Petroquímica

11 de fevereiro de 2002

Petroquímica: Kurita e Baker fortalecem parceria

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    om nova parceria técnico-comercial, a Kurita pretende aumentar as vendas dos aditivos para processos de refino, petroquímico e de siderurgia da americana Baker Petrolite, sua distribuída no Brasil. Desde 2 de janeiro, a atuação conjunta dos dois grupos passou a contar com o assessoramento da empresa Add Value Engineering, dirigida por um experiente profissional do meio, Reinaldo Nascimento, ex-BetzDearborn.

    “Essa área de aditivação de processos em centrais petroquímicas é muito difícil de trabalhar, porque são poucos os profissionais no País com conhecimento de aplicação e com contato junto aos clientes”, explicou o superintendente de operações da Kurita do Brasil, José Aguiar Jr.

    Daí a importância para Kurita e Baker em divulgar a nova parceria com a Add Value: Reinaldo Nascimento é um desses profissionais, tendo desenvolvido sua carreira na BetzDearborn e empresas antecessoras.

    Química e Derivados: Petroquímica: Aguira (esq) e Bicudo - assessoria ampliará venda de aditivos.

    Aguira (esq) e Bicudo – assessoria ampliará venda de aditivos.

    A nova estrutura operacional vai dispor aos clientes suporte técnico para a aplicação de uma linha bastante extensa da Baker. Inclui desde inibidores de corrosão, agentes neutralizantes, antipolimerizantes e anticoque até rompedores de emulsão, biocidas e estabilizadores de produtos acabados. “Queremos nos tornar uma terceira opção de fornecimento, com portfólio completo e muitas vezes inovador para o Brasil”, afirmou o responsável pela Baker Petrolite no País, Renato Bicudo. Ao se referir à terceira opção, Bicudo quer dizer que até o momento há apenas dois fornecedores locais dessas soluções químicas para as centrais: Ondeo Nalco e BetzDearborn.

    A idéia, de acordo com Aguiar Jr., é o sócio da Add Value treinar o corpo de 50 vendedores técnicos da Kurita espalhados Brasil afora. “Vamos não só disputar os fornecimentos já realizados pelas duas concorrentes como desenvolver nichos ainda inexplorados”, ressaltou Aguiar. Exemplo desse último caso é apresentados por Renato Bicudo: uma linha de aminas neutralizantes e fílmicas da Baker pode ser usada no controle de corrosão dos sistemas de vapor de diluição do processamento de nafta em fornos de pirólise. “As centrais brasileiras têm muitos problemas de corrosão nessa etapa do craqueamento”, disse Bicudo.

    Ainda com um amplo mercado a ser explorado, Renato Bicudo pretende expandir as vendas para além dos fornecimentos realizados desde 1996, quando a Baker montou escritório no Rio de Janeiro para atender pedidos da Petrobrás. Naquele período, por conta própria, a empresa começou a fornecer inibidores de corrosão para polidutos da estatal e coagulantes para a produção de látex na Petroflex, de Duque de Caxias-RJ.

    Para aproveitar a experiência e a rede nacional de distribuição e assistência técnica da Kurita, em 1999 a Baker Petrolite assinou com esta contrato de exclusividade para a venda de seus produtos. Nessa seqüência de trabalho, em 2001 a Baker conseguiu, de acordo com Bicudo, quebrar seu recorde de vendas no Brasil “Duplicamos nossa participação”, afirmou. A massa crítica da Kurita, segundo Aguiar Jr., fez os aditivos da americana estarem hoje presentes em quase todas as refinarias do Brasil e algumas centrais, como a gaúcha Copesul.



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