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Remoção de fouling – Na fase de limpeza em linha,
foram aumentadas as taxas de dosagem de biocida não oxidante, gás cloro,
bleach e biodispersante a fim de acelerar a remoção de lodo. Todos os
produtos, exceto o bleach, foram dosados continuamente ao sistema de
resfriamento.
Foi feita dosagem de choque do bleach, conforme necessário, para manter a eficácia
do desempenho. Na ocasião foi detectado um substancial aumento das concentrações
de sólidos suspensos, turbidez e matéria orgânica na água de resfriamento,
indicando que os depósitos estavam sendo removidos das superfícies dos
trocadores.Durante a fase de pré-limpeza, a dispersão dos inibidores da corrosão
foi mantida por meio da dosagem de uma quantidade adequada de dispersante
co-polimérico. A Figura 2 ilustra a eficácia do programa de limpeza, mnitorada
pela unidade BioScan.
Conforme indicam os resultados do BioScan, foi medido um brusco aumento dos níveis
de RLU (ATP) no início do processo de limpeza, correspondendo à remoção de
fouling/biofilme das superfícies dos trocadores. Quando foi concluída a fase
de limpeza, os resultados do BioScan se estabilizaram, demonstrando que o
programa biocida estava proporcionando um controle microbiológico eficaz.
Deve-se observar que os picos medidos, conforme ilustra a Figura 2, foram
devidos a vazamentos de hidrocarbonetos, que resultaram em um aumento da
atividade microbiana. Os dados evidenciam que este dispositivo é uma ferramenta
excelente para monitorar a atividade microbiana. Além disso, pode ser usado
como um meio de detectar vazamentos do processo e, acima de tudo, reagir em
tempo hábil aos transtornos das condições do sistema.
Também foram usados cupons de Ni-Cr para monitorar a limpeza em linha.
Inicialmente, observou-se uma grande quantidade de biofouling na superfície do
cupom de Ni-Cr. Depois de um mês de tratamento, os cupons deixaram de
apresentar sinais visuais de lama ou depósitos microbiológicos.
A Figura 3 ilustra a tendência da pressão da água da torre de resfriamento.
Como indicado, verificada uma redução constante da pressão durante a fase de
limpeza, confirmando assim a limpeza do sistema.
Uma outra evidência de que a limpeza do sistema foi adequada e que o mesmo se
mantinha limpo é a tendência do fator de contaminação/fouling das superfícies
dos condensadores. Como apresenta a Figura 4, o fator de contaminação/fouling
da superfície do condensador diminuiu depois que o programa de limpeza em linha
foi iniciado, correspondendo a um aumento no vácuo do condensador. O decréscimo
acentuado do fator de fouling foi medido após a limpeza mecânica do
condensador.
Controle de corrosão e depósitos – Os trocadores de calor, cuja
limpeza antes era realizada com freqüência, especialmente os condensadores de
propileno passaram a operar com maior eficácia. Foi mantido um ótimo
desempenho da transferência térmica, bem como vazão excelente, resultando em
maior confiabilidade do trocador e redução dos custos operacionais.
As taxas de corrosão do aço carbono, cobre/ligas e cobre do sistema também
melhoraram consideravelmente. Com o programa de tratamento anterior, a taxa para
o aço carbono era cerca de 8 mpy. Durante os dois primeiros meses, o programa
de tratamento enfocou principalmente a remoção de depósitos microbiológicos
e produtos da corrosão.
Depois do terceiro mês, foram feitos ajustes das taxas de dosagem de gás cloro
e inibidor da corrosão, que resultaram em redução substancial das taxas de
corrosão do aço carbono, conforme ilustra a Figura 5. Apesar da alta taxa de
dosagem de cloro e da agressividade da água, as taxas de corrosão do cobre e
suas ligas também melhoraram visivelmente. Como mostra a Figura 6, as taxas de
corrosão do cobre diminuíram de 0,60 mpy (com o tratamento anterior) para 0,08
mpy.
Conclusões – A má qualidade da água de reposição e as severas condições
operacionais dos trocadores de calor afetavam de modo substancial a manutenção
de um desempenho ideal do sistema de resfriamento nesta importante planta de
etileno. Apesar das condições desfavoráveis, a aplicação da nova tecnologia
de tratamento (Dianodic Plus) permitiu operar o sistema com ciclo elevado e 100%
de água fluvial como make-up, sem a ocorrência de problemas de corrosão,
deposição ou contaminação microbiológica.
A operação atual da torre representa uma melhoria considerável dos resultados
técnicos gerais, bem como do custo-benefício da planta.
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