Tintas e Revestimentos

15 de setembro de 2011

Resinas para Tintas – Recessão mundial afetou o crescimento do setor

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, resinas para tintas, recessão

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    faturamento líquido dos fabricantes de tintas deve quebrar a barreira dos US$ 4 bilhões este ano, um recorde. A “auspiciosa” notícia, revelada pelo presidente do Conselho Diretivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Antonio Carlos de Oliveira, evidencia, porém, uma acomodação nas expectativas iniciais, reflexo das incertezas no cenário internacional que já provocam certa retração no mercado interno.

    “2010 foi um período excepcionalmente bom. Este ano, há uma desaceleração no ritmo de crescimento”, comentou Oliveira ao final do 6º Fórum Abrafati da Indústria de Tintas, realizado no final de agosto no Hotel Transamérica, em São Paulo. Antes da eclosão da crise internacional, esperava-se um crescimento nas vendas este ano de 6,7%, que, agora, foi reduzido para 1,3%, em comparação com o desempenho de 2010. Dilson Ferreira, presidente executivo da Abrafati, atribuiu a adequação nos números a dois fatores principais: o valor mais baixo do dólar e a inflação em reais.

    O mercado total de tintas deve fechar 2011 com a venda de 1,377 bilhão de litros. Nada mal, pois embute um incremento no comércio de mais 100 milhões de litros de tintas. Na avaliação de 247 empresários do setor, os segmentos de tintas automotivas originais e repintura devem manter a taxa de crescimento de 4% este ano. As revisões para baixo afetam os segmentos de tintas imobiliárias (projeta-se expansão de apenas 1% contra os 7% iniciais) e para indústria (2% ante os 6,5% iniciais).

    Para 2012, a Abrafati projeta um crescimento no mercado total de 4,1%, com a venda de 1,434 bilhão de litros. “É um cenário cautelosamente otimista”, disse Oliveira. As tintas automotivas originais e repintura devem crescer 5% cada (55 milhões e 56 milhões de litros, respectivamente). Para os segmentos de tintas imobiliárias e para indústria, calcula-se uma expansão nos negócios de 4% com a venda de 1,138 bilhão e 185 milhões de litros, respectivamente.

    Responsável pelo maior volume de vendas do setor, o segmento de tintas imobiliárias acusa o impacto da crise econômica. Depois de um crescimento expressivo em 2010, este ano a situação é outra. “Estamos partindo de uma base de comparação muito alta e vivemos um momento delicado na economia. Diante das incertezas, o consumidor que iria comprar o produto para reformas adota uma posição mais conservadora”, explicou Oliveira.

    Resinas para Tintas, Recessão mundial afetou o crescimento do setor, Tabela de previsões para 2011 e 2012

    Tabela: Previsões para 2011/2012 – Clique para ampliar

    Ferreira considerou, no entanto, que o 1% de crescimento esperado para este ano será “um excelente resultado”, já que houve desaquecimento no primeiro semestre por conta do maior uso dos estoques de tintas.
    Oliveira destacou como fatores positivos a prioridade governamental dada à construção civil, como o lançamento do Programa Minha Casa Minha Vida 2, a existência de crédito abundante e a força dos consumidores das classes C, D e E. O ponto negativo é a falta de pintores qualificados.

    O segmento de pintura automotiva original só não cresce mais porque há uma forte expansão nos negócios de modelos importados, as exportações de veículos estão fracas e o crédito ficou mais caro para o consumidor. O otimismo está alicerçado no fato de que o Brasil é o sexto maior produtor e o quarto maior mercado de veículos do mundo, com uma frota de 30 milhões de unidades, o que dá a média de sete pessoas para cada veículo. Há espaço, portanto, para crescer (porém, na cidade de São Paulo, a média é de um veículo para cada duas pessoas). Outro fator positivo: a entrada de novos players no mercado, o que deve acirrar a competição e promover as vendas de tintas.

    A reboque do mercado de veículos novos, o de usados tem registrado crescentes níveis de vendas. Oliveira lembrou, no entanto, que os juros altos e as incertezas econômicas tornam o consumidor mais conservador. Ele ressaltou que está havendo ainda um movimento consistente na adoção de tecnologias mais avançadas e na qualificação da mão de obra nas oficinas.

    A desaceleração também afeta o segmento de tintas para indústria. Os juros altos, a concorrência dos produtos importados e as exportações em baixa, graças à taxa de câmbio, ao custo do país e à retração na Europa e América do Norte, são os ingredientes negativos, segundo Oliveira. De positivo, ele citou os investimentos em infraestrutura do PAC, a demanda do setor petrolífero, o Plano Brasil Maior e a demanda reprimida por bens de consumo das classes C, D e E.

    As perspectivas futuras de crescimento do mercado interno reforçam o entusiasmo dos fabricantes de tintas. A demanda reprimida por habitação e automóveis, por exemplo, além da realização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e da Olimpíada, no Rio de Janeiro, em 2016, e a continuidade na exploração de petróleo na camada pré-sal indicam que há motivos estruturais para crescimento sustentado por muitos anos. Oliveira elogiou o nível mais alto de exigência de consumidores e usuários por sustentabilidade, qualidade e funcionalidades.



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