Tintas e Revestimentos

15 de setembro de 2011

Resinas para Tintas – Vendas continuam em alta, mesmo com as turbulências do mercado

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Resinas para Tintas, Vendas continuam em alta, mesmo com as turbulências do mercado

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    cenário de recessão na Europa e nos Estados Unidos, com a consequente desaceleração da economia brasileira, parece não afetar o segmento de resinas para tintas imobiliárias. Na revisão das suas previsões, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) aposta em um crescimento modesto de 1% neste ano para as tintas utilizadas no mercado imobiliário, na comparação com os vigorosos resultados do ano passado.

    “O mercado de resinas acompanha as perspectivas de crescimento do setor de tintas, que são bastante promissoras, particularmente no Brasil”, afirma Gisela Barona, gerente global de marketing da Clariant. “O desempenho é bom”, concorda Eider Amorim, gerente regional de vendas de dispersões para Tintas & Construção Civil da Basf. “No Brasil, a elevação das taxas de juros e a redução do crédito podem impactar no desempenho do mercado de tintas e de resinas, mas acreditamos que estes fatos sejam pontuais e que o ano fechará com resultado positivo para o setor.”

    A Reichhold está otimista em relação ao crescimento econômico de suas resinas, pois a indústria da construção civil tem mostrado evolução e proximidade de grandes eventos, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e a Olimpíada de 2016. “Gerarão significativo crescimento no consumo de tintas e resinas”, conjetura André Oliveira, supervisor de desenvolvimento de mercado e assistência técnica para coatings.

    Por sua vez, Aguinaldo Soares, coordenador de negócios da Águia Química, diz que o setor vive um momento único, impulsionado por grandes investimentos dos governos federal e estaduais. A consequência é óbvia: “Há grande demanda pelo consumo de matérias-primas para tintas.”

    Além dos investimentos em grandes eventos, Franco Faldini, gerente de marketing da Dow Coating Materials para América Latina, cita o aumento do consumo da classe C e os programas governamentais que deverão impulsionar o mercado habitacional durante os próximos anos.

    “Isso tudo está totalmente conectado às inovações tecnológicas, já que o melhor desempenho, a redução de problemas ambientais e de riscos de contaminação geram uma forte e crescente necessidade por produtos mais amigáveis ao meio ambiente”, afirma Oliveira, da Reichhold. Para tanto, a empresa investe consistentemente para atender a essa demanda e também às necessidades futuras do mercado imobiliário.

    No ano em que comemora cem anos no Brasil e na América do Sul, a Basf anunciou o seu maior investimento na região, superior a 500 milhões de euros: a empresa construirá um complexo produtivo em Camaçari-BA para a produção de ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAP). Esta será a primeira fábrica de ácido acrílico e superabsorventes da América do Sul. Além disso, a Basf passará a produzir acrilato de 2-etil-hexila, insumo para as indústrias de adesivos e tintas especiais, no complexo químico de Guaratinguetá-SP. A construção do novo complexo de ácido acrílico começa este ano e a sua conclusão está prevista para o final de 2014. A unidade de Guaratinguetá, a primeira do gênero na América do Sul, deverá iniciar suas atividades em 2015, usando o ácido acrílico produzido em Camaçari.

    “A produção local de ácido acrílico aumentará a disponibilidade dessa matéria-prima na região, assegurando o seu fornecimento para o mercado de tintas e vernizes. Além disso, trará maior agilidade e flexibilidade para nossos clientes e a cadeia de tintas como um todo. Com este investimento, a Basf passa a ser o único produtor de dispersões totalmente integrado na cadeia de matéria-prima na América do Sul”, destaca Alexander Gabriel Fas, gerente de marketing América do Sul Dispersões.

    Química e Derivados, Alexander Gabriel Fas (esq.) e Eider Amorim,  Basf, ácido acrílico

    Fas (esq.) e Amorim: ácido acrílico nacional vai melhorar competitividade da indústria de tintas

    Ele revela que a Basf planeja forte crescimento na região para os próximos dez anos, mantendo investimentos em tecnologias inovadoras e desenvolvendo resinas de alta qualidade, que aumentem a competitividade dos clientes e reduzam os impactos ao meio ambiente.

    Ele relata que a Basf desenvolveu um verniz base água para aplicação em pedras, o Acronal BS 701, que possui altíssima resistência à água e é livre de alquilfenóis etoxilados (Apeo) e formaldeído, além de conter baixo teor de VOC. “Atualmente, a maioria dos vernizes presentes no mercado é base solvente e possui menor resistência à água em comparação ao Acronal BS 701”, explica.

    E acrescenta duas novidades regionais. A primeira é o Micronal, microcápsulas de polímeros que melhoram o conforto térmico e, consequentemente, geram economia de energia. Também é o caso do Col.9, um ligante inovador para tintas de fachada, apresentado como uma dispersão polimérica com nanopartículas de sílica, que impede a impregnação de sujeira e aumenta a durabilidade das tintas para exteriores. A Basf produz, principalmente, resinas acrílicas estirenadas, acrílicas puras e estireno butadieno.


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