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1 de fevereiro de 2017

Petroquímica: Terceiro trimestre registra retomada das vendas de resinas

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    A Braskem concluiu o terceiro trimestre de 2016 com perspectivas favoráveis. A começar pelo aumento de 8% na demanda por resinas termoplásticas (polietilenos, polipropileno e PVC) contra o trimestre anterior, chegando a 1,3 milhões de t entre julho e setembro. Com isso, as vendas da companhia referentes a esses polímeros aumentou 5%, somando 890 mil t. A recuperação do mercado local obrigou a reduzir em 7% os volumes exportados de resinas, enquanto ampliou em 11% as referentes aos petroquímicos básicos.

    Química e Derivados, Musa: Braskem registrou bons resultados de produção e vendas

    Musa: Braskem registrou bons resultados de produção e vendas

    No terceiro trimestre deste ano, a companhia alcançou a taxa média de ocupação dos seus crackers (Camaçari-BA, Triunfo-RS, São Paulo e Rio de Janeiro) de 96%, dois pontos percentuais acima do verificado nos trimestres anteriores. Com isso, a produção de eteno alcançou o novo recorde trimestral de 903 mil t. Em parte, o bom desempenho se deve à regularização do suprimento de gás natural para a unidade fluminense, que rodou a 88% de sua capacidade nominal. Também o cracker paulista apresentou resultado impressionante, chegando a ocupar 99% de sua capacidade, por ter recebido nafta mais parafínica importada pela Petrobras. “Foi uma circunstância muito favorável, mas não podemos garantir que se tornará recorrente, pois não temos controle sobre a qualidade da nafta importada pela estatal que supre 70% do nosso consumo”, comentou Fernado Musa, presidente da Braskem. Naftas parafínicas requerem menos energia no processamento e oferecem maior rendimento em eteno do que os tipos naftênicos.

    No Brasil a capacidade instalada total de eteno é de 3.952 mil t/ano, das quais 78% derivam da nafta, 16% de gás natural e 6% de etanol. Aproximadamente 80% do eteno produzido é consumido pelas unidades de produção de resinas (PE e PVC) da própria Braskem. No caso do propeno, a capacidade local é de 1.585 mil t/ano, com aproveitamento de 65% para alimentar os reatores de polipropileno.

    No terceiro trimestre, o preço médio da nafta ARA (referência) foi de US$ 382/t, 5% inferior ao verificado no trimestre anterior e 11% abaixo da cotação média do mesmo trimestre de 2015. “Isso se justifica pelos baixos preços do petróleo, pela menor necessidade de adição da nafta ao pool de gasolina na Europa, aumentando sua disponibilidade, e também pela menos demanda na região asiática”, comentou Musa. Com isso, o spread (diferença entre os preços dos petroquímicos e os preços das matérias-primas consumidas na sua produção) médio das resinas fabricadas no Brasil chegou a US$ 747/t no terceiro trimestre, 10% acima do verificado no trimestre anterior. Isso se traduz em aumento de rentabilidade operacional.

    Além disso, cabe mencionar o elevado desempenho das fábricas de polipropileno instaladas nos Estados Unidos e na Europa, que rodaram a 101% de sua capacidade nominal, gerando 512 mil t no período, volume 4% superior ao do trimestre anterior. O complexo gás-químico da Braskem em Vera Cruz (México), que iniciou suas operações em maio, já roda a 63% da capacidade de geração de polietilenos. “As unidades mexicanas estão operando dentro da curva de aprendizado típica do setor”, comentou Musa. Ele explicou que a Pemex está encontrando dificuldades operacionais para separar o etano de seus fluxos de gás natural, mas isso não afetou a disponibilidade de matéria-prima para o cracker da Braskem. “A Pemex reduziu a taxa de operação de suas próprias unidades consumidoras de etano para garantir o suprimento para terceiros, respeitando rigorosamente os contratos firmados”, salientou.

    Nesse ambiente, a unidade de petroquímicos básicos da Braskem logrou obter um Ebitda de R$ 1.274 milhões no terceiro trimestre de 2016, 4% inferior ao do segundo trimestre, e 14% abaixo do registrado no mesmo período de 2015, nesse caso, explicado pela variação cambial. Em dólares, o Ebitda somou US$ 392 milhões, 4% acima do apontado no período anterior. Considerando os nove meses iniciais deste ano, o Ebitda da unidade foi de R$ 3.834 milhões (US$ 1.085 milhões), 11% (2%) acima do mesmo período de 2015.

    O Ebitda consolidado de toda a companhia no terceiro trimestre chegou US$ 924 milhões, 8% acima do trimestre anterior e 6% acima do mesmo trimestre de 2015. Em reais, o valor foi de R$ 3.001 milhões, em linha com os períodos considerados para comparação. Até setembro, o Ebtida consolidado foi de US$ 2.562 milhões, 15% superior ao resultado do mesmo período do ano anterior.

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