Notícias

13 de fevereiro de 2000

Atualidades – Qualidade: ISO pretende coibir apropriação de marca

Mais artigos por »
Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
+(reset)-
Compartilhe esta página
    E

    m quase dez anos já foram concedidos no Brasil 5.285 certificados de sistemas de gestão da qualidade da série ISO 9000 e outros 149, da série 14000 (ambiental).O nome ISO, sigla da International Organization for Standardization, virou sinônimo de qualidade, mas passou a ser usado indevida e indiscriminadamente em divulgações publicitárias, muitas vezes enganosas, e até sofreu tentativas de apropriação como marca registrada. “A credibilidade da organização está em jogo e, se necessário, agiremos juridicamente”, alertou Mário Gilberto Cortopassi, presidente recém-empossado da entidade, que também acumula a presidência do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

    Química e Derivados, Cortopassi promete agir juridicamente

    Cortopassi promete agir juridicamente

    Representante da ISO no País, a ABNT tem a obrigação de zelar por sua integridade.”A série de normas ISO 9000 não é um atestado de garantia de qualidade”, esclarece Cortopassi. Essas regras estabelecem requisitos estruturais para implementação do sistema de qualidade nas empresas, fornecendo diretrizes organizacionais, parâmetros de produtividade industrial. “Sua aplicação indica que a empresa está preparada para a qualidade, mas não atesta seus produtos.”

    O problema, aliás, não é exclusivo dos brasileiros. O uso indevido do nome ISO se alastrou por vários países e, por isso mesmo, a questão será tema da próxima reunião do conselho da organização, em junho, na Suíça. “A defesa da integridade do nome ISO compete a todos os países filiados e, no caso do Brasil, a responsabilidade é dupla”, disse Cortopassi.

    Para resolver a questão, a ABNT procurou o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) para, juntos, adotarem medidas saneadoras, tais como reforçar a fiscalização nas instituições credenciadoras (ao todo, ao redor de 20), bem como a auditoria periódica nas empresas certificadas. Também devem ser criadas regras para utilização controlada dos representantes da ISO em cada país, que no caso brasileiro é a ABNT.

    Já ao Inmetro, como órgão credenciador das empresas certificadoras, cabe fiscalizar essas instituições e puni-las em casos de desvios. “Logotipo, nome e todas as publicações da ISO são propriedades da entidade e é proibido usá-los como marketing pessoal”, ressaltou o presidente.

    Com sede em Genebra, Suíça, a International Organization for Standardization foi fundada há 53 anos e tem como objetivo promover o desenvolvimento da normalização e ações a ela relacionadas, visando facilitar o intercâmbio internacional de produtos e serviços, além de promover a cooperação intelectual, científica, tecnológica e econômica. Já publicou mais de 12.500 normas técnicas e conta com 134 países-membros.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next