Petroquímica

16 de janeiro de 2009

Petroquímica: Perspectivas 2009 – Europa prevê queda na produção química

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Publicado por: Anelise Sanchez, de Milão
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    Química e Derivados, Petroquimica

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    esafios e incertezas caracterizarão 2009 para a indústria química do Velho Continente. A crise financeira em curso reduz substancialmente o poder de compra dos europeus e agrava a desaceleração de setores fundamentais para a economia, como têxtil, construção civil, eletrodomésticos e automotivo. Somente na Itália, por exemplo, as montadoras registraram uma retração de 13,4% no número de veículos licenciados em 2008.

    Os efeitos da turbulência dos mercados internacionais, obviamente, atingirão da mesma forma as indústrias químicas de base e downstreams, que agora enfrentam as consequências da baixa liquidez dos próprios clientes, a restrição do crédito bancário, a força da moeda única europeia e a sua interferência na balança de exportações do continente. Segundo os dados divulgados pelo European Chemical Industry Council (Cefic), em meados de setembro de 2008, a produção europeia de produtos químicos (excluindo aqueles farmacêuticos) mostrava uma queda de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Durante os primeiros dez meses de 2008, os preços dos produtos químicos sofreram um incremento médio de 7,7% nos países da União Europeia. A nafta virgem, por exemplo – produto de refinaria mais vendido na Europa – sofreu um aumento de 86% em um ano, enquanto os preços dos polímerosregistraram um aumento de cerca 4,7%.

    Estudos realizados pelo Eurostat, organização estatística da Comissão Europeia, indicam um inexpressivo crescimento de 0,5% para o setor em 2008, o menor desde 2003. O segmento que mais pesou nesta desaceleração foi a química para consumo, que registrou um decréscimo de 1,2% e expõe em primeiro plano a deterioração do poder de compra das famílias europeias. Além disso, com a menor demanda por materiais químicos, algumas empresas europeias decidiram interromper temporariamente a própria produção, enquanto os sindicatos acompanham com preocupação o futuro de alguns gigantes da indústria química americana com filiais na Europa. Folgas na linha de produção não são raras em algumas empresas.

    No que se refere às exportações, o continente manteve boas trocas comerciais com países emergentes, como a Turquia, a China e a Rússia, mas houve redução dos negócios com alguns dos próprios membros da União Europeia. Com o fortalecimento do euro, uma das poucas vantagens dos produtores europeus é a possibilidade de compra, a preços competitivos, de matéria-primas de outros fornecedores não-membros. No ano que passou, as importações provenientes de países extra-UE representavam aproximadamente 42% do comércio exterior de produtos químicos do continente.

    Para 2009, é previsto um declínio correspondente a aproximadamente 1,3% na produção da indústria química europeia. “Não será como no início dos anos 80, quando se verificou a última grande crise do setor”, explica David Thomas, economista da consultoria britânica Oxford Economics. “Naquela ocasião, a produção de substâncias químicas aumentou cerca de 10% em um trimestre depois que o governo retirou as medidas adotadas para controlar a inflação.”

    Os especialistas do setor acreditam que, somente em 2010, a indústria química europeia voltará a ser mais dinâmica. Desta vez, sustenta o economista, estamos diante de grandes problemas estruturais. “Os governos tiveram de pedir tantos empréstimos que as suas dívidas reduzirão a velocidade do crescimento econômico e por isso acreditamos que antes de 2012 o PIB mundial não voltará ao crescimento anual de 4% registrado em 2007.

    Química e Derivados, Previsão da oferta química na Europa, Petroquimica

    Previsão da oferta química na Europa. Clique para ampliar.


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