“Para atender ao mercado mundial, já produzimos entre 250 a 300 mil unidades/ano em fábricas da França, Inglaterra, Alemanha e EUA. Agora, em função dos elevados custos de importação, a empresa dará prioridade ao Brasil”, informou o diretor comercial da Van Leer, Claudio Parelli.

Cuca Jorge

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Parelli prevê futuro promissor para o mercado dos contentores

Para o diretor da Girona/MBP, os grandes beneficiados serão os fabricantes de formulações líquidas, uma vez que os contentores rígidos soprados apresentam menores custos de produção quando comparados com os rotomoldados, podendo, dessa forma, promover a conseqüente redução de custos relacionados com o vaivém das embalagens do fornecedor ao comprador.

Se ainda é cedo para fixar valor de venda para os contêineres no mercado interno – no mercado internacional, estão cotados em torno de US$ 130 –, os futuros usuários podem ao menos contar com perspectivas animadoras para compras, pois, segundo estima o diretor Hespanhol, o preço deverá manter-se entre 60% a 70% mais baixo em relação aos contêineres fabricados por rotomoldagem, processo de baixa competitividade pelo alto consumo de polietileno. Para se ter idéia do grau de consumo de PE, um contentor rotomoldado chega a pesar 60 quilos, enquanto o soprado deverá pesar 18 quilos.

Na avaliação de Claudio Parelli, não serão necessários mais do que quatro a seis anos para que as vendas dos contentores ou tanques, como prefere denominar, estejam girando em torno de 150 mil a 200 mil unidades/ano. Segundo lembra o diretor, esse tipo de compra deve, porém, ser avaliada como investimento de capital, pois irá compor parte do ativo da empresa, “diferentemente de um tambor cuja compra representa apenas um investimento na produção”, considerou.

Recuperar perdas – Contêiner, contentor rígido, IBC, tanque, as denominações são várias, mas o fato é que esse tipo de embalagem industrial, apesar de comportar em volume o que cinco tambores de aço ou cinco bombonas plásticas de 200 litros são capazes de acondicionar, não deve representar um divisor de águas, sendo bem provável que proporcione novo alento às vendas, promovendo revisões na logística de distribuição, apresentando-se como mais uma opção de envase para as indústrias. Pode-se considerar a intenção de recuperar volumes de vendas já alcançados no passado, tomando-se como exemplo os tambores de aço de 200 litros, cujo mercado nos últimos cinco anos encolheu em l milhão de unidades, passando de 6,5 milhões para 5,5 milhões. Reconhecida pelos fabricantes, este tipo de perda é analisada segundo a ótica de dois tipos de ocorrência: fechamento de várias unidades produtoras de insumos e acondicionamento mais intenso de produtos em tanques - graneleiros, caminhões-tanque convencionais (óleos lubrificantes) e refrigerados (suco de laranja) etc.

Considerados imprescindíveis e em muitos casos obrigatórios para acondicionar derivados de petróleo, óleos essenciais, produtos químicos inflamáveis, entre uma série de outros, os tambores de aço, na avaliação de Hespanhol, da Girona/MBP, também perderam mercado para os elanelados, tambores plásticos de 200 litros, cujo emprego cresce há cinco anos.

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Bombonas em vários formatos, podendo comportar desde meio até 220 litros, inclusive em modelos com tampa removível.

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Fotos: divulgação

Por outro lado, alerta Claudio Parelli, variações de custo muito significativas de produtos podem influenciar as decisões de compra das indústrias. “Portanto, é muito provável que haja maior inclinação do mercado em relação ao emprego de tambores de aço, pois o polietileno, nos últimos dois anos, aumentou em cerca de 40%, enquanto o aço sofreu elevação de 23%”, considerou o diretor.

Encurtando distâncias – Há várias razões para que um fabricante de embalagens industriais escolha localizações bem próximas das áreas de maior concentração de clientes para instalar suas unidades produtivas. A estratégia é observada na Van Leer, por exemplo, que, no País, opera com unidades dedicadas a tambores de aço, instaladas em São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ, Aratu-BA e Esteio-RS, Estados de grande concentração de complexos químicos, indústrias de petróleo e derivados, petroquímicas etc. Assim também ocorre na MBP, sediada no Rio de Janeiro, em Barra do Piraí, mas que concentra fortemente a produção no Estado de São Paulo, nos municípios de Santana de Parnaíba, Matão e Araraquara. A proximidade é conveniente sob vários aspectos. Entre os mais significativos está o barateamento dos fretes, cujos custos são impraticáveis em longas distâncias. Para se ter idéia desses custos, basta considerar o transporte de embalagens por um percurso de 400 quilômetros, equivalente à distância entre Rio de Janeiro e São Paulo, agravado por um acréscimo de 5% nos preços.

Para acabar de vez com os custos decorrentes do frete, uma nova solução uniu interesses da MBP e da Clariant, firmados em parceria, visando a instalação de fábrica de bombonas de 100 a 200 litros, a ser construída dentro do complexo industrial da Clariant, em Suzano–SP. Entre as cláusulas do acordo selado pelas empresas, há um aspecto muito positivo para todo o mercado consumidor de embalagens industriais. Pelos termos pactuados, depois de atender às necessidades da Clariant, a MBP terá liberação para comercializar todos os excedentes da sua produção.

 
 

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