SEGURO GARANTE ATIVIDADE QUÍMICA
M A R C E L O F A I R B A N K S Fotos: Cuca Jorge Empresários do setor químico, em geral
pequenos e médios, vêem os seguros apenas como despesa fixa da companhia e buscam pagar
prêmios sempre com valor o mais baixo possível. Em caso de acidentes, porém, essa forma
de economia pode custar a falência da empresa, além da montanha de indenizações a
saldar. Em todos os tipos de seguros foi evidente a adoção de práticas compatíveis com o Código de Defesa do Consumidor. Dessa forma, as temíveis cláusulas de exclusão de risco escritas com letras microscópicas passaram a ser redigidas com destaque, os textos gongóricos e complexos dos contratos tornam-se, pouco a pouco, inteligíveis por qualquer mortal. No caso das indústrias, as avaliações de risco hoje são consideradas de alta qualidade pelos próprios clientes, permitindo-lhes corrigir problemas de instalação e operação, além de embasar propostas de contrato de seguro mais adequadas e economicamente aceitáveis.
A Itaú Seguros concentrou-se nos grandes empreendimentos
químicos, classificados como riscos operacionais. Nesse grupo, o valor em
risco supera a casa dos US$ 80 milhões, referentes ao custo de reposição do bem
segurado. Nesses casos, a cobertura é total, sendo discriminados apenas os eventos
excluídos de cobertura, explicou Nunes. Segundo ele, o limite mínimo de US$ 80
milhões é estabelecido pelo Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). É possível fazer
apólices desse tipo para valores em risco mais baixos, mas é preciso pedir autorização
ao órgão estatal (em fase de privatização), nem sempre concedida. Empresas com patrimônio a proteger na faixa de US$ 10 milhões a US$ 80 milhões dispõem de contratos multirrisco, com coberturas para incêndio, danos elétricos e vendaval, com possibilidade de exclusões e inclusões dentro de um grupo fechado de possibilidades, sempre com limites de importância segurada. Já para empresas na faixa de valor até US$ 10 milhões, a Itaú oferece produtos empresa previamente desenhados. Dispomos de contratos até para valor em risco de R$ 1.000, afirmou Nunes. Nesse caso se aplicam contratos de adesão, sem a possibilidade de discutir coberturas, preços e outras condições, e sua venda é efetuada pela rede bancária. A sinergia com a rede bancária não é o forte dos negócios da seguradora. Hoje somos fortes nos grandes grupos empresariais, mas pretendemos ampliar a base com clientes de médio porte, disse Nunes. Essa posição é compatível com o histórico das contratações. Segundo o executivo, as grandes companhias já estão acostumadas ao seguro, possuem até estruturas internas para acompanhar as negociações. Os médios e pequenos clientes também contratam, mas fazem muitas exclusões. Lucros cessantes, por exemplo, todas as grandes empresas garantem, mas as médias e pequenas dificilmente solicitam, verificou.
O projeto da Qualitas é atuar em todos os ramos de seguros, mas apenas com pessoas físicas e empresas de porte pequeno e médio. Só trabalhamos para conhecidos ou pessoas indicadas, porque a confiança é o ponto central da atividade, explicou Cavalcante. Nem passa pela cabeça dos sócios abrir um site na internet para disputar contratos. Queremos conhecer o clientes e suas necessidades e prestar a melhor assessoria tanto na contratação quanto no caso de sinistro, afirmou Sigrist. A experiência dele com seguros começou na Rhodia (que, aliás, não é sua cliente), quando atuou como operador de seguros do grupo, tendo feito cursos na área e conseguido credenciamento como corretor.
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