ATUALIDADES

INTERNACIONAL

REINO UNIDO QUER VENDER
INTERMEDIÁRIOS NO BRASIL

Os ingleses querem fortalecer o intercâmbio comercial com o setor químico brasileiro. Considerado um de seus mercados prioritários pela associação da indústria química do Reino Unido (Chemical Industries Association – CIA), pequenas e médias empresas nacionais, tanto indústrias como escritórios de representação, começaram a ser oficialmente abordadas em missões de empresários ingleses organizadas pela CIA. A intenção, numa primeira etapa, é encontrar representações para seus produtos, com foco principal na química orgânica. Com apoio financeiro do departamento de comércio exterior do governo britânico, um grupo de empresários, no final de setembro, esteve no Brasil para prospectar o mercado e iniciar contatos. A comitiva foi chefiada pelo diretor de relações exteriores da associação, Stephen Elliott, pela primeira vez incumbido de entender a indústria química brasileira.
Elliot: viagem para analisar o mercado

Além de visitas a potenciais clientes e representantes, os trabalhos conduzidos por Elliott também incluem um relatório sobre o potencial do mercado brasileiro, a ser divulgado ainda neste ano.

Segundo Elliott, as áreas-chave de interesse são as de especialidades orgânicas, cujas aplicações sejam voltadas, em ordem de importância, para os setores farmacêutico, agroquímicos, fotografia, aromas e fragrâncias, tintas e borracha. Justamente por não terem estruturas globalizadas, as associadas da CIA que contam com o atual apoio promocional são pequenas e médias empresas de origem britânica, cujas vendas anuais oscilam em uma faixa entre R$ 55 milhões e R$ 220 milhões e com cerca de 3 mil a 4 mil funcionários. Essas empresas representam menos que 30% dos 200 associados da CIA, sendo o restante formado por grandes grupos estrangeiros e alguns ingleses, como BP Chemicals e ICI.

Nessa primeira viagem, vieram representantes de três empresas: a AH Marks, especializada em intermediários agroquímicos; a Contract Chemicals, da área de fármacos; e a Mitchell Chemicals, do grupo Ascot, também de intermediários agroquímicos. Dessas, apenas a primeira tem representante no Brasil (Pollin Plastiquima) e as demais realizaram em uma semana muitas visitas, com a promessa de em breve atuarem no mercado.

Mas o fato de apenas uma empresa estar já representada não se opõe aos planos da entidade. Segundo explica Stephen Elliott, o primeiro contato na verdade é apenas para subsidiar um plano de longo prazo. “Queremos primeiro entender o mercado, depois procurar representantes para as vendas e, quem sabe, daqui a alguns anos até produzir localmente”, afirmou. Um outro plano também já está definido: daqui a um ano, ou pouco mais, outra missão comercial, dessa vez com mais empresas, deve desembarcar no Brasil.

Para as empresas brasileiras com interesse em obter mais informações sobre os tipos de produtos e as indústrias inglesas, e até mesmo para contatá-las, Stephen Elliott sugere uma consulta ao site www.sourcerer.co.uk. Neste endereço, que inclui não só informações sobre as associadas, mas de várias outras empresas, é possível fazer uma busca pela área de interesse e/ou produtos. Outra forma de contato pode ser pelo site da associação inglesa www.cia.org.uk ou pelo próprio e-mail do diretor, ElliotS@cia.org.uk . (Marcelo Furtado)

FEIRA

FITMA APRESENTA SOLUÇÕES
AMBIENTAIS PARA A INDÚSTRIA

Diversidade tecnológica em soluções ambientais para dar potabilidade à água, tratar efluentes domésticos e industriais, manter a qualidade do ar, viabilizar, enfim, o destino final aos resíduos sólidos não faltou na Fitma 2000, a primeira edição da Feira Internacional de Tecnologias para o Meio Ambiente, promovida em São Paulo pela Abes, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, de 29 a 31 de agosto, no Internacional Trade Mart. 
Besse: Manaus receberá R$ 600 milhões em obras.

Para ilustrar parcialmente o que se pode chamar de aporte financeiro pró-ambiental, dados levantados pela Câmara Brasil-Alemanha dão conta de que o setor privado da economia brasileira teria investido, em 1999, cerca de US$ 970 milhões em sistemas de controle da poluição, ou proporcionado mudanças em processos para melhorar o desempenho das empresas sob o ponto de vista do meio ambiente. 

Para o diretor da Câmara, Ricardo Rose, os investimentos estariam assim distribuídos: US$ 450 milhões, para o tratamento de efluentes; US$ 320 milhões, para o gerenciamento de resíduos; e US$ 270 milhões, para controle da poluição atmosférica. Estatísticas à parte, as contribuições tecnológicas reunidas pelas empresas presentes na feira destacaram alternativas para tratar, recuperar, controlar, aterrar, incinerar etc., em produtos, serviços, equipamentos, projetos e, sobretudo, condutas mais comprometidas com o destino a ser dado ao passivo ambiental e com a geração de menores impactos no futuro.

Entre os participantes institucionais destacaram-se várias empresas do grupo Suez Lyonnaise des Eaux. Atuante em 120 países, o grupo emprega 200 mil funcionários e fatura US$ 35 bilhões (1998), e é considerado o primeiro grande concessionário de infra-estrutura em âmbito mundial, desde 1850, quando da construção e operação do canal de Suez, unindo-se em 1997 ao grupo Lyonnaise des Eaux, que atua em energia (Tractebel), água (Lyonnaise des Eaux), resíduos sólidos (Sita), comunicação, concessão, construção e prestação de serviços industriais.

No Brasil, o grupo tornou-se mais conhecido como concessionário dos serviços de água e esgoto do município de Limeira-SP, desde 1995, e de Manaus, desde julho deste ano, onde deverá investir, segundo Ives Besse, diretor comercial da Lyonnaise des Eaux, R$ 600 milhões, ao longo de contrato de concessão de 30 anos, operando com “sinergias tecnológicas” da Lyonnaise do Brasil, Degrémont - Engenharia de Tratamento de Água e Nalco Química. “A nossa grande tecnologia é a gestão dos serviços, pois desenvolvemos soluções integradas em todos os campos da infra-estrutura”, afirmou Besse. Um dos projetos mais recentes, segundo destacou, envolve a implantação e operação de aterro sanitário a ser operado por concessão em Joinville-SC.

 

 
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