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Características de interesse e sua manipulação Os principais genes utilizados na
transformação de culturas de interesse comercial são os que determinam a tolerância a
herbicidas (como o gene RR®, que condiciona tolerância ao herbicida glifosato), ou o
amadurecimento retardado em frutos, bem como a tolerância a insetos-praga e a
resistência a vírus. Mais recentemente, a atenção das empresas de biotecnologia
converge para as características de qualidade, como a qualidade da fração óleo, da
fração protéica, do teor de ferro, de vitamina A etc. Além disso, há um grande
interesse na produção de fármacos a partir de plantas transgênicas, que nesse caso,
seriam utilizadas como biorreatores.
No processo de manipulação do gene a ser empregado na transformação, o segmento de DNA
que codifica a proteína de interesse é engenheirado para poder se expressar
adequadamente na planta transgênica. Para isso, ao gene são ligados segmentos de DNA que
identifiquem o seu início (região promotora) e o seu término (região terminadora).
Além disso, são normalmente adicionados à região promotora segmentos de DNA que
promovam o endereçamento correto da proteína a ser sintetizada. Todos esses segmentos
advêm normalmente de outros organismos, isto é, o cassete no qual o gene de interesse
está inserido é uma verdadeira quimera. No entanto, do ponto de vista da planta
transgênica, esse cassete é apenas mais uma seqüência de DNA.
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Durante o processo de transformação, para permitir a distinção entre as células
vegetais transformadas daquelas que não receberam o transgene, a este é associado um
gene marcador, normalmente um gene condicionador de resistência a um antibiótico. Quando
este se expressa, a célula que o contém consegue sobreviver na presença do antibiótico
ao qual ele confere resistência. Quando a planta transgênica é regenerada a partir da
célula que contém o transgene, juntamente com o gene marcador, todas as suas células,
desde a raíz até as suas folhas, irão conter esses dois genes. |
Figura
1 - Representação gráfica da técnica de Elisa
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A)
Ligação da proteína de interesse na placa de poliestireno
B) Ligação do anticorpo 1 à proteína de interesse.
C) Ligação do anticorpo 2 ligado a uma substância a ser
detectada visualmente ou por aparelho.
Conclusão: Apenas duas das amostras testadas eram trangênicas. |
Detecção de transgenes
em alimentos As plantas transgênicas já fazem parte do nosso dia-a-dia e
estão sendo comercializadas, ou em fase de teste, no mundo inteiro. Novos eventos de
transformação estão ocorrendo neste momento em diversos laboratórios do planeta e
alimentos transgênicos já ocupam prateleiras em muitos supermercados. Diante dessa nova
realidade, pergunta-se: é possível dizer se um alimento é ou não transgênico?
Sim. É possível, de maneira bastante precisa, afirmar se um alimento
é derivado de uma planta transgênica, de uma outra não
transgênica ou de uma mistura de ambas. Essencialmente existem
dois métodos usados para esse fim: o imunológico e a reação em
cadeia da DNA polimerase (PCR).
O primeiro
baseia-se na detecção, por anticorpos específicos, da proteína
que é codificada pelo transgene, ou pelo gene marcador. O outro
método detecta o transgene diretamente, ou seja, o segmento de
DNA introduzido na planta. A Figura 1 mostra uma representação
simplificada das etapas executadas na técnica de ELISA.
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Figura
2 - Detecção da tira de papel.
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Métodos imunológicos Existem pelo menos duas técnicas imunológicas para
detectar a proteína codificada pelo transgene ou pelo gene marcador: a técnica de ELISA
(Enzyme Linked Immunosorbent Assay) e a técnica de detecção em tira de papel. |
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Anticorpo
de detecção |
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Anticorpo
de captura |
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Proteína
de interesse |
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