas com a Organização Panamericana de Saúde e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), os geradores de cloro Hidrogerox, fabricados pela Hidrogeron do Brasil, de Arapongas-PR, também despertaram interesse dos visitantes da Fitma 2000, por constituirem equipamentos mais econômicos para o tratamento de água para abastecimento. O equipamento converte sal de cozinha (NaCl) pelo tradicional processo eletroquímico em mistura de cloro, hipoclorito de sódio, ácido hipocloroso e radicais livres de oxigênio, todos com alto poder bactericida. A linha é composta por vários modelos, com capacidade de 250 m³/dia a 900 m³/dia, sendo cada um deles integrado por fonte de energia, reator e sistema para dosagem ( 1 ppm por m³).
Na área de gerenciamento de resíduos, duas empresas se destacaram na exposição: a Ecossistema, de São Paulo-SP, e a Usina de Passivos Ambientais, de Ulianópolis-PA.

A Ecossistema opera com resíduos sólidos inorgânicos de Classe I e II, inclusive mineralizados, com aterros industriais dispostos em área de 450 mil m². Para resíduos industriais perigosos, opera com valas standards, com capacidade unitária de 20 mil toneladas, e dupla impermeabilização por geomembranas de PEAD de 1,5 e 2 mm de espessura, em ambiente coberto por estrutura metálica removível, para evitar a geração de efluentes líquidos a partir das chuvas. 

Para resíduos da classe II, a disposição é feita em supervala, com capacidade de 75 mil toneladas, impermeabilizada por geomembrana de 
2 mm, e que recebe diariamente mantas de sacrifício. Para os resíduos mineralizados, dispostos em outra supervala, com capacidade para até 120 mil m³, a empresa conta com rede independente para drenagem de efluentes líquidos, destacando-se, ainda, os recebimentos de baterias de celulares e pilhas alcalinas e dos resíduos gerados em estações de tratamento de efluentes.

A Usina de Passivos Ambientais, da Companhia Brasileira de Bauxita (CBB), por sua vez, opera com resíduos industriais das Classes I, II e III, excetuando-se os radioativos e os ascaréis (dentro do limite de 120 ppm) e atua como usina de compostagem, beneficiamento, incineração e também como aterro de cinzas inertizadas. Como etapas prévias e preparatórias à incineração em alto-forno – acima de 2.000°C –, promove operações de neutralização química, trituração, separação de metais pesados, misturadores etc., sendo considerada a primeira usina a operar por monitoramento informatizado, mapeando e determinando o ponto exato de cada lote de cinzas, por meio de sistema GPS (via satélite).  (Rose de Moraes)

 
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