Petroquímica

15 de abril de 2011

Refino – Responsabilidade da UTC cresce na Refap

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    química e derivados, refino

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    epois de a Petrobras adquirir os 30% do capital da Refap que pertenciam à espanhola Repsol YPF – por US$ 850 milhões, dos quais US$ 300 milhões pelas ações e US$ 500 milhões em dívidas assumidas –, a quinta maior refinaria do país anunciou a construção da nova unidade de hidrotratamento de diesel (HDT II) e da nova unidade de geração de hidrogênio (UGH II).

    Segundo o diretor presidente da Refinaria Alberto Pasqualini – Refap S/A, de Canoas-RS, Roberto Ken Nagao, a novidade nesse processo licitatório foi a contratação da UTC Engenharia para ser responsável pela construção das obras físicas e também pela aquisição dos equipamentos que serão utilizados na operação das unidades, tais como reatores e fornos de aços-ligas (importados) e equipamentos de tubulação e válvulas (nacionais), respeitando o mínimo de 70% de nacionalização.

    A UTC desenvolve obras na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos-SP, e na Refinaria do Planalto (Replan), em Paulínia-SP. Criada em 1974, ela atua preferencialmente nas áreas de produção e processamento de petróleo e gás, petroquímica, geração de energia, siderurgia, papel e celulose, metalurgia, construção e manutenção industrial.

    Roberto Nagao informa que a HDT II terá capacidade para gerar 6.000 m³/dia de diesel com baixo teor de enxofre (10 ppm). Já a UGH II terá capacidade para produzir 1.250.000 Nm³/dia de hidrogênio, com pureza de 99%, aceitando cargas de gás natural, gás de refinaria, butanos e nafta. A obra iniciada no início de 2011 deverá ficar pronta em janeiro de 2014, após investimento total de R$ 1,6 milhão. Atualmente, a Refap tem um faturamento anual de R$ 12 bilhões, recolhendo R$ 3,3 bilhões anuais em tributos, dos quais R$ 1,6 bilhão federais e R$ 1,7 bilhão estaduais.

    A Refap, no momento, tem uma capacidade instalada para processar 200 mil barris de petróleo por dia. A empresa produz, basicamente, óleo diesel e gasolina, além de nafta petroquímica, propeno, GLP (gás de cozinha), querosene de aviação, óleo combustível e asfalto. Os seus mercados principais são os estados do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, além de exportar 30% de sua produção para o Uruguai, Paraguai, Argentina, Chile e Caribe.

    O dirigente manifestou otimismo com o faturamento da companhia neste ano. Nagao destacou que no primeiro trimestre o crescimento foi de 5% no faturamento, percentual que deverá chegar a 7% até o final do ano, motivado pela excelente safra agrícola que o Rio Grande do Sul está colhendo, bem como pelo crescimento da economia em geral. Nagao ressaltou que a companhia passou a ter ganhos de gestão e uma sinergia maior com o sistema Petrobras depois da incorporação da parcela detida pela Repsol-YPF.



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