Petróleo & Energia

17 de julho de 2009

Brasil Offshore 2009 – Pré-sal domina conferência

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Publicado por: Bia Teixeira
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    estande da Petrobras não foi um dos maiores, nem o mais sofisticado da Brasil Offshore, como em outros eventos. Mas a estatal brasileira era, sem dúvida, a alma e a força desta feira. Não somente por ser a única grande oil company presente como também por estar no epicentro dos debates da indústria mundial de óleo e gás. Tanto que os desafios enfrentados pela petroleira e parceiras internacionais no pré-sal foram o tema da Conferência Internacional “Brazil Offshore: The Next Frontier”, que ganhou a respeitada chancela da Offshore Technology Conference (OTC).

    Fruto de parceria firmada entre o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e os organizadores da maior feira e conferência offshore do mundo, a presença inédita da marca OTC em evento brasileiro é, sem dúvida, mérito da Petrobras, líder reconhecida e premiada por seus projetos em águas profundas e ultraprofundas.

    Talvez por isso mesmo a empresa tenha optado por ter participação mais ativa na conferência do que no estande, que, pela primeira vez, não programou sessões técnicas, nem grandes entrevistas coletivas. Tanto que profissionais da estatal assinavam nada menos que 16 dos 48 trabalhos técnicos inscritos. Embora tenham sido apresentados com exclusividade na OTC 2009, realizada em maio, em Houston (EUA), as sessões técnicas tiveram um público qualificado, com mais de 360 congressistas – 60% estrangeiros –, que pagaram para ter informações mais substanciais sobre o pré-sal.

    Química e Derivados, José Miranda Formigli, Gerente-executivo do E&P-Pré-Sal da Petrobras, Brasil Offshore

    José Miranda Formigli: visão panorâmica passou longe dos testes de Tupi

    E ouviram o que a Petrobras queria compartilhar, sem abrir o jogo sobre os resultados que vem obtendo nos testes realizados há quase dois meses, em Tupi. Tanto que o gerente-executivo do E&P-Pré-Sal da Petrobras, José Miranda Formigli, preferiu traçar um panorama da indústria offshore no Brasil e no mundo, destacando ainda a nova configuração da matriz energética mundial.

    A construção de poços em grandes profundidades (passando por extensa camada de sal), o processamento submarino, gerenciamento de reservatórios, garantia do escoamento, otimização do desenvolvimento de campos offshore, tecnologia de águas profundas, sistemas flutuantes de produção e os desafios para desenvolver os reservatórios da camada subsal foram os temas das sessões técnicas.

    Nelas, além da Petrobras, profissionais da Halliburton, Aker Solutions, Wellstream, Shell, entre outras empresas, deram verdadeiras aulas técnicas. Os desafios para desenvolver reservas de óleo extrapesado e ultraviscoso também foram discutidos nas apresentações da Petrobras, que destacaram as tecnologias usadas no sistema piloto de Siri, no campo de Badejo, na Bacia de Campos. As informações obtidas ajudarão a estatal a elaborar novos conceitos de plataformas para desenvolver o campo de Papa-Terra, na mesma bacia, que tem óleo similar ao de Siri – ultrapesado e viscoso, com cerca de 12,3ºAPI. O case bem-sucedido apresentado nessa área foi o do campo de Papa-Terra, que reúne a combinação de óleo extrapesado, ultraviscoso e produção em lâmina d´água profunda, considerado um dos mais complexos projetos de desenvolvimento de produção entre os já concebidos no Brasil.

    Mas o pré-sal foi a grande vedete: metade dos trabalhos elaborados no ambiente da estatal tinha relação direta com o tema, abordando desde a evolução do conhecimento exploratório da companhia ao impacto de seus investimentos na indústria nacional, passando com mais cautela sobre questões relacionadas ao sistema piloto para o desenvolvimento do campo de Tupi, incluindo o Teste de Longa Duração, iniciado em 1° de maio.

    Por último, a conferência serviu para a Petrobras dar um recado aos fornecedores: foram apresentados trabalhos técnicos sobre as novas estratégias de contratação da companhia para garantir o suprimento de bens e serviços essenciais ao desenvolvimento do pré-sal. Com o boom de projetos programados para a próxima década, uma das várias soluções em estudo é selecionar e contratar fornecedores com a máxima antecedência possível. Assim, a estatal pretende fazer valer a economia de escala gerada pela sua robusta carteira de projetos. Ou seja, vai negociar preços e firmar contratos de longo prazo com fornecedores por meio de programas competitivos de licitações e de parcerias estratégicas, quando aplicáveis.

    “A OTC reconhece a importância do Brasil como líder no setor offshore. O país tem se destacado cada vez mais na OTC e essa parceria com o IBP permitiu concretizar o desejo de mostrar para os brasileiros o que eles estão fazendo de melhor nesse mercado”, afirmou Fernando Machado, da Petrobras e Program Chair da Conferência.

     



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