Tintas e Revestimentos

15 de agosto de 2009

PU para tintas – Poliuretano cresce nas aplicações industriais e automotivas por combinar desempenho superior com sustentabilidade

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Tintas e Revestimentos

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    química dos poliuretanos oferece aos formuladores de tintas a vantagem de criar novos produtos pela combinação adequada dos ingredientes. Uma vez dominada a tecnologia, revestimentos mais resistentes, ou mais flexíveis, podem ser obtidos. A par do desempenho, esses materiais também avançam na redução de emissões de compostos orgânicos para o ambiente, com opções para as linhas de altos sólidos ou de base aquosa. No campo dos polióis, o uso de óleos vegetais e derivados, a exemplo da glicerina, surge como alternativa de fonte renovável, melhorando o indicador de sustentabilidade.

    A vitalidade dos negócios de revestimentos poliuretânicos se traduz nas iniciativas dos fornecedores de insumos. A Bayer MaterialScience, líder regional nos isocianatos, investiu US$ 500 mil durante os dois últimos anos para modernizar seu laboratório de aplicações da divisão de coatings e adesivos, em São Paulo. Dotado de instalações e instrumentos avançados, além de ampliar o quadro de especialistas, o laboratório se tornará um dos cinco centros técnicos mundiais da companhia.

    A sueca Perstorp, importante player mundial, começa a caminhar sozinha no Brasil, montando escritório administrativo e comercial que responde pela América Latina. Em 2008, a companhia comprou a joint venture entre Rhodia e Lyondell para isocianatos, assumindo a linha Tolonate de alifáticos. Além do hexametileno diisocianato (HDI), a Perstorp também possui grande participação nas linhas de isoforona (IPDI) e toluileno (TDI), que fazem parte do amplo cardápio de produtos complementares, entre eles os propanodióis (butil e etil), trimetilolpropano, pentaeritritol e caprolactama.

    A Dow e sua divisão Dow Coatings Materials se preparam para ingressar nos isocianatos cicloalifáticos, mais promissores para tintas e vernizes que os seus aromáticos (TDI e MDI), estes melhores nas espumas. Além disso, a companhia começou a oferecer aos clientes polióis obtidos de óleos vegetais, unindo o bom desempenho com o atrativo ambientalmente correto. Polióis de óleos naturais serão o tema de duas das quatro palestras da companhia no 11º Congresso Internacional de Tintas, na Abrafati 2009 (de 23 a 25 de setembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo).

    Mercado evolui – As vendas de isocianatos no Brasil cresciam a uma taxa média de 7% ao ano, antes de setembro de 2008, o marco inicial da crise global. As empresas do setor avaliam que o desempenho dos alifáticos era ainda melhor, superando os 10% anuais. “Com a crise, quem ia lançar novidades em tintas se retraiu, temendo que o mercado não as absorvesse; isso vale também para os ajustes de formulação”, comentou Danilo Zanin, gerente regional de vendas para a América Latina da Perstorp. Ele espera uma retomada nas negociações com clientes a partir da Abrafati 2009, para efetivar vendas no início de 2010.

    As vendas de isocianatos alifáticos foram conduzidas por mais de doze anos pela Rhodia no Brasil, tendo conseguido em posição de quase 40% nesse mercado, segundo Zanin. A participação mundial nos biuretos e trímeros era estimada em 26%. “Contávamos com o apoio do portfólio de solventes orgânicos da Rhodia”, reconheceu. Apesar disso, ele considera que a Perstorp possui outros complementos químicos na linha do PU e, por ser mais focada nas especialidades, a atuação solo não representará um impacto negativo nas vendas.

    Até o momento, as vendas de produtos para PU da Perstorp são feitas por meio da distribuidora exclusiva M.Cassab, embora as negociações sejam acompanhadas pela fabricante. “Ainda não definimos se investiremos para reforçar a estrutura local, mas já temos armazenagem e transporte contratados, até para sermos uma plataforma de abastecimento regional”, informou.

    O problema renitente dos poliuretanos continua sendo o custo mais elevado em relação a outros materiais. Em algumas aplicações, mesmo sendo francamente superior aos demais, o PU fica restrito ao top coat (camada externa de pintura) ou ao primer (em contato direto com o substrato), quando poderia compor todo o sistema. Na pintura automotiva, camadas de epóxi e poliéster são quase sempre recobertas por vernizes poliuretânicos de alta resistência. Na indústria moveleira, o PU recobre camadas alquídicas ou de nitrocelulose. “Essa criatividade brasileira, porém, indica possibilidade de crescimento para o PU, único material capaz de apresentar alto desempenho com camada fina e de fácil aplicação”, comentou Zanin.


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