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Conselho e
indicadores Mas as medidas de socorro à credibilidade do
programa não param na verificação externa. Também seguindo a tendência mundial, será
constituído um conselho consultivo nacional, para o qual serão convidadas personalidades
notáveis da sociedade. No Canadá, há um composto por 16 pessoas de provado destaque nas
discussões relacionadas à indústria química.
Indicador de desempenho de segurança de processos
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1998
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1999
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| No de eventos com
fogo ou explosão, que causaram perda de propriedade acima de US$ 25.000,00 |
14 |
13 |
| No de eventos com
vazamento de mais de 2.300 kg de produto inflamável ou de quantidade acima dos limites da
relação de produtos químicos reportáveis |
22 |
24 |
| No de eventos de
segurança de processos que causaram lesões pessoais com afastamento ou fatalidade a
trabalhadores ou contratados, ou hospitalização por mais de 24 horas de pessoas da
comunidade |
46 |
23 |
| Indicadores
de desempenho em saúde e segurança do trabalhador |
1998 |
1999 |
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Taxa de freqüência de acidentes
típicos com afastamento |
4,76 acidentes/milhão de horas
trabalhadas |
3,32 |
| Taxa de gravidade de acidentes típicos |
200,07 dias perdidos +
debitados/milhão de horas trabalhadas |
332,02 |
| No de acidentes incapacitantes |
5 |
0 |
| No de acidentes fatais |
1 |
3 |
Assim como no Canadá, a idéia
é convidar professores universitários, empresários, ecologistas, médicos, economistas,
líderes sindicais, enfim, especialistas capazes de promover um diálogo aberto entre a
indústria e os interesses da população. Provêm deles recomendações e diretrizes
futuras para aperfeiçoar o Atuação Responsável.
Uma outra iniciativa, porém, tem importância mais rápida e objetiva à melhora da
imagem do programa. Trata-se da divulgação dos indicadores de desempenho em segurança e
meio ambiente pós-implantação dos códigos. É por meio deles que a sociedade passa a
saber se valeu a pena todo o trabalho. A esse quesito a Abiquim dá especial atenção e
já coletou os dados de 1998, com respostas de 65 empresas e, recentemente, finalizou os
de 1999, com a reunião de dados de 75 signatários do programa (ver tabelas comparativas
em primeira mão nesta reportagem).
Por ser uma etapa incipiente no Brasil, os indicadores, de acordo com Marcelo Kós, ainda
carecem de algumas padronizações. Estamos discutindo as melhores metodologias para
gerar dados mais confiáveis e para serem verificados de maneira simples pelos
interessados, diz. Um bom exemplo está nos indicadores de acidentes de trabalho. Em
1998, só foram computados óbitos e acidentes ocorridos com produtos químicos, mas em
1999 passou-se a incluir todos, até os de trânsito envolvendo veículos da empresa.
Mesmo com as mudanças, aliás, segundo os dados, houve redução de acidentes com óbito
ou afastamento, mas aumento de vazamentos (ver tabela).
Outra necessidade para melhorar a confiança nos indicadores é contar com um número cada
vez maior de respostas dos signatários, caso contrário as comparações perdem um pouco
de força.
Participação dos sindicatos
Para reforçar mais a confiança no programa também é consenso mundial
permitir aos trabalhadores organizados (sindicatos) participar das decisões. Em nível
mundial, encontros entre o conselho internacional da indústria química (ICCA) e a
federação internacional de sindicatos de trabalhadores (ICEM) discutem como se fará a
interação. No Brasil, a Abiquim também se comprometeu no ano passado a se reunir com a
Confederação Nacional dos Químicos (CNQ), ligada à Central Única dos Trabalhadores
(CUT), para estudar o assunto.

Freitas: sindicato quer cooperar
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Para o assessor técnico da CNQ, Nilton Freitas,
essa tendência pró-ativa é a única forma de as práticas gerenciais dos códigos
surtirem efeito no chão-de-fábrica, fazendo jus a um dos valores do programa
de contagiar toda a hierarquia da empresa nas questões de saúde, segurança e meio
ambiente. Segundo ele, isso apenas será possível quando os trabalhadores estiverem
representados pelos sindicatos. O médio escalão gerencial normalmente engana a
diretoria da empresa, dizendo que os operários estão adaptados às condutas do Atuação
Responsável, afirma Freitas. A única maneira de alertar a diretoria desses
problemas é por meio da ação sindical. |
Mais do que melhorar a credibilidade externa do
Atuação, Freitas acredita na participação dos sindicatos como uma forma de
aperfeiçoar as práticas dentro da empresa. E ele dá um exemplo: ao se alertar à alta
direção da falta de treinamento de emergência e segurança industrial, muitos acidentes
e até fatalidades podem ser evitados. Caso contrário, a diretoria só saberá
desses gargalos depois de investigações pós-acidentes, diz.
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