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Tabela 3: Divisões da Diretoria Técnica da
Fundacentro.
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COORDENADORIAS |
DIVISÕES |
| Coordenação de Saúde no Trabalho |
Divisão de Medicina
Divisão de Sociologia e Psicologia
Divisão de Ergonomia
Divisão de Epidemiologia e Estatística |
| Coordenação de Higiene no Trabalho |
Divisão de Agentes Físicos
Divisão de Agentes Químicos
Serviço de Instrumentação |
Coordenação de Segurança no
Processo de Trabalho |
Divisão de Equipamentos de Segurança
Divisão de Gerenciamento de Riscos
Divisão de Processos Industriais |
| Coordenação de Segurança Rural |
Divisão de Processos Mecanizados
Divisão de Agrotóxicos |
| Coordenação de Educação |
Divisão de Ações Educativas
Serviço de Recursos Instrucionais
Divisão de Documentação e Biblioteca (*) |
| (*) diretamente subordinada à diretoria técnica |
Para exposição a produtos químicos, os valores máximos permitidos estão
estipulados na chamada NR-15, que trata das atividades e operações
insalubres. São assim consideradas as que se desenvolvem em ambientes que
levam a exposições acima dos limites de tolerância previstos. O
exercício do trabalho em condições insalubres assegura ao trabalhador
remuneração adicional incidente sobre o salário mínimo da região, de
40%, 20% e 10%, para os graus de insalubridade máximo, médio e mínimo,
respectivamente.
O Anexo 11 dessa NR lista os agentes químicos cuja insalubridade é
caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho,
sendo os valores fixados válidos para absorção apenas por via
respiratória. A tabela 4, extraída desse anexo, exemplifica alguns
valores. Na coluna “valor teto” estão assinalados os agentes químicos
cujos limites de tolerância não podem ser ultrapassados em momento algum
da jornada de trabalho. Os que têm indicada “absorção também pela pele”
exigem em sua manipulação o uso de luvas e demais EPIs adequados.
Empresas que não tenham infra-estrutura laboratorial para realizar as
avaliações dos teores dos compostos que devem ser controlados no ambiente
industrial podem terceirizá-las. Várias empresas em todo país prestam
esse tipo de serviço, como a Toxicón Higiene Industrial e a Environ
Científica Ltda., ambas de São Paulo, ou a Green Lab Análises Químicas e
Toxicológicas de Porto Alegre. No GUIA DAS ANÁLISES 2000 (QD-n° 383,
junho), desta editora, encontram-se no item “AMBIENTE INDUSTRIAL”, na
página 46, os mais de 300 parâmetros que podem ser dosados por estes e
outros prestadores. Os métodos usados são, em geral, os do NIOSH. Essas
empresas ocupam-se também da amostragem, parte mais delicada do trabalho de
avaliação.
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Tabela 4: limites de tolerância para exposição a alguns produtos químicos, conforme a NR-15. |
AGENTES
QUÍMICOS |
VALOR
TETO |
ABSORÇÃO
TAMBÉM
PELA PELE |
LIMITES DE TOLERÂNCIA
(para exposições de até
48 horas /semana) |
GRAU DE
INSALUBRIDADE |
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ppm (*)
mg/m3 (**) |
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| ácido fluorídrico |
+ |
+ |
2,5 |
1,5 |
máximo |
| álcool n-butílico |
|
+ |
40 |
115 |
máximo |
| butil cellosolve |
|
+ |
39 |
190 |
médio |
| dissulfeto de carbono |
|
|
16 |
47 |
máximo |
| gás sulfídrico |
|
|
8 |
12 |
máximo |
| metacrilato de metila |
|
|
78 |
320 |
mínimo |
| monometil hidrazina |
+ |
+ |
0,16 |
0,27 |
máximo |
| (*) partes de vapor ou gás por milhão de partes de ar contaminado (**) miligramas por metro cúbico de ar |
Existem vários tipos de amostrador; em muitos deles o ar do ambiente é
succionado por meio de bombas para compartimentos que contêm absorventes
adequados para cada composto sob verificação. Entre os absorventes usados
estão carvão ativo, sílica gel, materiais poliméricos etc. Filtros
também podem ser aplicados. Há recomendações para cada composto em
particular. Por exemplo, para produtos inorgânicos, como fumos metálicos,
a Ecolabor Comercial Consultoria e Análises, outra empresa que oferece
serviços ligados à higiene industrial, utiliza amostradores de membranas
de éster celulose acoplados à bomba de sucção. Já para amostragem de
poeiras são usadas membranas de PVC.
Na avaliação dos teores, esses coletores são dessorvidos do material
coletado, sendo este submetido à análise pelas técnicas instrumentais,
como espectrometria de absorção atômica ou de plasma de argônio induzido
(ICP) para metais. Para determinação de compostos orgânicos, o chamado
amostrador passivo, fabricado pela 3M do Brasil é, sem dúvida, o mais
usado. Considerado um avanço em relação às tradicionais e incômodas
bombas de amostragem com tubos de carvão ativado, o monitor passivo é tão
reduzido em suas dimensões que pode ser usado preso à gola do trabalhador,
como se fosse um crachá. A figura 1 mostra o amostrador em uso. O
dispositivo contém uma camada interna de carvão ativo que absorve os
contaminantes. A figura 2 apresenta-o desmontado.
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