Notícias

17 de dezembro de 2002

Qualidade: Politeno recebe prêmio da FNPQ

Mais artigos por »
Publicado por: Marcio Azevedo
+(reset)-
Compartilhe esta página
    A

    Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (FPNQ) realizou em 19 de novembro, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, a solenidade de entrega do 11o Prêmio Nacional da Qualidade. Pela primeira vez, uma empresa do terceiro setor, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre-RS, figurou entre as empresas premiadas, ao lado da Gerdau Aços Finos Piratini, vencedora na categoria grandes empresas, e da Politeno Indústria e Comércio S.A., premiada na categoria médias empresas. Ainda foram homenageadas as demais finalistas do PNQ 2002, a Caraíba Metais S.A., a Dana Indústrias Ltda., a Pellegrino Distribuidora de Autopeças Ltda., e o Sebrae do Mato Grosso do Sul.

    A FNPQ, entidade privada sem fins lucrativos, foi criada em outubro de 1991, por 39 organizações públicas e privadas. Desde então, promove a disseminação da excelência na gestão de organizações, e busca, através dos critérios utilizados para definir as companhias de “Classe Mundial”, integrar ao empresariado brasileiro as práticas do estado da arte da gestão de alta qualidade.

    E, por qual motivo, é importante ter empresas nacionais de “Classe Mundial”? “Está provado que países com alto índice de empresas de classe mundial são mais ricos e possuem melhor distribuição de renda”, respondeu Edson Vaz Musa, presidente do Conselho Curador da FNPQ. “São empresas que sabem investir no capital social”. O investimento em pessoas aumenta a capacitação dos recursos humanos e, conseqüentemente, os salários pagos. Entre os representantes das empresas premiadas e finalistas, foi unânime a opinião de que o principal ponto da inovação gerencial é o investimento nas pessoas, tanto na qualidade de trabalho, como na informação dos colaboradores – vale a pena frisar – em todos níveis de qualificação da empresa. “Descobrimos que ao contratarmos um funcionário, ganhamos ‘de graça’ o seu cérebro”, disse um dos presentes.

    O presidente afirmou ser o Brasil um dos precursores do sistema de premiação. Em 2002, trinta e duas empresas foram candidatas ao prêmio máximo da fundação, sete qualificadas à finalíssima. “As finalistas apresentaram um nível de gestão muito elevado perante nossos critérios de excelência. A pontuação máxima da avaliação de gestão é de 1.000 pontos, e as empresas finalistas tiveram desempenho fortemente acima dos 500 pontos”, disse Musa, que também revelou os planos da Fundação para o ano de 2003: a ordem é capilarizar a atuação, investindo em premiações regionais e estaduais. O contato mais íntimo, entretanto, implica na necessidade de adaptação das regras de avaliação, devido as desigualdades entre os portes das companhias envolvidas.

    As concorrentes, em 2002, foram selecionadas após mais de 18 mil horas de trabalho voluntário da banca examinadora, composta por 32 examinadores seniores, 32 examinadores relatores, 233 examinadores e sete juízes com notório saber em processos relacionados à excelência na gestão. Também foram sete os critérios de avaliação das candidatas ao título: liderança, estratégias e planos, clientes e sociedade, informações e conhecimento, pessoas, processos e resultados.

    A fundação define os critérios com base na análise das práticas de excelência na gestão em todo o mundo, e no intercâmbio com instituições internacionais com semelhante escopo. Nos Estados Unidos, o National Institute of Standards and Technology (Nist), agência federal não-regulatória ligada ao departamento de comércio norte-americano, organiza o Malcolm Baldrige National Quality Award, considerada a mais importante premiação do gênero. Segundo a superintendente geral da FNPQ, Ana Maria Rutta, os critérios estabelecidos são reconhecidos pelas instituições internacionais ligadas à gestão operacional, de modo que, uma vez classificadas como “Classe Mundial”, as empresas premiadas tem prontamente reconhecidos os padrões de qualidade de sua gestão.

    Rutta ressaltou a importância do intercâmbio entre as instituições, pois favorece a detecção de dificuldades nas empresas e a sinergia dos sistemas de gestão. Quanto a possível dificuldade em compartilhar informações entre empresas, a superintendente explica que sistemas de liderança modernos tendem a promover o compartilhamento de informações e o benchmarking. “O diferencial entre as empresas está lastreado na qualificação das pessoas, as estratégias de gestão são todas bem difundidas e bastante semelhantes”, diz.

    Bola na trave e gol – A Politeno, empresa de segunda geração petroquímica dos grupos Suzano e Odebrecht, após ser indicada como finalista do PNQ por dois anos consecutivos, nas edições de 2000 e 2001, conseguiu atingir o status de empresa de Classe Mundial em 2002. “Foram duas bolas na trave, mas que voltaram para o meio de campo”, diz brincando o diretor-superintendente da empresa, Jaime Sartori. Como o relatório de avaliação é remetido à empresa após completada a pesquisa, Sartori explica que foi possível delimitar os pontos em que eram necessárias mudanças.

    “Uma das modificações implementadas foi o registro formal do processo de aprendizado dos funcionários, após a detecção de erros”, declarou, enfatizando fortemente a necessidade de qualificação do pessoal, de acordo com o lema “se não souber fazer, aprenda primeiro, ou não faça”.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next