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SUCESSÃO |
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RHODIA APRESENTA NOVO PRESIDENTE |
O administrador de empresas Walter Cirillo assumirá em 1° de setembro a presidência da Rhodia no Brasil e na América Latina, no lugar do engenheiro químico José Carlos Grubisich, nomeado vice-presidente mundial da empresa em maio e membro do Comitê Executivo, funções que exigem sua permanência na França. Cirillo acumulará o cargo de diretor-geral da subsidiária Rhodia-ster, principal produtora sul-americana de poliéster, que exerce desde 1996.
A sucessão na Rhodia indica a continuidade das operações, visando a meta de ampliar as vendas regionais entre 7% a 10% ao ano. Em 1999, a empresa faturou US$ 1,1 bilhão na América Latina, perfazendo 14% de suas vendas mundiais. “A escolha de Cirillo foi tranqüila, por se tratar de executivo com excelente carreira na empresa, cujos valores conhece e respeita”, afirmou Grubisich, autor da indicação do sucessor, referendada pelo Comitê Executivo.
Formado pela Universidade de São Paulo, Cirillo especializou-se em administração de negócios na França, no renomado Insead. Toda a sua carreira profissional foi construída na Rhodia, na qual ingressou como trainee em 1966, tendo exercido funções de destaque em várias áreas da companhia, como a controladoria da divisão química, da qual foi posteriormente diretor. Ponto alto da carreira foi a reestruturação e recuperação financeira da Rhodia-ster, tornando-a rentável e competitiva, além de ter integrado a produção, do ácido tereftálico aos produtos finais (PET garrafa e poliéster têxtil). |
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Cirillo: carreira de 34 anos na Rhodia
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“Vou acumular inicialmente os dois cargos, mas é possível deixar a direção-geral da Rhodia-ster no futuro”, disse Cirillo. A produtora de poliéster conta com equipe gerencial apta para conduzir o negócio sem sobrecarregá-lo. Nem os bons resultados financeiros, nem o exercício conjunto da alta direção com a Rhodia impedirão a venda da subsidiária. “Já foi decidido que o poliéster não é core business da Rhodia e deve ser vendido”, confirmou Cirillo. “Mas o negócio mantém boa geração de caixa, não temos pressa para vender, nem aviltaremos o valor de negociação.”
O valor da Rhodia-ster deve ficar mais alto, com a aprovação, prevista para breve, pelas autoridades sanitárias brasileiras, do uso do PET para o envase de cerveja. Os problemas de barreira ao oxigênio e de enchimento a quente das embalagens foram superados pela aditivação do PET convencional. Cirillo pondera que o uso em cervejas não será tão vigoroso quanto foi nos refrigerantes. “Acho que poderíamos conquistar apenas 15% desse mercado no primeiro ano”, comentou.
O novo presidente elogiou o antecessor por ter conseguido adaptar a empresa às profundas mudanças estruturais ocorridas durante os três anos e meio de sua gestão. No período, a Rhodia concentrou seus interesses na área de química de especialidades, transferindo seus ativos em ciências da vida (linhas farmacêuticas, veterinárias e agroquímicas) para outras empresas ou joint ventures com sua participação. Um dos desafios de Cirillo é reforçar o recrutamento e seleção de profissionais de talento para completar as equipes da empresa, incluindo a ampliação do programa de trainees.
As linhas de ação da Rhodia para crescer contemplam o investimento nos negócios já existentes e os esforços para inovação. “Para isso foi fundamental unificar os centros de pesquisa em Paulínia-SP, estimulando a sinergia entre as divisões”, disse Cirillo. Indicador desse esforço é o fato de os produtos lançados há menos de 3 anos representarem 12% das vendas da empresa.
Na área operacional, a Rhodia firmou parceria com a Energy Works para co-geração de eletricidade e vapor nos complexos de Paulínia e Santo André. Pelo acordo, a parceira investirá aproximadamente US$ 200 milhões e será remunerada pelo consumo da Rhodia e também pela venda da eletricidade excedente.
Estratégia mundial – Na qualidade de vice-presidente mundial da Rhodia, José Carlos Grubisich responde pelos programas de transformação e competitividade. Além disso, como participa do Comitê Executivo, ele supervisionará a diretoria de industrialização, engenharia, meio ambiente e segurança e a de compras em âmbito global, mantendo também a supervisão das atividades na América Latina. Entre as atribuições está a definição da empresa no e-commerce. (Ver matéria especial nesta edição).
Conquista, exigência e coesão são os lemas da Rhodia, úteis para entender a estratégia de atuação. Por “conquista”, a empresa entende a valorização da iniciativa empreendedora, seja pela criação de negócios ou por aquisições, cada vez mais freqüentes. “Nos próximos meses anunciaremos uma compra estratégica na América Latina no ramo de especialidades químicas”, informou Grubisich. Para ingressar com as poliamidas no mercado dos EUA, assinou contrato com a GE Plastics, para distribuição exclusiva da linha da
Rhodia.
Quanto à “exigência”, a Rhodia reforça seus programas de melhoria contínua de processos industriais e de gerenciamento, buscando níveis de excelência comercial, operacional, de qualidade e ambiente. “Os esforços mantidos nesses programas conservam e ampliam as vantagens competitivas”, explicou.
Já a “coesão” tem importância crescente, pelo fato de a empresa operar unidades de negócios independentes entre si. “É preciso manter um ponto de aglutinação de interesses para gerir a empresa”, disse.
Quanto ao Brasil, Grubisich prevê crescimento do PIB próximo a 4% neste ano, com reflexo muito positivo para a empresa. “Já verificamos aumento de 18% das vendas no primeiro semestre em relação ao do ano anterior”, avaliou. Os setores mais pujantes no ano 2000 são o têxtil (crescimento de 12% nos primeiros seis meses, apenas para poliéster), calçados, automóveis e alimentos. Para acompanhar o bom momento, a empresa pretende investir R$ 150 milhões neste ano no País.
M. Fairbanks
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PETROBRÁS ESCOLHE BASF
PARA FAZER ACRÍLICOS |
A Basf foi escolhida pela Petrobrás para desenvolver em parceria a produção local de toda a cadeia acrílica, empreendimento estimado por volta de US$ 300 milhões, além dos US$ 35 milhões necessários para separar o propeno dos fluxos sobrantes da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos-SP. O projeto era disputado também pela Stockhausen, Rohm and Haas, Elekeiroz e Grupo Ultra.
“Gostaríamos de iniciar a produção de ácido acrílico em dezembro de 2003”, disse Fernando Figueiredo, vice-presidente para especialidades químicas e dispersões da Basf na América do Sul. Para isso, seria necessário começar as obras civis até junho de 2001, mas ainda não foi escolhido o local definitivo, podendo ficar tanto ao lado da refinaria e, nesse caso, se pagaria à Petrobrás pelo uso do terreno, utilidades e serviços ambientais, como no parque da empresa em Guaratinguetá-SP. Apenas o separador de propeno tem localização definida como anexo da Revap.
A exploração da cadeia acrílica será feita mediante uma joint venture entre a estatal e a Basf, detendo esta participação majoritária. “A Basf tem tecnologia para construir unidade capaz de produzir 160 mil t/ano de ácido cru”, comentou Figueiredo. Para isso, é preciso garantir o suprimento de 100 mil a 110 mil t/ano de propeno, quantidade próxima do total disponível da olefina na Revap, segundo avalia o executivo. Atualmente, esse material integra o pool de formador de gás liquefeito de petróleo (GLP). O uso mais nobre como insumo industrial dará à Petrobrás um ganho anual estimado em US$ 15 milhões.
O complexo acrílico proposto pela empresa de origem alemã prevê a produção de 160 mil t/ano de ácido cru, permitindo produzir 120 mil t/ano do ácido glacial (purificado), que pode ser polimerizado e formar 100 mil t/ano de superabsorventes (SAP), consumidos em fraldas descartáveis e absorventes higiênicos, além de outros usos. Uma parte do ácido cru será destinada à produção de acrilato de butila, produto para o qual a Basf constrói fábrica no complexo de Guaratinguetá para 50 mil t/ano, a iniciar operação em meados de 2001, alimentada com importação.
Segundo estimativas da Basf, o Brasil importou 8 mil t de ácido acrílico, 33,5 mil t de acrilato de butila e 21,5 mil t de SAP em 1998, representando perda de US$ 80 milhões em divisas. “O consumo de SAP no Brasil cresce em torno de 12% ao ano”, aduziu. Como as unidades a construir foram planejadas na escala mundial, acima da demanda nacional, a companhia prevê exportações equivalentes a 50% da sua produção na fase inicial de operação.
Além do SAP, o ácido acrílico glacial é usado para a produção de detergentes e dispersões para tintas. Já o ácido cru permite a elaboração de vários ésteres (acetatos), sendo o principal o de butila, com empregos como fibra acrílica, na indústria têxtil e dispersões para tintas.
Novidades no estireno – A Basf estuda a instalação de unidade para produzir entre 400 mil e 500 mil t/ano de monômero de estireno no Brasil, para entrar em operação até 2005. Para tanto, seria preciso contratar o fornecimento de 150 mil t/ano de eteno e 250 mil t/ano de benzeno. Pelos estudos da companhia, apenas no pólo de Camaçari-BA seria possível conseguir esse suprimento. “Isso não significa interesse em comprar a Copene”, apressou-se em informar o vice-presidente da empresa.
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Figueiredo: Basf fará estireno até 2005
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A empresa investe no aumento da produção de derivados estirênicos no Brasil, como a inauguração, no final de agosto, do novo reator para 110 mil t/ano de poliestireno de alto impacto (HIPS), em São José dos Campos, para substituir o antigo, para 60 mil t/ano, que será reformado para a produção do PS cristal. Além disso, em 2001, a linha de PS expansível deve crescer das atuais 10 mil t/ano para 50 mil t/ano. Mesmo assim, o consumo cativo do monômero absorve apenas a metade da produção planejada.
“Venderemos o excedente no mercado local ou no internacional, já que somos um grande player”, disse Figueiredo.
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Confrontado com o anúncio de expansão de capacidades de concorrentes em Triunfo-RS e em Camaçari-BA, ele informou que a Basf pretende usar tecnologia de ultima geração, de custo de instalação 70% inferior às demais, além de operação menos onerosa. “Seremos altamente competitivos”, salientou. Atualmente, a empresa abastece a unidade de PS com monômero contratado junto à Cia. Brasileira de Estireno (CBE), de Cubatão-SP.
M. Fairbanks
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