Trocadores de Calor – A Tabela 3 indica as condições operacionais críticas dos trocadores de calor. Os equipamentos mais importantes do sistema são os condensadores de superficie, que apresentam uma alta temperatura de película, sendo constituídos de tubos de cobre/níquel. Outros equipamentos críticos são os condensadores de propileno, bem como outras unidades que operam em condições de baixa vazão e alta temperatura de película.
Os fatores críticos que afetam a operação do sistema de resfriamento estão resumidos na Figura 1.

Torre de Resfriamento – A Tabela 4 apresenta as condições operacionais da torre com seis ciclos de concentração. Anteriormente, a torre operava com 4,5 ciclos e mix de água fluvial e municipal. Atualmente, opera com seis ciclos e usa 100% de água fluvial como reposição. As condições atuais constituem um desafio considerável para o programa de tratamento em termos de controle eficaz e permanente da corrosão, depósitos, bem como da atividade microbiológica. 

Com a torre de resfriamento operando com seis ciclos e a redução da descarga em 28 m3/h (123,8 gpm), houve uma redução do custo total do tratamento, dos custos da água, bem como do impacto sobre o meio ambiente.

Limpeza em linha e tratamento –Em agosto de 1998, foi verificada redução substancial na transferência térmica dos trocadores de calor críticos da planta. Com base em uma auditoria detalhada do sistema, concluiu-se que os problemas eram devidos à corrosão e à contaminação/fouling microbiológico. 

Tabela 6 - Dispositivos para monitoração do tratamento da água de resfriamento Como dito, para que o sistema voltasse a ter um desempenho eficaz foi aplicado um programa de limpeza em linha do sistema de resfriamento, de setembro a novembro de 1998. 

Durante este período, a torre operou com 4,5 ciclos para acelerar o processo de limpeza e minimizar a possibilidade de re-deposição de produtos de corrosão e detritos nas superfícies dos trocadores de baixa vazão.

Simultaneamente, foi introduzida a nova tecnologia de tratamento – Dianodic Plus – para manter um controle eficaz durante e após a limpeza. A Tabela 5 mostra a nova tecnologia aplicada ao sistema de resfriamento em setembro de 1998. Uma característica exclusiva do novo programa é que todos os ativos são resistentes a halogênios. Isto permitiu a aplicação de altas doses de cloro (0,5 a 1 ppm de cloro livre) para controlar a atividade microbiológica quando se utiliza 100% de água fluvial como reposição na torre de resfriamento, sem afetar o desempenho do programa de tratamento.

Em dezembro de 1998, quando o sistema evidenciou um nível de limpeza eficaz, as taxas de dosagem dos produtos químicos foram ajustadas, a fim de alcançar e manter uma proteção ótima contra corrosão, depósitos e contaminação microbiológica. Nessa ocasião, o ciclo da torre foi aumentado para seis.

A Tabela 6 relaciona os dispositivos de monitoração utilizados para avaliar o desempenho da limpeza em linha e a eficácia do programa de tratamento. Monitoração e controle do sistema de resfriamento são fundamentais para que o programa de tratamento mantenha um desempenho eficaz. 

É imperativo também o controle da química da água de resfriamento bem como das concentrações dos produtos químicos de tratamento no sistema de resfriamento. Sem um controle operacional adequado do sistema é impossível manter uma proteção contra a corrosão, deposição e fouling microbiológico. Se aplicada de forma adequada, a monitoração também pode fornecer o histórico das tendências dos parâmetros críticos do sistema, permitindo reação pro-ativa aos transtornos nas suas condições. 
A reação em tempo hábil às alterações do sistema permite minimizar os problemas de corrosão e depósitos associados a esses transtornos, bem como recuperar rapidamente o controle do sistema.

 Para determinar a eficácia de um tratamento microbiológico, é necessário desenvolver um perfil da atividade biológica e relacionar esta atividade com o desempenho do sistema. É preciso realizar, regularmente, tanto avaliações das bactérias da água bruta (planctônicas) quanto das bactérias sésseis no sistema de resfriamento. É importante utilizar as contagens de bactérias sésseis em conjunto com as contagens de planctônicas como um indicador da limpeza microbiológica do sistema de resfriamento.

A avaliação da limpeza do sistema obtida através deste método é melhor do que as contagens da água que simplesmente medem a quantidade de bactérias vivas na água. Os dados coletados podem ser utilizados para identificar a concentração ideal do tratamento que deve ser aplicada para oferecer um controle microbiológico eficaz.  Tabela 7 - Química da Água de Resfriamento

Portanto, foram usados Bioscan e cupons de Ni-Cr para monitorar e controlar a atividade microbiana.

 

 
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